Sobras de tomate são usados para produção de ração e remédio para câncer
A industrialização do tomate é feita com o tomate rasteiro, também conhecido como tomate industrial, usado na fabricação de molhos, extratos e derivados
Foto: Divulgação
Texto: Correspondente Iara Siqueira
O tomate é fonte de licopeno, o antioxidante auxilia na diminuição de doenças cardiovasculares e câncer de próstata. O vegetal é um dos alimentos mais consumidos no mundo. Ele pode ser usado em quase todas as receitas, desde suco, saladas, molhos, cru, cozido ou industrializado, no ketchup, por exemplo.
A industrialização do tomate é feita com o tomate rasteiro, também conhecido como tomate industrial, usado na fabricação de molhos, extratos e derivados. Geralmente restos de sementes, cascas e polpas são descartados, ou era pelo menos, desde que uma indústria do setor, resolveu utilizar as sobras de tomate industrializado como matéria-prima para a produção de ração e nutrâceutico, suplemento para pacientes com câncer.
O Grupo Goiás Alimentos, fabricante de tomates da marca Goialli, em parceria com o Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT) da Universidade Evangélica de Goiás (UniEvangélica) de Anápolis, desenvolveu um projeto que pretende transformar pomace (sementes, polpa e peles de tomate) processados pela indústria em complexo vitamínico para pacientes em tratamento de câncer e ração para pets.
Atualmente Goiás é responsável por 70% da produção nacional de tomate. A empresa pretende fazer a secagem mecânica a vapor do pomace, além de testes para o destino adequado.