Soja em ALERTA MÁXIMO na Argentina: Reflexo no Brasil
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Imagem: United Soybean Board
DEMANDA GLOBAL

Soja em ALERTA MÁXIMO na Argentina: Reflexo no Brasil

O que vem pela frente é o mais crítico que o país enfrentará nos próximos anos
Por: -Leonardo Gottems

A produção de óleo de soja, que é um dos maiores geradores de divisa da Argentina, está em alerta máximo, correndo risco de perder seu principal comprador. Isso porque os Estados Unidos já anunciaram que vão aumentar progressivamente o processamento doméstico da oleaginosa para atender à crescente demanda para produção de biodiesel. 

“A maior parte das divisas geradas pela Argentina vem do setor agroindustrial em geral e do complexo soja em particular. Mas essa atividade está em risco e, por extensão, toda a Argentina também” uma vez que o país vizinho se encontra “consumido por questões políticas internas”, afirma o portal especializado Valor Soja.

Nesta semana a AcSoja, entidade que agrupa a cadeia da soja argentina, realizou um evento em formato virtual para tentar alertar sobre a gravidade do assunto. “A Argentina vai descobrir que os EUA vão entrar em massa no mercado de farelo de soja para competir agressivamente”, alertou Ivo Sarjanovic, ex-presidente da Alvean (joint venture entre Cargill e Copersucar) e atual professor do Mestrado em Finanças da Universidade Tortuato Di Tella.

O especialista alertou que, diante de uma menor oferta exportável de soja nos EUA, a demanda chinesa começaria a pressionar mais para originar grãos na América do Sul: “A ameaça é dupla, porque o mercado de farelo de soja será perdido e mais grãos de menor valor agregado serão exportados”, projeta Sarjanovic.

No último ano, o Brasil também aumentou notavelmente seu processamento doméstico para aproveitar os altos preços internacionais do óleo de soja. “Nos últimos doze anos perdemos parte do trem com a estagnação da produção de soja na Argentina, mas o que vem pela frente é o mais crítico que o país enfrentará nos próximos anos. Se não fizermos nada, em algum momento podemos nos tornar meros exportadores de matéria-prima com tudo o que isso implica na dinâmica comercial”, alertou Fernando Correa Urquiza, diretor regional de a área de oleaginosas da Louis Dreyfus Company (LDC).

De acordo com o Valor Soja, o problema, “apesar de grave, está tão ausente da agenda de trabalho do governo nacional que nem faz parte das negociações bilaterais com os EUA para reabilitar a possibilidade de exportação de biodiesel para aquele mercado, o que não é viável desde 2017 devido à barreiras comerciais implementadas durante o governo de Donald Trump”.


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