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Setor reivindica fim da taxa sobre exportações brasileiras de couro

A restrição às exportações do couro representa um imposto a mais, somando-se aos outros tributos que já oneram a produção


O vice-presidente do Sindicato das Indústrias de Curtume de Mato Grosso (Sincurt), Evandro Durli, defende o fim da taxação sobre as exportações do couro salgado e wet-blue (semi-elaborado), em 9%. Segundo ele, a taxação ou qualquer outro tipo de medida que restrinja as vendas externas de couro sob a alegação de agregar valor à produção representa retrocesso na desoneração das exportações agropecuárias promovida pela lei Kandir. O couro é o único produto primário taxado na exportação.


Na avaliação de Evandro Durli, a restrição às exportações do couro representa um imposto a mais, somando-se aos outros tributos que já oneram a produção. “A medida reduz os ganhos dos pecuaristas com os preços internacionais do couro, além de transferir renda da pecuária para o setor industrial de calçados e couros acabados”, critica.


Para ele, a restrição às exportações causa excesso de oferta no mercado interno, derrubando preços dos couros salgado e wet-blue, que são comercializados principalmente por frigoríficos e pequenos curtumes. Durli argumentou que a queda dos preços do couro afeta diretamente a renda dos pecuaristas, tendo em vista que o valor do couro representa cerca de 7% do preço pago pela arroba do boi. O consumidor final também não seria beneficiado, pois é improvável que as indústrias de couros acabados e calçadistas repassem o lucro obtido com a queda de preços da matéria-prima aos compradores de seus produtos.
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