Segunda safra do milho firma-se no mercado, diz especialista do Mapa

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Segunda safra do milho firma-se no mercado, diz especialista do Mapa

José Maria dos Anjos participou da 31ª edição do Congresso Nacional de Milho e Sorgo
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José Maria dos Anjos participou da 31ª edição do Congresso Nacional de Milho e Sorgo

O diretor do Departamento de Comercialização e Abastecimento da Secretaria de Política Pública (DCA/SPA), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Maria dos Anjos, participou da 31ª edição do Congresso Nacional de Milho e Sorgo, que se encerrou na quinta-feira (29/10), em Bento Gonçalves, tratando sobre economia mundial e seu impacto no agronegócio de milho e sorgo. 

José Maria dos Anjos apresentou dados sobre as políticas públicas de apoio aos produtores e os cenários macroeconômicos, além de abordar a importância da agropecuária nas exportações e como está o mercado de milho. 

?O agronegócio brasileiro é responsável pelo superávit da balança comercial brasileira, e se assim não o ocorresse, a nossa balança seria deficitária. As exportações brasileiras superaram as importações, resultando em superávit da balança comercial brasileira de R$ 76,6 bilhões em agosto deste ano?, informou o diretor José Maria dos Anjos.

Segundo o representante do Mapa, os preços de quase todos os produtos estão acima dos preços mínimos e não se espera que haja necessidade de intervenção do governo no mercado neste ano. ?Por outro lado, é importante recompor o orçamento destinado ao apoio à comercialização, sob pena de o governo ficam sem condições de atuar no mercado, caso seja necessário?, disse José Maria.

Conforme dados do DCA, na produção global de produtos agrícolas, em 2015 o Brasil produziu cerca de 217 milhões de toneladas de alimentos. ?A primeira estimativa para 2016 da Companhia Nacional de Abastecimento era próxima a 210 milhões de toneladas, mas em função de problemas climáticos, a produção caiu para 186,4 milhões de toneladas. Observa-se que a produtividade tem aumentado bastante, ou seja, temos ganhado muito nesse período, a produção cresceu 109% em uma média de 7,8% ao ano, enquanto que a área cresceu 45%, bem menos e um aumento de 3,2 % ao ano. Apesar de que, se olharmos últimos quatro anos, a área cresceu em torno de dois milhões de hectares, ou seja, dois milhões estão sendo incorporados à produção nos últimos quatro anos, em um volume muito grande?, explicou José Maria. 

A participação por produto no mercado externo é ocupada pelo açúcar (68%), celulose (58%), café e soja (53%), algodão (41%), carne de frango (32%), carne suína (15%) e álcool (11%), destacando-se o milho que já participa da lista com 28% das exportações, embora a previsão seja menor para este ano. 

?Foi um ano difícil para a indústria, para os consumidores de milho no Brasil porque os preços passaram muito a qualidade de exportação, que era o que estava dando o preço do milho nos últimos anos. O que manda no mercado é o preço que você consegue vender tanto aqui quanto lá fora, então, se você é exportador, o preço aqui dentro, na qualidade de exportação, eu diria que é um preço muito barato?, avaliou o diretor.

Somando-se a soja e o milho, do Levantamento de Safra da Conab, os dois produtos participam com 87% da produção nacional de grãos. A produção mundial de milho está aumentando, este ano será de 1,26 bilhão de toneladas conforme dados de setembro de 2016.

?Isso puxou um pouco o preço do milho para baixo, mas quando a gente olha a relação estoque final de consumo tem se mantida em torno de 22%. Nos Estados Unidos a produção está aumentando bastante, inclusive este ano deve haver um aumento no consumo de novo, subiu um pouco a utilização de milho nos Estados Unidos com o etanol, porque a produção lá é muito grande de 383 milhões de toneladas contra um consumo de 312 milhões de toneladas e lá sim, o estoque de passagem está aumentando numa relação de 15% para 19%, ou seja, isso está pressionando o preço do milho em Chicago?, disse José Maria.

Houve redução de área do milho da primeira safra de 12,3% e também uma redução na produção de 14%. ?Portanto, na primeira safra não teve muitos problemas de produção, muito parecido com o rendimento da safra de 2014. Na segunda safra nós tivemos um problema muito grave, principalmente no centro-oeste e na região norte. Mato Grosso é o maior produtor de milho do Brasil da segunda safra. Hoje o que é relevante é a segunda safra, com todos os riscos, mas a tecnologia, os produtores e a gestão já prenderam a lidar com a safrinha, e a área é hoje praticamente o dobro da primeira, portanto, eu acho que ela vai continuar crescendo?, apontou o diretor do DCA/Mapa.

O 31º Congresso Nacional de Milho e Sorgo, evento foi promovido pela Associação Brasileira de Milho e Sorgo (ABMS) e realizado pela Fepagro e Emater/RS-Ascar, em parceria com a Embrapa Milho e Sorgo e Governo do Estado do Rio Grande do Sul.  

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