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TecnoCampo traz inovação em soja e algodão

Durante o TecnoCampo 2007, duas novas variedades de algodão e duas de soja foram lançadas pela Fundação MT


Durante o TecnoCampo 2007, duas novas variedades de algodão e duas de soja foram lançadas pela Fundação MT. Na última etapa do evento, que encerrou nesse domingo (01-04) em Rondonópolis (MT), o pesquisador da área de melhoramento de algodão da Fundação MT, Paulo Aguiar, comemorou ainda os resultados da cultivar FMT 701, colocada no mercado no último ano agrícola e que nesta safra ocupou 40% da área plantada com soja no Estado – o equivalente a 200 mil hectares. As novidades em algodão para a temporada 2007/2008 são a FMT 502 e a FMT 703, dois materiais resistentes a viroses e bacterioses.

No ano passado, a Fundação MT apresentou três novas variedades de algodão no mercado: FMT 501, FMT 701 e FMT 702. Segundo Aguiar, a diferença dos materiais lançados este ano em relação aos que já foram colocados no mercado pela entidade é a tolerância aos nematóides e a ramulose (FMT 502) e a resistência a ramulária (FMT 703).

Somente a cultivar resistente a ramulária vai gerar uma economia de R$ 82 por hectare, valor médio pago para realizar de duas a três aplicações de fungicidas para combater a doença.

Duas cultivares de soja que têm como característica a precocidade também foram apresentadas durante o TecnoCampo: TMG 123 RR e TMG 125 RR. Os materiais, também tolerantes ao glifosato, são voltados para os produtores que querem plantar duas safras por ano, utilizando a soja na lavoura de verão e o milho ou o algodão na safrinha.

“Com o aparecimento da ferrugem asiática, os produtores começaram a procurar por materiais cada vez mais precoces”, frisa o pesquisador da área de melhoramento genético de soja da Fundação MT, Agnaldo Nouchi.

No Estado, de 50% a 70% dos produtores cultivam duas safras por ano. Já em Rondonópolis este tipo de cultura foi desenvolvida por cerca de 30% dos sojicultores na safra 2006/2007. De acordo com Nouchi, o número só não foi maior devido ao período de 20 dias sem chuvas que ocorreu em novembro do ano passado, o que atrasou o plantio de soja. Na região de Rondonópolis, o ciclo dos novos materiais tem duração de 95 a 100 dias e a produtividade varia de 50 a 55 sacas por hectare. Entre os materiais da Fundação MT no mercado até então, o de menor ciclo tinha 120 dias.

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