Temporão diz que gripe comum é pior que gripe suína

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Temporão diz que gripe comum é pior que gripe suína

Temporão diz que gripe comum é pior que gripe suína
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SÃO PAULO - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse, nesta segunda-feira, em São Paulo que a gripe comum, que matou 70 mil pessoas no Brasil em 2006, é um problema muito mais sério de saúde pública do que a gripe suína, provocada pelo vírus A (H1N1). Nesta segunda-feira, 20 novos casos da doença foram confirmados no país. Segundo Temporão, que esteve em São Paulo para visitar uma central do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), o comportamento do H1N1 é muito semelhante ao da gripe comum.

- Tem muita gente que pensa: 'é uma doença com nome diferente', então pensa que é uma doença diferente. Ela tem um nome diferente porque é um novo vírus, mas o comportamento dessa doença, na vida real, nos mostra que agora é muito parecida com a gripe comum. E lembro, em 2006 morreram no Brasil, de complicações causadas pela gripe comum, 70 mil pessoas. A gripe comum é um problema muito mais sério de saúde pública do ponto de vista de óbitos, do que essa nova gripe que começou agora. Mas como é uma doença nova, tudo pode acontecer. Nós estamos trabalhando com todos os cenários possíveis, mas a situação é de tranquilidade - afirmou Temporão.

De acordo com o ministro, os pesquisadores ainda não sabem como esse vírus vai se comportar no futuro, mas se sabe, conforme análises feitas sob supervisão da Organização Mundial de Saúde (OMS), que o padrão de comportamento do H1N1 é muito semelhante até agora ao da gripe comum. Isso, no entanto, garantiu o ministro, não diminuiu a vigilância das autoridades sanitárias brasileiras.

- Nós estamos de plantão sete dias por semana, 24 horas por dia. Férias, temperaturas mais baixas, é época das viroses transmitidas nessa época do ano, viroses respiratórias. Então, é claro que tudo isso nos preocupa - disse.

Temporão lembrou que as recomendações do Ministério da Saúde para enfrentar a doença não são diferentes do alerta que já era regra, portanto, não muda nada.

- A conduta agora é uma conduta de alerta, de prudência, de manter a população bem informada, de manter a mobilização do sistema de saúde. A nossa estratégia de vigilância dos portos, aeroportos e fronteiras continua a mesma, não muda nada. Não desmobilizamos nada. Mas é evidente que nós temos que pensar agora no atendimento dos casos. Se o número de casos tende a aumentar, temos que garantir que as pessoas sejam bem atendidas e impedir que os casos mais graves se compliquem - disse.


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