Sorgo é considerado como segunda opção ao milho

Agronegócio

Sorgo é considerado como segunda opção ao milho

Enquanto o milho foi cultivado em cerca de 14 milhões de hectares na última safra, o sorgo teve pouco mais de 700 mil hectares plantados no Brasil
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A cultura do sorgo é considerada uma segunda opção ao milho, mais conhecido e plantado em todo o país. Enquanto o milho foi cultivado em cerca de 14 milhões de hectares na última safra, o sorgo teve pouco mais de 700 mil hectares plantados no Brasil, ou seja, a área ocupada na safra 2006/2007 pelo sorgo foi 20 vezes menor que a área de milho.

Conforme a Embrapa Milho e Sorgo em Sete Lagoas, os números parecem ser desfavoráveis; mas não é bem assim. O valor nutricional do sorgo está entre 90% e 95% do valor nutricional do milho. O custo de produção do sorgo, cultura menos exigente sobretudo em termos de água, é menor que o de várias outras culturas. E estima-se que o sorgo possa substituir, sem qualquer problema, até 20% do milho em grão, principalmente na formulação de rações. Bons números, portanto, também fazem parte dessa cultura.

Segundo a Embrapa, hoje há cultivares específicas para as mais diferentes regiões do Brasil. Também está bastante desenvolvida a tecnologia de produção da cultura do sorgo. O zoneamento agroclimático está em fase adiantada em várias regiões.

"O milho tem uma cadeia produtiva mais organizada porque o mercado dessa cultura é maior que o do sorgo. Imagine que, quando chegaram ao Brasil há mais de 500 anos, os portugueses já encontraram o cultivo do milho", explica um dos pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo, José Avelino Santos Rodrigues, que trabalha no melhoramento genético de sorgo.

Planejamento - Outro pesquisador da área, Fredolino Giacomini dos Santos, lembra que o sorgo é uma cultura "vendida" como rústica, o que acaba prejudicando sua expansão. Para eles, falta planejamento mais bem elaborado por parte do produtor de sorgo, que nem sempre investe o necessário em insumos como adubação. O manejo também deixa a desejar em grande parte das lavouras. Tudo isso acaba criando uma falsa imagem, conforme José Avelino, de que o sorgo é uma cultura de baixa tecnologia.

"A cultura não vai competir com o milho. Ela vai ter seu próprio nicho", avalia Fredolino. Para isso, falta mais divulgação das potencialidades do sorgo e é preciso que se desmitifique alguns aspectos negativos relacionados à cultura do sorgo.

Conforme o mais recente acompanhamento de safra feito pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)), divulgado em setembro, a produtividade nacional de sorgo teve ligeiro aumento. Passou de 2.108 kg/ha na safra passada para 2.125 kg/ha na atual. Esse aumento acabou compensando as quedas que houve na área plantada (3,8%) e na produção (3%).


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