Soja: A safra da recuperação no RS
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Agronegócio

Soja: A safra da recuperação no RS

Faltando 30% para o fim, produtores comemoram
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Faltando pouco mais de 30% para o fim da colheita da soja, os produtores começam a comemorar o resultado da produtividade. A safra que está em andamento está sendo vista como a da recuperação, depois de um ano negativo para o sojicultor que amargou perdas no ano passado por causa de uma seca que comprometeu a produção do grão. O fato negativo de 2012 está sendo superado por uma boa surpresa nas lavouras colhidas até o momento. 


O sojicultor viveu dois momentos bem distintos na safra 2012/2013. Na hora da formação das lavouras as projeções feitas, com base nas previsões de clima favorável e na tecnologia que estava sendo empregada, apontavam para uma excelente produtividade. Logo em novembro e depois em janeiro o clima mudou as projeções dos agricultores. Os dois períodos de pouca chuva fizeram os produtores rurais a refazerem os cálculos. As estimativas de produtividade foram recalculadas e o resultado mostrava uma forte tendência na queda de produtividade. Os técnicos, ao mesmo tempo em que alertavam para os riscos de uma redução da safra, lembravam que a oleaginosa tem um poder muito grande de recuperação.

Com o início da safra, os produtores perceberam que poderiam refazer as contas, as lavouras começavam a corresponder de forma positiva. As máquinas estavam colhendo mais do que o esperado. A produtividade em determinadas áreas atingia até 66 sacas por hectare, o que não estava mais sendo esperado por causa da pouca umidade do solo, principalmente, no mês de janeiro.

De acordo com o agrônomo da Cooperativa dos Agricultores de Chapada, Rudinei Rishter, a colheita foi avançando e o resultado positivo da produtividade sendo confirmado. “Estamos nos aproximando da reta final desta safra, o que significa que dificilmente teremos uma surpresa desagradável na colheita da soja, que começou com uma certa desconfiança dos produtores em termos de produtividade, mas que se aproxima do fim de forma positiva”, explicou o agrônomo. Conforme Rishter, em média o agricultor está retirando das lavouras até 10 sacas a mais por hectare do que havia estimado no início da colheita. O volume acima do aguardado pode representar perto de 30% do custo de produção da oleaginosa. A safra deve se encerrar em duas semanas.


Conforme levantamento realizado pela Emater Regional na última semana, nos 40 municípios de abrangência do escritório regional de Passo Fundo, 60% da área cultivada que chega a 530 mil hectares foram colhidos. A produtividade média está em 3.100 kg/ha (oscilando entre 43 a 57 sc/ha) de boa qualidade comercial. Os sojicultores estão colhendo e entregando a produção para receberem o valor em final de maio de 2013.
Com relação à produtividade, o agrônomo Cláudio Dóro enfatiza que a safra de 2010/11 teve produtividade superior, mas em produção, essa será recorde. Isto por causa do aumento de área cultivada no Estado, que teve incremento de 9%, sendo cultivados 4,44 milhões de hectares. A produção deve superar a 12 milhões de toneladas.

Preços recuam

No que diz respeito aos preços, eles recuaram nos últimos dias pela perspectivas de boa safra na América do Sul, pelo reflexo negativo do último relatório do USDA, pela queda na demanda pela China devido a gripe aviária (H7M9) e pelas dificuldades de carregamento do produto nos portos brasileiros. No balcão a saca de 60 kg está sendo comercializada a R$ 52,50.


O agrônomo Cláudio Dóro destaca ainda que o principal de recuo nos preços é a safra cheia na América Latina e perspectiva da safra americana ser recorde. “O mercado está altamente especulativo em cima da safra americana e do clima naquela região produtora, que vai nortear o futuro da soja e da volatilização dos preços. No momento, é normal essa queda nos preços. Os prêmios negativos no porto de Paranaguá acabaram pesando nas cooperativas também”, destaca.

No momento, o mercado é comprador. O agrônomo comenta que a recomendação é do produtor comercializar o suficiente para cumprir com os compromissos e com o restante, ter cautela. “O preço atual deixa grande margem de lucro, mesmo assim, quem quiser reter o produto e especular, deve constantemente manter os custos de produção atualizados e calcular sobre a margem de lucro que pretende atingir”, conclui.

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