SP quer proibir descarte de pintos machos
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Imagem: Pixabay
AVICULTURA

SP quer proibir descarte de pintos machos

Estima-se que cerca de 25 milhões de pintinhos machos são descartados por ano
Por: -Eliza Maliszewski

São Paulo é o maior produtor de ovos do Brasil, respondendo por 25,4% do total produzido no país, que em 2020 foi de 4 bilhões de dúzias. Somente em Bastos são mais de 5 bilhões de unidades por ano. 

Na avicultura de postura normalmente os pintinhos machos são descartados. Além de não colocarem ovos eles demoram mais para engordar e serem aproveitados na indústria de carne de frango pois não são de uma linhagem para carne. Somente no Estado paulista estima-se que cerca de 25 milhões de pintinhos machos são descartados nos incubatórios por ano. A prática já é questionada no país e no mundo.

Em fevereiro, foi apresentado um projeto de lei no Parlamento da Alemanha para proibir o abate de pintinhos machos de um dia a partir do ano que vem. Na França a prática entrar em vigor neste ano.

Tramita na Assembleia Legislativa de São Paulo o projeto de lei 1045 que “proíbe o sacrifício de aves através da trituração, eletrocução, sufocamento e qualquer outro meio cruel para fins de descarte”. A ideia do projeto vem desde 2015 e agora foi apresentada pelo deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL) a partir de um texto elaborado pelas organizações Animal Equality Brasil, Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal e Sinergia Animal.

“A tecnologia para descobrir o sexo dos pintinhos quando ainda estão no ovo, que poderia salvar milhões de pintinhos em todo o mundo, já existe. Entretanto, essa tecnologia ainda não está disponível no Brasil, mas muitas empresas do setor já demonstraram interesse em trazê-la. Por isso, o PL prevê que os incubatórios se adaptem, a partir da data em que a tecnologia estiver disponível no mercado. [Segundo o PL], a multa prevista para as empresas que descumprirem a lei será de 100 UFESP, o equivalente a R$ 2.990”, informaram as entidades.

A tecnologia em questão é a sexagem in-ovo. Já em uso por alemães, suíços e franceses ela permite que se saiba o sexo dos embriões ainda no ovo e eles sejam descartados já no começo do ciclo, de preferência até os seis dias de incubação, quando o embrião ainda não sente dor.


 


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