O tratamento de sementes é uma das práticas importantes para favorecer o estabelecimento das lavouras e contribuir para o potencial produtivo da safra 2026/27, cuja produção brasileira de grãos está estimada em 366,6 milhões de toneladas, segundo dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Para alcançar esse resultado, o produtor deve priorizar os cuidados no início do ciclo, com atenção à qualidade das sementes, à nutrição inicial e à uniformidade de emergência.
De acordo com Hugo Rosa, mestre em produção vegetal e gerente de produtos da BRANDT Brasil, as decisões tomadas nessa fase influenciam a formação do estande e o desenvolvimento das culturas ao longo do ciclo. “A qualidade da semente, o tratamento, a nutrição inicial, a ‘plantabilidade’ e a uniformidade de emergência influenciam diretamente a formação do estande”, explica o especialista.
O planejamento também deve considerar as mudanças nas necessidades fisiológicas das plantas durante o desenvolvimento. Por isso, o manejo precisa acompanhar cada etapa da cultura, com tecnologias e práticas adequadas às condições encontradas no campo.
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O estabelecimento da lavoura exige atenção porque as condições enfrentadas pelas plantas nos primeiros estágios influenciam seu desenvolvimento nas fases seguintes. Nesse contexto, o tratamento de sementes contribui para proteger as sementes contra pragas, fungos e nematoides, além de favorecer o desenvolvimento inicial.
Segundo Rosa, o processo não deve se limitar à aplicação de produtos sobre as sementes. É necessário considerar aspectos como a compatibilidade entre as tecnologias utilizadas, a qualidade do recobrimento, o volume de calda, a secagem e a disponibilidade de nutrientes importantes para o desenvolvimento das plantas.
A prática também precisa ser integrada às demais estratégias de manejo, de modo que os cuidados adotados no início do ciclo contribuam para a formação de um estande uniforme e para o desenvolvimento adequado da cultura.
A atenção ao estabelecimento das plantas ganha relevância diante de situações de estresse que podem ocorrer durante a safra de verão, incluindo possíveis efeitos associados ao El Niño.
Embora o produtor não consiga controlar a falta ou o excesso de chuvas, algumas práticas podem favorecer a emergência uniforme, o vigor inicial, a nutrição adequada e o desenvolvimento das raízes. “Uma planta bem estabelecida tende a apresentar melhores condições para enfrentar as adversidades ao longo do ciclo”, destaca Hugo Rosa.
O manejo desde o início, portanto, busca criar condições favoráveis ao desenvolvimento das plantas, considerando tanto os aspectos fisiológicos quanto os operacionais da semeadura.
Com base na proposta de manejo integrado, a BRANDT, estruturou o programa Safra+. A iniciativa reúne tecnologias posicionadas conforme as diferentes fases fenológicas das culturas, considerando as necessidades fisiológicas de cada etapa e buscando contribuir para a construção do potencial produtivo ao longo do ciclo.