Temperatura amena favorece engorda do gado

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Imagem: Cora Silveira- Emater/RS-Ascar
REBANHO

Temperatura amena favorece engorda do gado

Clima mais frio diminui ectoparasitos, como moscas, que molestam os animais
Por: -Eliza Maliszewski

Com a chegada do outono os dias ficam menores, com menor incidência de sol e temperaturas mais baixas ao amanhecer e anoitecer e menos intensas durante o dia no Rio Grande do Sul. Este cenário climático favorece a engorda do gado de corte.

Segundo o Informativo Conjuntural produzido e divulgado, nesta quinta-feira (1º), pela Gerência de Planejamento da Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), as temperaturas mais amenas fornecem maior conforto térmico e diminuem a incidência de ectoparasitos, como moscas, que molestam os animais. 

A fase produtiva nesse momento tem como foco a gestação das matrizes e engorda dos terneiros e terneiras nascidos no ano passado. Já as vacas vazias estão sendo comercializadas, adequando assim a lotação por hectare, necessária para o inverno.

O rebanho bovino segue em boas condições corporais no Estado, com ganho de peso na maior parte das categorias; mas devido ao final do ciclo das pastagens estivais, o ganho de peso é menos expressivo. Com a colheita da soja, estão sendo semeadas gramíneas para cobertura e adubação verde, especialmente espécies como aveias, que serão utilizadas pelos animais no sistema de integração lavoura-pecuária.

Em relação ao aspecto sanitário, segue o controle do carrapato bovino, cujo período de maior infestação está próximo. As vendas de animais permaneceram pontuais, e espera-se aumento no volume de negócios conforme avançar a colheita das lavouras de soja e arroz irrigado. Os preços continuaram aquecidos na venda de terneiros e animais para engorda no sistema de integração lavoura/pecuária, e a expectativa é que atinjam valores ainda mais altos após a finalização das safras de grãos.

Já na bovinocultura de leite o ciclo das pastagens anuais de verão está finalizando, e as de inverno ou recém-implantadas ou ainda não foram semeadas. As chuvas auxiliaram na manutenção das pastagens perenes de verão, ainda muito utilizadas em diversas regiões, mas mesmo assim é observada a queda de produção de leite. Com a redução na oferta de pastagens, os produtores direcionaram as melhores opções de alimento para as matrizes em lactação. Assim, as fêmeas jovens e vacas vazias permaneceram em áreas de campo nativo ou nas pastagens de qualidade inferior.

Este período é destinado à implantação do planejamento forrageiro de inverno, ao preparo da sobressemeadura das áreas com espécies perenes e ao cultivo no período normal das forrageiras de inverno. As temperaturas mais amenas melhoram o conforto térmico dos animais durante o pastejo e auxiliam na redução da presença de ectoparasitos. Os produtores aproveitam a época para vacinações preventivas e obrigatórias. As chuvas provocaram acúmulo de barro nas proximidades dos locais de ordenha, o que demandou aumento da atenção para evitar contaminação do leite.


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