Soja 10/11: Intensificação pode aumentar suscetibilidade

Agronegócio

Soja 10/11: Intensificação pode aumentar suscetibilidade

Nenhum foco de ferrugem foi observado no MT, mas a incidência de lagartas já começa a preocupar
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A preocupação agora, como aponta a analista do Imea, Maria Amélia Tirloni, é redobrar a atenção no campo. “Essa proximidade de estágios vai dificultar o combate às principais doenças da soja, como a ferrugem. Ano de plantio intensificado é ano de cuidado intensificado”. Até o momento nenhum foco de ferrugem foi observado no Estado, mas a incidência de lagartas já começa a preocupar os sojicultores.

Como explica o gerente técnico da Associação dos Produtores de Soja e Milho do Estado (Aprosoja), Nery Ribas, está havendo uma incidência altíssima de lagartas, principalmente a lagarta da soja e lagarta maçã, esta última em maior número. Ele conta que o surgimento é comum para o período, porém a estiagem e a irregularidade das chuvas agravaram o problema, que em uma situação de ataque em escala dizima toda a planta, do talo às folhas. “Verificamos a presença de lagartas em todas as regiões e é preciso um controle eficaz sobre elas”. Além disso, Ribas frisa a necessidade de monitoramento e vistoria, “não basta apenas o combate químico e de choque, é preciso estar acompanhando”.

A menor intensidade das chuvas agravou o problema. “Como há mais de uma espécie, se combate uma e dali a dois três dias surge outra, há uma dificuldade natural de controle”. A lagarta da maçã costuma atacar as lavouras de algodão, porém, na falta destas plantas ela avança contra a soja.

Com relação à ferrugem asiática, Ribas explica que em função do atraso no plantio, ainda não há registros, mesmo porque o clima ainda considerado seco, não propicia o surgimento mais precoce de focos. No ano passado, o primeiro foco em lavoura comercial foi confirmado pela Embrapa no dia 18 de novembro. No ciclo 08/09, o surgimento foi confirmado somente em 8 de dezembro.

COLHEITA - Como muitos sojicultores haviam se preparado para cultivar variedades mais precoces, há lavouras de ciclo curto e de ciclo normal. Conforme Maria Amélia, é difícil quantificar a preferência por uma ou outra variedade e por isso, alguma colheita pontual, em pequena área, poderá ser registrada antes da virada do ano, como é costume no Estado, principalmente em áreas localizadas em Lucas do Rio Verde e no seu entorno, assim como em Sapezal. Janeiro promete uma nova dinâmica no campo. Ao contrário dos anos anteriores quando a colheita se intensificava no Estado, a expectativa é de volumes reduzidos. “Isso aumenta a preocupação, pois temos histórico de aumento das precipitações a partir de meados de janeiro a fevereiro, e isso pode prejudicar e, muito, a colheita. De qualquer forma, é cedo para projetar perdas”. O nível de tecnificação do sojicultor também poderá ser decisivo nesta hora. Como acrescenta a analista do Imea, com o uso de dessecadores (químicos para acelerar a maturação) sobre a soja é possível antecipar de sete a 15 dias a colheita “e um intervalo de sol bem aproveitado poderá fazer toda a diferença”.

ERRATA – No último dia 18, ao divulgar o balanço da segunda edição do “Circuito Tecnológico”, a Aprosoja/MT constatou que entre as 314 propriedades visitas mais de 90% tinham iniciado o plantio da nova safra entre 1 e 30 de outubro. Na edição do dia 19, o Diário publicou, erroneamente, que 90% da soja estavam na janela de plantio. O levantamento não tratava desta análise. (MP)
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