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Suinocultores ratificam interesse pelo mercado asiático

A inserção da carne suína no mercado asiático concentrou os debates em seminário


A inserção da carne suína brasileira no gigantesco mercado asiático concentrou toda a tônica de debates do 12° Seminário Nacional da Suinocultura encerrado na sexta-feira (27-04), em Cuiabá. No último dia, o professor de economia política internacional da Universidade de Brasília (UNB), Carlos Pio, trouxe números animadores para o segmento.

De acordo com dados da Revista Economist, apresentados por Pio, o comércio internacional deve crescer cerca de 6% em 2007. Em relação ao mercado asiático, foco do painel, os números revelam as potencialidades do mercado chinês. Enquanto a maioria dos países apresenta taxas de crescimento abaixo dos 5% ao ano, a China cresce anualmente 9%. Responsável por 49% da produção mundial de carne suína, a demanda deve aumentar à medida em que a taxa de urbanização chinesa cresce vertiginosamente.

De olho nesse consumidor é que as estratégias de produção e marketing devem ser construídas. Essa "brecha" poderá ser bem aproveitada pelo setor se algumas medidas forem seguidas. Entre as principais estão investimentos em sistemas de inovação (pesquisa e desenvolvimento) e de informação, além de infra-estrutura (treinamento e capacitação) e o que ele chama de ação coletiva entre a cadeia suinícola na tentativa de organizar o setor. Outro ponto importante e historicamente esquecido pelos produtores brasileiros discutido no painel, é como agregar valor aos produtos exportados. "Não se pode pensar o suíno como uma commodity", alerta.

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