Sojicultores continuam alertas
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Agronegócio

Sojicultores continuam alertas

Chuvas representam uma ameaça na proliferação da ferrugem asiática
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Chuvas representam uma ameaça na proliferação da ferrugem asiática


As chuvas registradas esta semana na maioria das regiões do Estado de Mato Grosso deram início ao plantio da  safra 2012/2013 de soja. O que pode contribuir com o aumento dos focos da ferrugem asiática. Já que além do clima favorável para o desenvolvimento da doença, as chuvas trazem dificuldades no tratamento e aplicação dos defensivos agrícolas necessários para reduzir os focos. Diante da situação, a Associação dos Produtores de Soja do Estado de Mato Grosso (Aprosoja) mantém a orientação aos produtores quanto à necessidade do monitoramento e acompanhamento diário da plantação. O gerente técnico da Aprosoja, Nery Ribas, afirma que neste período é comum o aumento de registro de novos casos da doença. De forma que os produtores devem estar sempre atentos, com acompanhamentos diários da lavoura para evitar maiores prejuízos.


Uma coletiva de imprensa foi realizada na sede da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato) para apresentar os dados do período de monitoramento do vazio sanitário da soja e discutir os rumos da próxima safra. De acordo com o coordenador da Comissão de Defesa Sanitária Vegetal do Ministério da Agricultura em Mato Grosso, Wanderlei Dias Guerra, nesta entressafra choveu mais do que se esperava, com a presença de plantas guaxas, aquelas que nascem involuntariamente. O que faz com que a ferrugem se torne viável neste início do plantio. No levantamento, foram inspecionados 217 pontos e em 92% deles foi verificada a presença de soja guaxa verde e, em 85%, presença de ferrugem. Em função destes números, Nery Ribas, ressaltou ainda que os produtores deverão ter um cuidado redobrados, alertando que agora há uma necessidade fazer o acompanhamento efetivo da lavoura diariamente e dar o tratamento adequado até o fim da safra.


As regiões mais preocupantes, também de acordo com o estudo, são a Sul e a Oeste por causa da alta incidência de chuva. O coordenador de Defesa Sanitária Vegetal do Instituto de Defesa Agropecuária (Indea), Ronaldo Medeiros, informou que foram vistoriadas 2.800 propriedades durante o vazio sanitário este ano, com 300 notificações e 41 autuações. O instituto é responsável pela fiscalização durante o período do vazio sanitário.


Nesta safra, o Projeto Antiferrugem possui 11 mini-laboratórios instalados em cidades núcleos da Aprosoja. O intuito é monitorar da incidência da ferrugem da soja, auxiliando o produtor na identificação da doença. Participam do projeto os municípios de Querência, Canarana, Nova Xavantina, Gaúcha do Norte, Campo Verde, Jaciara, Rondonópolis, Alto Taquari, Tapurah, Vera e Campus de Júlio. Até o momento, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) ainda não divulgou dados referentes à perda de produtividade relacionada a incidência da ferrugem asiática na lavouras do estado. Segundo o Instituto, esses números só podem ser apurados mediante o avanço da colheita, que nesta safra ainda está em 2,7% da área plantada com soja no estado.


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