Suplementação continuada é opção para reduzir custos na pecuária

Agronegócio

Suplementação continuada é opção para reduzir custos na pecuária

O segundo semestre de 2016 contribuiu para um equilíbrio nos custos e abastecimento dos insumos
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Principal preocupação entre os produtores, redução de custo pode ser equilibrada no longo prazo com manejo adequado e uso de soluções de forma constante na dieta dos rebanhos

O segundo semestre de 2016 contribuiu para um equilíbrio nos custos e abastecimento dos insumos, e os produtores gradativamente recuperam a rentabilidade das propriedades. No caso dos pecuaristas, o foco para controle da rentabilidade tem sido a utilização de soluções que favorecem a eficiência alimentar dos rebanhos, como a inclusão de aditivos proteicos, leveduras e minerais orgânicos na dieta, que favorecem a disponibilidade de nutrientes, a digestibilidade e a imunidade dos animais. Acompanhando o desenvolvimento de animais em mais de 30 fazendas nos estados do Mato Grosso, Mato Grosso e Tocantins, o zootecnista Antonio Lucio Gomes, diz que a tendência, inclusive, é atuar na suplementação de forma continuada para garantir estabilidade no desenvolvimento dos aninais. “Essa estratégia ajuda a maximizar o uso de forragem tanto na época da seca, quanto na época das águas, possibilitando explorar ao máximo o potencial nutritivo da dieta, representado um ganho maior por hectare durante o ano todo”, explica.

Por meio da combinação de compostos como proteínas, leveduras e mineiras orgânicos na alimentação, o produtor tem condições de padronizar o desenvolvimento dos animais, e no caso do gado de corte beneficiar o ganho de peso independente do período do ano. “O pecuarista sempre está buscando melhorar o peso, rendimento e acabamento da carcaça, e para isso a suplementação vem com uma ferramenta de retorno mais imediato, ao favorecer maior aproveitamento dos nutrientes presentes na alimentação”, destaca Gomes. Em termos de custo, a indicação é estabelecer um protocolo personalizado pra cada situação a fim de otimizar a propriedade de acordo com as características específicas de cada uma e dos animais.

Na avaliação do gerente de vendas da Alltech para gado de corte, Carlos Zilioti, a suplementação é uma oportunidade que facilita o controle constante do produtor de forma avançada e eficiente. “O diferencial é que dessa forma o produtor estará agregando mais tecnologia ao manejo do rebanho para extrair o máximo de nutrientes presentes no pasto, já que a oscilação do clima dificulta o controle da qualidade e oferta do capim. Então a suplementação auxilia no estímulo para que o animal tenha um desempenho positivo o ano todo”, indica. 

Rebanho leiteiro

Com uma propriedade localizada no estado de Minas Gerais com 60 vacas e um retorno diário de 19 litros a 20 litros, o produtor Vanildo da Silva há três anos suplementa os animais de forma constante. Segundo ele, houve diminuição de problemas anteriormente recorrentes. Diante disso, Vanildo acredita que a estratégia possibilitou o equilíbrio das contas nos últimos tempos. “Eu resolvi apostar nessa alternativa de incluir a suplementação na alimentação do meu rebanho e durante o período que venho utilizando esse recurso tive menos perdas, além de um ganho significativo na parte reprodutiva. Antes as vacas demoravam ou nem chegavam a ficar prenhas, tínhamos muito trabalho”, relata.

Em acordo ao relato de Vanildo, o gerente de vendas da Alltech para gado leite, Rodrigo Maronezzi, tem observado que o uso acessório dessas tecnologias para eficiência alimentar ganhou espaço porque favorece o sistema digestivo do animal, que passou a ter um consumo otimizado. “Como o preço dos grãos subiu para o produtor, a eficiência alimentar se tornou fundamental. Ele precisa buscar uma dieta que tenha um retorno mais produtivo, para que a vaca se alimente do pasto e aproveite todos os nutrientes possíveis, sendo o pasto um recurso mais econômico do que da ração. Para isso, a aplicação de aditivos é considerada uma ferramenta auxiliar, ao favorecer a digestão do animal que, consequentemente, vai aproveitar melhor o alimento e ampliará a produção, e além disso, ainda ajudará o meio ambiente emitindo menos gás metano com a redução das fezes”, destaca.


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