Safra mundial de soja vai crescer 7,6%
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Imagem: Eliza Maliszewski
PROJEÇÃO

Safra mundial de soja vai crescer 7,6%

Brasil se consagra na liderança da produção da oleaginosa
Por: -Eliza Maliszewski

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) projetou que a safra mundial de soja deve chegar a 362,1 milhões de toneladas, uma alta de 7,6% em relação ao ciclo passado. A nova projeção tem um leve recuo de 0,6% motivada pela redução da expectativa do México, UE e Argentina.

O primeiro lugar é do Brasil que se prepara para mais uma safra recorde de soja, com expectativa de 133 milhões de toneladas. Em segundo aparece os Estados Unidos que deve ter alta de 17,4% e somar 113,5 milhões de toneladas. Na terceira posição está a Argentina com 50 milhões de toneladas. A China, em quarto lugar, deve ter queda de 3,3% e espera colher 17,5 milhões de toneladas.

O consumo mundial da oleaginosa foi revisado para cima e deve atingir 369,7 milhões de toneladas. As exportações mundiais foram estimadas em 168,5 milhões de toneladas. Em relação à safra 19/20 observa-se um aumento de 2,4% nos embarques.

Brasil no topo

As previsões são muitas mas todas levam a mesma conclusão: o país se consolida como o maior produtor mundial da oleaginosa. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) projetou em seu último levantamento que serão 38,1 milhões de hectares e 134,4 milhões de toneladas. A Aprosoja é menos otimista, com 127,5 milhões de toneladas e o USDA crava a produção brasileira em 133 milhões de toneladas. Na safra 19/20 foram colhidas 126 milhões de toneladas.

Segundo a Aprosoja a projeção diminuiu em função das perdas com a La Niña que trouxe seca e chuvas irregulares em muitas regiões produtoras. “A redução da nossa estimativa reflete problemas decorrentes da falta de chuvas em regiões pontuais de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e novamente Rio Grande do Sul pelo segundo ano consecutivo. Também contribuiu para este novo cenário o atraso no plantio e a ausência de chuvas regulares”, explica o presidente Bartolomeu Braz.

Mato Grosso segue na liderança da produção nacional e deve colher 33,93 mi/t, seguido do Paraná (19,35 mi/t), Rio Grande do Sul (19,15 mi/t), Goiás (12,59 mi/t) e Mato Grosso do Sul (10.79 mi/t).


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