Setor reivindica fim da taxa sobre exportações brasileiras de couro
A restrição às exportações do couro representa um imposto a mais, somando-se aos outros tributos que já oneram a produção
Na avaliação de Evandro Durli, a restrição às exportações do couro representa um imposto a mais, somando-se aos outros tributos que já oneram a produção. “A medida reduz os ganhos dos pecuaristas com os preços internacionais do couro, além de transferir renda da pecuária para o setor industrial de calçados e couros acabados”, critica.
Para ele, a restrição às exportações causa excesso de oferta no mercado interno, derrubando preços dos couros salgado e wet-blue, que são comercializados principalmente por frigoríficos e pequenos curtumes. Durli argumentou que a queda dos preços do couro afeta diretamente a renda dos pecuaristas, tendo em vista que o valor do couro representa cerca de 7% do preço pago pela arroba do boi. O consumidor final também não seria beneficiado, pois é improvável que as indústrias de couros acabados e calçadistas repassem o lucro obtido com a queda de preços da matéria-prima aos compradores de seus produtos.