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Safra no Oeste baiano mostra maturidade e bons indicadores

Para a soja, o cenário aponta para mais uma safra com boas médias


Para a soja, o cenário aponta para mais uma safra com boas médias Para a soja, o cenário aponta para mais uma safra com boas médias - Foto: Pexels

A safra agrícola no Oeste da Bahia avança com indicadores positivos de produtividade e com um ambiente de negócios que combina cautela e investimentos seletivos, em um contexto de maior maturidade técnica do produtor e ajustes às condições climáticas da região. As avaliações são de Gustavo Gomes de Almeida, especialista da XP Asset Management, a partir de visitas técnicas realizadas recentemente para acompanhamento da atual temporada.

O trabalho de campo ao longo de três dias incluiu encontros com produtores, consultorias e tradings, permitindo a troca de informações sobre desempenho das lavouras e perspectivas para os próximos meses. A região consolidou, em seis das últimas nove safras, os melhores índices de produtividade do estado, revertendo um histórico recente de dificuldades enfrentadas entre 2013 e 2016, período marcado por secas severas. Desde então, a área produtiva passou por um processo de amadurecimento, com maior adoção de práticas como cobertura do solo, intensificação da fertilidade e respeito rigoroso à janela de plantio, considerada mais restrita em relação a outros estados.

Para a soja, o cenário aponta para mais uma safra com boas médias de rendimento, ainda condicionada à regularidade das chuvas esperadas para o período. No algodão, mesmo diante de preços depreciados, a cultura segue como a de maior valor agregado, mantendo o foco do produtor na busca por produtividade. O milho volta a ganhar espaço impulsionado pela instalação de indústrias de etanol, como a INPASA, que ampliam a previsibilidade de vendas por meio de mecanismos de mercado futuro.

Os casos de recuperação judicial na região são considerados pontuais e menos relevantes do que em outras áreas do país. Paralelamente, seguem os investimentos, sobretudo na expansão de áreas irrigadas, que permitem a realização de duas safras, com destaque para soja e algodão safrinha. Também há registros de negócios específicos envolvendo compra de terras, com valores que chegam a mil sacas por hectare.
 

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