Sobe produção de morango e coco no ES
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Agronegócio

Sobe produção de morango e coco no ES

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As pesquisas no cultivo do morango e do coco do tipo anão verde no Espírito Santo receberão R$ 543,29 mil, ao longo de três anos, do Programa Integrado de Fruticultura (PIF), desenvolvido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e o CNPq (Conselho Nacional de Pesquisa).

A expectativa do governador do estado, Paulo Hartung (PSB), e do secretário estadual da Agricultura, Ricardo Ferraço, é a de que o território capixaba obtenha a rigorosa certificação, para transformar-se em breve numa referência nacional nessas duas culturas, como já ocorre com o mamão papaia, o único no País a vencer as barreiras fitossanitárias nos EUA.

A produção integrada consiste num sistema de exploração econômica que produz alimentos de alta qualidade, obtidos prioritariamente com métodos ecologicamente mais seguros e menos agressivos ao meio ambiente. Busca monitorar e reduzir o uso de insumos poluentes, para melhorar a qualidade de vida.

O Espírito Santo destaca-se como líder na produção de coco da variedade anão verde (próprio para consumo de água). O plantio ocupa área de pouco mais de 15 mil hectares e concentra-se, principalmente, em São Mateus, Vila Valério e São Gabriel da Palha, região norte. Por ano, a produção é de 152,7 milhões de frutos. Em São Mateus, agroindústria de porte médio, a Agrococo, já envasa água de coco para atender a clientes dentro e fora do Brasil.

A pesquisa do coco receberá R$ 149,49 mil e visa identificar, entre outros objetivos, a caracterização dos ambientes nos quais o coqueiro é produzido; o perfil dos produtores; o desenvolvimento, adaptação e difusão de tecnologias; a capacitação, o acompanhamento e treinamento de técnicos e produtores; estabelecer normas para a produção integrada.

A produção de morango destaca-se em Venda Nova do Imigrante e Domingos Martins, região centro serrana. A área plantada é de 250 hectares para a produção de 7.600 toneladas por ano. As variedades dover e konvoy, indicadas para uso industrial, ocupam 90% da área. Os outros 10% são cobertos pelos tipos campinas, guarani e monte alegre. O PIF destinará 394,29 mil para essa fruta. Ferraço também quer incluir no regime de produção integrada o café conilon, variedade que o estado lidera a produção brasileira, e raízes, como gengibre, inhame e cará.

A política do novo governo estadual visa desenvolver um pólo de fruticultura voltado à produção de polpa para indústrias. A instalação da fábrica da sucos Mais, em Linhares (ES), estimula novos negócios, como a nova fábrica de polpa Natures, no sul capixaba, e a Bela Joana, no norte do Rio. Além disso, empurra a produção da processadora Golden Fruit, na região serrana.

"Nosso projeto, é estimular o homem do campo para trabalhar com a venda antecipada. O produtor ganha menos com a venda da fruta destinada à polpa, em comparação à fruta de mesa, mas a idéia é de que possa ganhar sempre." As frutas priorizadas para polpa no estado são: goiaba, abacaxi, maracujá e manga.

Um estudo de mercado apontará a demanda por fruta, numa tentativa de reduzir a dependência de algumas empresas, como a Mais e a Bela Joana, que chegam a importá-las de outros estados ou países.

O pólo de fruticultura capixaba cresce a passos largos e, depois do café, é a segunda maior força do agronegócio. A oferta variada, com mais de 20 tipos diferentes de frutas e a privilegiada localização do estado em relação aos grandes centros de consumo amplia o interesse de empresas de processamento.


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