Soja se esforça, mas não sobe: VALE A PENA VENDER?
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Imagem: Eliza Maliszewski
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Soja se esforça, mas não sobe: VALE A PENA VENDER?

A soja é uma commodity, produzida em vários lugares do Brasil e do Mundo e não apenas nos lugares em que houve quebra
Por: -Leonardo Gottems

Mesmo com a Bolsa de Chicago cotando a soja em alta, os preços da oleaginosa no Brasil não sobem, de acordo com informações da TF Agroeconômica. Nesse cenário, a consultoria levanta um questionamento: será que ainda vale a pena vender?

Dentre os principais fatores de alta em Chicago, a consultoria cita a ausência da Ucrânia como fornecedora de óleo de girassol, que aumentou a demanda por óleo de soja e a redução na área plantada de canola no Canadá, aumentando a procura por óleo de soja. Além disso, a volta da demanda por farelo de soja pela China e pela Europa, que estavam reduzidas, garantindo as margens das indústrias esmagadoras (não adianta aumentar a produção de óleo se não houver escoamento para o farelo) também deve ser levada em conta.

No entanto, a soja é uma commodity, produzida em vários lugares do Brasil e do Mundo e não apenas nos lugares em que houve quebra. “A segunda explicação é justamente a quebra, que teve dois efeitos sobre o mercado: a) com menor disponibilidade, as indústrias trataram de garantir o maior volume possível de matéria-prima para o seu esmagamento, oferecendo preços acima da paridade de exportação (razão pela qual os preços subiram justamente no início da colheita). Puderam fazer isto porque dominam os preços de venda de farelo e óleo no mercado interno”, comenta.

Nesse contexto, ninguém sabe se os preços vão voltar a subir. “O que temos de garantido, neste momento, é a ainda alta lucratividade da soja, em torno de 45%, se levarmos em consideração os custos de produção levantados pelo DERAL, no Paraná e pela FARSUL, no Rio Grande do Sul ou pelo IMEA, do Mato Grosso, versus os preços pagos aos produtores nos respectivos estados. E este é um lucrão em qualquer parte do mundo, com ou sem guerra. Cabe ao agricultor decidir se ele é suficiente ou se vai arriscá-lo na esperança de conseguir algo maior”, conclui.


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