Soja dispara nos EUA após relatório do USDA

Imagem: Nadia Borges

ANÁLISE AGROLINK

Soja dispara nos EUA após relatório do USDA

Corte de área em 2 milhões de hectares no milho norte-americano assustou o mercado, que disparou altas
Por: -Leonardo Gottems
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O preço da soja na Bolsa de Cereais de Chicago (CBOT) registrou na terça-feira (30.06) uma alta de 17,25 pontos no contrato de Agosto/20, fechando em US$ 8,7875 por bushel. Os demais vencimentos em destaque da commodity na CBOT fecharam a sessão com valorizações entre 17,25 e 20,75 pontos.

“Os preços reagiram a uma surpresa do relatório do USDA que reduziu ligeiramente a área plantada para a atual temporada, quando o mercado esperava um aumento. Por sua vez, a contagem de estoques físicos em 1º de junho foi um pouco menor do que o esperado e estava em níveis mais baixos do que no ano passado, na mesma altura. As operadoras continuaram aguardando notícias da China e do desempenho da demanda externa”, aponta a T&F Consultoria Agroeconômica.

De acordo com a Consultoria ARC Mercosul, as tensões políticas entre Estados Unidos e China continuam crescendo todos os dias: “Nesta última madrugada, a China sancionou novas leis de segurança para Hong Kong, o que forçou a revogação do mantado de negociações especiais que os norte-americanos tinha com a ‘ilha’, suspendendo as exportações de tecnologia norte-americana para Hong Kong. A ARC vê que qualquer tentativa de acordo comercial está cada vez mais distante entre Trump e Jinping”.

“Entretanto, vale lembrar que os chineses não conseguem suprir toda sua necessidade de importação de grão exclusivamente da América do Sul e Mar Negro. Mesmo com a permanência da guerra comercial, a China necessitará comprar soja e proteínas animais dos Estados Unidos. No relatório Trimestral do USDA de hoje, o corte de área em 2 milhões de hectares no milho norte-americano, assustou o mercado que disparou altas significantes em Chicago. Entretanto, o movimento não deverá ser duradouro com o desenvolver saudável da safra no país”, concluem os analistas da ARC Mercosul.


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