Soja empilha altas com China comprando tudo
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Imagem: Leonardo Gottems

NOS EUA

Soja empilha altas com China comprando tudo

Ponto de alerta fica para a desaceleração das novas compras do grão nos Estados Unidos
Por: -Leonardo Gottems
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As cotações da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) tiveram um novo dia de forte otimismo, em função da alta demanda pela oleaginosa norte-americana. De acordo com a Consultoria ARC Mercosul, os asiáticos assumiram um posicionamento de “reestruturação de estoques governamentais”.

“Após 18 meses de crise sanitária com a Febre Suína Africana, a China agora já está reestruturando o seu rebanho de suínos saudáveis. Entretanto, o ponto de alerta fica para a desaceleração das novas compras do grão nos Estados Unidos, que já sofreram uma leve queda nas atualizações de [ontem]”, dizem os analistas da ARC. 

Além do mais, aponta a Consultoria, a colheita deverá se tornar bem mais ativa neste próximo fim de semana, acelerando todos os dias até meados de Outubro: “Os norte-americanos deverão colher a segunda maior safra de milho da história e a terceira maior de soja. As estimativas poderão sofrer alterações, entretanto não há mais tempo hábil para que a oferta norte-americana seja drasticamente afetada pelo clima. O mercado agrícola em Chicago está próximo de uma formação de pico”.

CLIMA

Ainda de acordo com a ARC Mercosul, as principais regiões produtoras dos Estados Unidos “continuam apresentando poucas chuvas e temperaturas crescentes nos próximos 10-14 dias, o que deve favorecer o avanço da colheita que já foi iniciado no país, ganhando ritmo apartir da próxima semana”.

“Mas a principal atenção agora é com o clima na América do Sul. A partir do início da próxima semana, chuvas já começam a chegar no Centro-Oeste brasileiro, com acumulados nos próximos 10 dias podendo chegar a até 80 milímetros no extremo norte do Mato Grosso. Volumes semelhantes são esperados em grande parte do estado de São Paulo e no centro-sul do Mato Grosso do Sul. Chuvas também devem atingir outros estados brasileiros, com volumes menores no centro-sul de Goiás e Mato Grosso, no triângulo mineiro e no norte do Mato Grosso do Sul devendo chegar a até 14-16 milímetros. No Paraná, as chuvas no período devem se manter irregulares, com máximas acumuladas chegando a 30 milímetros”, concluem os analistas.

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