Secretarias de Saúde desconhecem origem do 1°caso no Rio

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Secretarias de Saúde desconhecem origem do 1°caso no Rio

Gripe suína: Secretarias de Saúde desconhecem origem do primeiro caso na rede pública do Rio
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RIO - No Rio de Janeiro, as secretarias de Saúde não informaram como uma menina de 5 anos, aluna da Escola Municipal Waldir Azevedo Franco, em Bangu, contraiu a doença. O caso da criança é preocupante por ser o primeiro em escola da rede pública. Segundo especialistas, quando o vírus circular entre as camadas mais pobres, vai se disseminar mais facilmente, já que as pessoas vivem mais aglomeradas e usam transporte público.

Nesta segunda-feira, várias mães foram à escola em busca de informações. Elas reclamaram por não ter sido avisadas sobre a contaminação da aluna e contaram que as aulas foram suspensas apenas na turma da menina, que tem 24 crianças. O colégio tem 562 estudantes.

A dona de casa Rosali Barbosa, de 48 anos, estava preocupada. Segundo ela, sua filha de 8 anos estuda na mesma sala do irmão da menina que contraiu a doença:

- Fiquei preocupada. E se acontecer alguma coisa com a minha filha? Disse à professora que não vou deixar minha filha ir à aula. Na escola, ninguém avisou nada aos pais. No sábado, as crianças estavam todas juntas numa festinha julina da escola.

A dona de casa Cleonice Fraga ferreira, de 46 anos, ficou revoltada com a falta de informações na escola:

- Meu neto está com febre desde ontem (anteontem) e na escola ninguém fala nada. Não distribuíram nenhuma cartilha e nem explicaram nada. Lá na Barra, a escola particular fechou. Aqui vai ficar aberta só porque é de pobre? O (prefeito) Eduardo Paes terá que se responsabilizar por isso.

O segurança Sérgio Ricardo Silva Oliveira, de 40 anos, não levou o filho Ruan Ricardo Maesse, de 10 anos, à aula. O menino mora a 500 metros da escola.

- As férias estão chegando. Vou deixar o menino em casa como uma forma de proteção.

Em nota, a Secretaria municipal de Educação (SME) informou que as aulas da rede pública vão prosseguir normalmente, conforme orientação da Secretaria municipal de Saúde. De acordo com a SME, diretores, professores, pais e alunos estão sendo orientados sobre as medidas de prevenção da doença. Segundo a secretaria, em reunião na semana passada, os profissionais de educação foram orientados a manter as salas arejadas, a intensificar a limpeza do mobiliário, além reforçarem junto à comunidade escolar procedimentos de higiene, como lavar as mãos com frequência.

Ainda de acordo com a SME, os pais são orientados a procurar de imediato as unidades de saúde em caso de suspeita da doença. A secretaria também informou que está monitorando a frequência dos alunos para identificar possíveis casos suspeitos.

Na rede privada, mais duas escolas antecipam férias

Na rede privada, mais duas escolas decidiram, por medida de precaução, antecipar as férias. Em Copacabana, os alunos do Colégio Mallet Soares já estão em casa desde sexta-feira. Pelo calendário escolar, haveria aulas ainda esta semana. A antecipação aconteceu, porque, segundo a coordenadora da instituição, havia a suspeita de que mais de um aluno e de diferentes turmas pudesse estar com a gripe. O colégio tem turmas dos ensinos fundamental e médio.

- Achamos melhor prevenir e antecipar o recesso. Apenas as turmas da educação infantil continuam em aulas - disse ela, sem informar o número de alunos que anteciparam as férias.

Os alunos do Instituto Abel, em Niterói, também entraram hoje de férias e não mais a partir de sábado, como previsto anteriormente. Segundo o colégio, que tem turmas dos ensinos fundamental e médio, não havia casos suspeitos da gripe suína, mas vários alunos com sintomas de resfriado que procuraram o ambulatório da instituição. As aulas recomeçam no dia 3.

A terceira morte por gripe suína
Três dias depois de ter sido confirmada a morte de uma menina de 11 anos em São Paulo por causa da gripe suína , uma outra criança foi vítima da doença. Um menino de 9 anos, morador de Sapucaia do Sul, Região Metropolitana de Porto Alegre, morreu no último dia 5, tornando-se o terceiro caso no Brasil e o segundo do Rio Grande do Sul de óbito causado pelo vírus H1N1. O caso foi divulgado nesta segunda-feira pelo secretário de Saúde do estado, Osmar Terra.

Segundo ele, o menino tinha uma doença neurológica que comprometia o sistema imunológico. Ele começou a ter febre no dia 29 de junho. No dia 2 de julho, foi internado na UTI do Hospital de Clínicas e morreu três dias depois. De acordo com o Ministério da Saúde, o paciente foi contaminado por um irmão adolescente, que teve contato, na escola, com uma professora que esteve em Córdoba, na Argentina, e também foi infectada. Um familiar da professora também contraiu a gripe.

- Vamos monitorar a família, mas não acreditamos que haja risco. Já se passaram 15 dias desde que o garoto foi internado e ninguém da família manifestou a doença - disse o secretário de Saúde de Sapucaia do Sul, José Eloir Wink.

Até então, a cidade tinha apenas um caso suspeito, que acabou não sendo confirmado pela Vigilância Epidemiológica. O secretário de estado disse que a morte da criança é uma fatalidade, já que 99% dos casos registrados até agora no Rio Grande do Sul não necessitaram de internação. Mas foi no estado que se registrou a primeira morte por H1N1 do Brasil, a de um caminhoneiro que contraiu o vírus na Argentina.

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