Soja deve subir ainda mais: Cuidado com Dólar
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Imagem: Divulgação

MERCADO BRASIL

Soja deve subir ainda mais: Cuidado com Dólar

Aconselhável travar hoje o Dólar em níveis bem superiores do que estarão em maio/julho de 2021
Por: -Leonardo Gottems
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Segundo apurou a pesquisa diária do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, da USP), os preços da soja no mercado físico brasileiro fecharam a sexta-feira (17.07) com preços médios da soja nos portos do Brasil sobre rodas para exportação subindo 0,43% nos portos, para R$ 116/saca (contra R$ 115,50/saca do dia anterior). Com isto o ganho acumulada nos portos neste mês ficou em 0,59%.

A T&F Consultoria Agroeconômica aponta que, à medida que começa a faltar soja no Brasil, os preços da oleaginosa também se descolam de Chicago: “Enquanto o preço da soja em Passo Fundo subiu de R$ 86,50/saca no dia 2 de janeiro de 2020 para R$ 117,00/saca nesta sexta-feira, registrando um aumento de 35,26% neste ano, no mesmo período a cotação de agosto da CBOT passava de $ 984,50/bushel para $ 892,75, registrando uma queda de 9,32%”.

“As perspectivas de valorização da soja brasileira para 2021 são muito fortes, e os preços devem se manter lucrativos. Entre os fatores de alta, no último relatório de condição da safra, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) reduziu em três pontos as condições das lavouras de soja nos EUA, abaixo das expectativas do mercado. O nível de esmagamento de Junho foi melhor do que o esperado e os estoques de óleo apresentaram queda”, afirma a T&F. 

Além desses fatores, a equipe de analistas da Consultoria destaca o fato de a “China haver informado que deverá aumentar suas importações em 2020/21 para 93,95 milhões de toneladas (contra a sua previsão anterior de 90 MT, embora o USDA trabalhe com 96 MT) e o nível de importação de junho foi maior do que no mesmo mês do ano passado em um 72%”. 

FATORES DOMÉSTICOS

Ainda de acordo com a T&F, o Brasil começou o mês de julho com um estoque extremamente apertado, de 40 milhões de toneladas (contra a média nos últimos 3 anos em torno de 60 milhões de toneladas): “Portanto, não há soja suficiente para atender a exportação e moagem, que, por sua vez, necessita do grão para a produção de farelo para rações e de biodiesel, entre outras finalidades, já tendo havido importações de soja do Mercosul em julho, que chegaram ao paós aio redor de R$ 128,00/saca. Estima-se que as importações totais de soja na temporada 2019/20 atinjam 1,0 milhão de toneladas”.

“A análise dos fatores que se pode ver no horizonte da safra 2020/21 mostra uma perspectiva ainda muito lucrativa para a soja brasileira. É muito provável que a demanda chinesa continue forte sobre a soja brasileira em 2021, elevando ou mantendo elevados os prêmios pagos por ela. O ponto mais fraco seria o dólar, cujas projeções no Relatório Focus são de queda durante o ano de 2021”, projetam os analistas.

No entanto, alerta a T&F, as cotações da moeda norte-americana ainda são muito elevadas para o período de 2020 a 2023: “É perfeitamente possível e aconselhável travar agora o dólar em níveis bem superiores (ao redor de R$ 5,38) aos que provavelmente estarão vigentes em maio e julho de 2021 (R$ 5,20 ou menos)”.

Como conclusão, as recomendações da T&F Agroeconômica são:

  • Plante o máximo de soja que você puder;
  • Feche o câmbio de 2021, 2022 e 2023 agora, diretamente na B3 ou negociando agora a soja para 2021.

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