Tocantins exporta abacaxi pérola para a Europa
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Agronegócio

Tocantins exporta abacaxi pérola para a Europa

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O abacaxi ocupa lugar de destaque entre as principais frutas tropicais no comércio internacional. Praticamente, toda a produção nacional é comercializada no mercado interno, com um pequena parcela destinada às exportações. De acordo com a Central de Produtores de Abacaxi de Miracema e Região (Cepamir), cerca de 55 milhões de abacaxis devem ser colhidos, este ano, em Tocantins. Essa safra é considerada recorde e pode render R$ 50 milhões aos produtores do setor.

Segundo Washington Dias, produtor e proprietário da Terra Fértil, única empresa brasileira produtora de abacaxi pérola regulamentada pelo Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), o mercado internacional recebe, há três anos, a fruta tocantinense. Atualmente, o produto é exportado para Portugal, Espanha, Alemanha e França", disse.

Dias envia ao exterior cerca de dez toneladas, por semana, para cada país comprador. Os negócios no mercado internacional ocorrem no período compreendido entre janeiro e agosto, sendo retomado novamente em dezembro. O produtor explica que o processo logístico é realizado por via marítima, em razão do alto valor do frete aéreo. "Não está compensando enviar nossa fruta para fora utilizando o sistema aéreo. O produto é embarcado, semanalmente, no Porto de Salvador", afirma.

A Terra Fértil exportou, no ano passado, 100 toneladas de abacaxi pérola para o mercado exterior. Para este ano, Washington Dias acredita que esse número será triplicado. "Pretendemos fechar 2003 com 300 toneladas do produto negociadas internacionalmente. Isso vai gerar um faturamento de US$ 100 mil para a empresa", comemora.

O abacaxi pérola tem uma boa receptividade no comércio exterior em razão de ser mais doce e saboroso. "Nosso produto tem capacidade de concorrer fortemente com o abacaxi europeu, que é muito ácido. Com isso, o paradigma de que a variedade pérola não era exportada está descartado", disse o produtor.

O proprietário afirma que o preço obtido no mercado nacional é um fator de destaque para as empresas investirem em negócios no exterior. "O preço pago para o produtor é o mesmo que há seis anos atrás. Isso incentiva a busca por novos mercados, incrementando a exportação e expandindo, mundialmente, a abacaxicultura brasileira".

Washington Dias acredita que a única forma de o produto nacional ter uma maior aceitação no segmento exterior é a mobilização do governo. "O Brasil deveria facilitar a participação do produtor em feiras e missões mundiais. Existem muitos subsídios que impedem o fechamento de novos negócios no comércio exterior", conclui.

Cepamir

Criada em 1999, a Central dos Produtores de Abacaxi de Miracema e Região (Cepamir) é uma associação destinada à assessorar o produtor na comercialização e aprimoramento da fruta. Atualmente, congrega 11 associados, sendo que 50% têm interesse em exportar o produto.

Segundo Laércio Gomes, gerente de vendas da entidade, a Cepamir defende, junto ao Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf), uma política de incentivo à exportação. "Apresentamos ao produtor as vantagens em negociar o produto no mercado internacional. Porém, eles ainda ficam retraídos, principalmente, em razão dos pagamentos, que não são realizados à vista", disse.

A Cepamir também disponibiliza aos produtores informações sobre a importância da fitossanidade, principalmente para a inserção do produto no mercado internacional. "Os países interessados em comprar a fruta brasileira recebem amostras do produto. Temos que ter um cuidado especial, pois são feitas rigorosas restrições à entrada de frutas portadoras de resíduos de agrotóxicos", concluiu Gomes.


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