Soja recua em Chicago com foco na demanda global
O contrato da soja para janeiro recuou 1,51%
O contrato da soja para janeiro recuou 1,51% - Foto: Nadia Borges
A soja voltou a fechar em baixa na Bolsa de Chicago, pressionada principalmente pelas incertezas em relação à demanda global e pelo avanço da safra sul-americana. Segundo informações da TF Agroeconômica, o mercado reagiu a um conjunto de fatores que reforçam o viés baixista no curto prazo, apesar de o complexo ainda registrar desempenho positivo no acumulado do ano.
O contrato da soja para janeiro recuou 1,51%, encerrando a US$ 10,30,50 por bushel, enquanto o vencimento de março caiu 1,39%, a US$ 10,47,50. O farelo de soja para janeiro fechou com baixa de 0,74%, cotado a US$ 294,5 por tonelada curta, e o óleo de soja recuou 1,76%, a US$ 48,07 por libra-peso. Mesmo com a recente pressão, a soja acumula alta de 4,3% no ano, o que pode representar o primeiro ganho anual em três anos. No mesmo período, o farelo apresenta queda de 4% e o óleo sobe 23%.
Entre os fatores de pressão, o clima favorável no Brasil segue influenciando o mercado. A projeção de produção brasileira foi elevada para 178 milhões de toneladas, acima da estimativa oficial norte-americana, reforçando a expectativa de ampla oferta. Na Argentina, por outro lado, houve leve redução na estimativa de produção, agora em 46 milhões de toneladas, reflexo da seca em áreas dos Pampas, embora o plantio avance e as condições das lavouras tenham apresentado melhora semanal.
A demanda externa também permanece no radar. Há dúvidas sobre a disposição da China em ampliar compras além de 12 milhões de toneladas, especialmente com o encerramento da janela de exportação dos Estados Unidos diante da entrada da safra sul-americana. Além disso, os fundos especulativos seguem com posições compradas elevadas, o que pode estimular vendas técnicas em momentos de recuperação dos preços.