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Transgênicos: rastreabilidade e segregação são garantias ao consumidor

Rotulagem permite aos consumidores decidir se desejam ou não consumir produtos


A polêmica continua, em várias partes do mundo. Agora são os países membros da União Européia que estão reunidos para discutir uma política para o cultivo de transgênicos no continente, onde até agora não existem regras próprias. Uma das propostas é a de que cada país proíba ou permita o plantio em seu próprio território. A decisão final caberá aos ministros do Meio Ambiente.

Mas, independentemente da aprovação ou não, os consumidores têm desde já assegurado o direito à rotulagem, através da qual poderão decidir se desejam ou não consumir produtos que contenham organismos geneticamente modificados. A UE estabelece requisitos de rastreabilidade e rotulagem de alimentos para consumo humano e animal produzidos a partir de OGMs. Os fabricantes de matéria-prima devem informar o uso de transgênicos em cada etapa do processo de produção e em todos os segmentos da cadeia produtiva.

Os países da EU são os maiores compradores do Brasil, segundo maior produtor e exportador de grãos como soja e milho, em todo o mundo.

Segundo a engenheira química Rita Prado Fróes, no caso do milho, por exemplo, há no Brasil diferentes variedades geneticamente modificadas: algumas resistentes a insetos, outras tolerantes a certos herbicidas ou, ainda, as que contêm as duas características combinadas na mesma planta. “Para garantir o direito do consumidor, com a crescente introdução de novas variedades, em diversas culturas, não há outro meio que não seja a rastreabilidade e segregação, desde as sementes até a prateleira. Hoje, sem um trabalho de rastreabilidade total na cadeia logística e produtiva seria impossível garantir a identidade não transgênica do milho”.

Garantia de qualidade
O GenesisGroup, através da Intertrace, da qual Rita Prado Fróes é diretora executiva, atua em toda a cadeia para garantir que embarques de soja ou milho produzidos no Brasil atendam à demanda de clientes que adquiriram estas commodities certificadas como não transgênicas. Através da rastreabilidade total, com a identificação e garantia de origem, a segregação e a certificação, os consumidores têm maior segurança alimentar. Para ter essa garantia, os mercados compradores estão pagando em média 2% acima dos preços normais. Para os produtores, essa margem está bem longe de se parecer com “lucro”.

Trabalho não recompensado

No Oeste do Paraná, os grãos rastreados, segregados e certificados, têm mercado garantido. Várias cooperativas e tradings abastecem mercados importantes. É o caso da C.Vale, de Palotina (PR), uma das maiores cooperativas brasileiras, com 11 mil associados e 65 unidades de recebimento de produção no Paraná, Mato Grosso, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e Paraguai. Este ano, a cooperativa comercializou 60 mil toneladas de soja convencional, com rastreabilidade total, para a Europa. 30 mil toneladas embarcam nos próximos dias com destino certo: a Denofa, única indústria esmagadora da Noruega. Mesma empresa que no ano passado comprou 40 mil toneladas da trading AB Agrobrasil, de Santa Terezinha de Itaipu, que movimenta 300 mil toneladas por ano, provenientes dos Estados do PR, SC, RS e MS.

Segundo o gerente de operações da C. Vale, Alcemir Chiodelli, as notícias de que na próxima safra o Paraná poderá chegar aos 100% de área plantada somente com sementes de soja transgênica, preocupa, “mas infelizmente hoje os produtores estão mais preocupados em reduzir os custos do que com eventuais pequenas margens de retorno. Ou o mercado comprador passa a remunerar bem o produtor que se dedica ao cultivo da soja convencional ou correrá o risco de não ter mais o produto disponível”.

A opinião é compartilhada pelo gerente de logística da AB, Valmir Wiest , para quem está cada dia mais difícil fazer a segregação. “Das 90 mil toneladas de soja que recebemos de nossos produtores diretos este ano, mais de 65% eram grãos transgênicos. Somente com um trabalho muito eficiente de rastreabilidade e segregação é que conseguimos manter os nossos compromissos no mercado externo”.

As informações são da assessoria de imprensa da GenesisGroup.

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