Sudeste terá seca mais intensa e inverno mais curto
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Agronegócio

Sudeste terá seca mais intensa e inverno mais curto

Em 2007 devem ocorrer sérios problemas de seca no Estado de Minas Gerais
Por: -Sandra

Às vésperas da divulgação do próximo relatório global sobre as mudanças climáticas – previsto para ser anunciado para governos de todo o mundo em abril – pesquisadores da Embrapa Milho e Sorgo de Sete Lagoas (MG) alertam para duas conseqüências diretas da emissão de gases de efeito estufa ainda em 2007 para a região Sudeste. “Teremos um período prolongado de seca este ano e o inverno já deve durar menos dias”, diz Daniel Pereira Guimarães, pesquisador da área de Agrometeorologia. No início do mês de fevereiro o Ministério do Meio Ambiente anunciou dados desanimadores para o Brasil: acréscimo de 4ºC, em média, na temperatura até o final deste século.

O primeiro relatório sobre o clima produzido por pesquisadores de diversas partes do mundo, que integram o Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, sigla em inglês), causou um furor ao revelar projeções catastróficas, como o aumento da temperatura do planeta entre 1,8º C e 4º C até o fim do século XXI. “A mudança no clima já está sendo percebida. Em 2007 devemos ter sérios problemas de seca em Minas Gerais, por exemplo. Teremos maior incidência de pragas nas lavouras, maior quantidade de queimadas, elevação da concentração de dióxido de carbono e, conseqüentemente, aumento do aquecimento global”, explica o pesquisador.

Daniel Guimarães analisa que o cenário para os próximos meses já não é mais o mesmo em relação a anos anteriores. “Em janeiro registramos chuvas além dos índices normais. Em fevereiro choveu metade do que comumente registramos. E para março a previsão é de precipitações muito abaixo das normais em grande parte de Minas Gerais. Poderemos ter cerca de oito meses de seca este ano”, antecipa. “Como as pastagens ainda estão verdes pela alta incidência de chuvas em janeiro, o número de queimadas será bem maior que em outros períodos se as projeções se concretizarem”, alerta. As informações são da assessoria de imprensa da Embrapa Milho e Sorgo.


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