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Stephanes pedirá à OIE liberação do Centro-Sul

Estados do PR e MS ainda não são considerados livres da doença com vacinação


O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, afirmou nessa quinta-feira (03-05) que pedirá, em setembro, à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) a liberação de áreas brasileiras ainda não consideradas livres de febre aftosa com vacinação. "Levaremos para o comitê da OIE o pedido de liberação das várias áreas do Brasil que estão interditadas", disse o ministro. Mesmo sem citar quais as áreas, Stephanes deixou a entender que elas são da região Centro-Sul, no caso o Paraná e o Mato Grosso do Sul, que registraram focos de aftosa em outubro de 2005.

O ministro, que visitou a Agrishow, em Ribeirão Preto (SP), afirmou que numa segunda etapa, após o pedido para a OIE, será priorizada a erradicação em todo o continente da doença, que atinge principalmente os bovinos. De acordo com Stephanes, o fato de a questão sanitária ser utilizada para justificar os embargos à carne brasileira "às vezes é desculpa; e então temos de acabar com essa desculpa", disse.

Além do pedido para liberar áreas não consideradas livres da febre aftosa mesmo com a vacinação, o ministro afirmou esperar que o Estado de Santa Catarina seja considerado livre da doença sem vacinação na reunião deste mês do conselho da OIE.

Segundo Stephanes, caso ocorra a liberação catarinense, será enviada uma missão à Rússia para discutir o problema e pedir o retorno do comércio. "Já a União Européia tem uma visão diferente e não quer saber apenas da erradicação, quer saber como está o sistema de segurança na fronteira", completou o ministro.

O ministro deixou claro que deverá se preocupar mais com o controle sanitário das fronteiras com outros países do que com as ações internas, que devem ficar a cargo dos estados. "Tem de fazer com dinheiro próprio mesmo", disse Stephanes ao ser indagado sobre as reclamações dos secretários da Agricultura em relação à falta de recursos federais para a vacinação já em curso contra a aftosa. "Precisamos criar um sistema de segurança na fronteira de Rondônia ao Paraná e essa faixa de segurança será discutida com esses países; para isso não faltarão recursos", concluiu.

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