Transporte fluvial reduz em até US$ 10 tonelada da soja

Agronegócio

Transporte fluvial reduz em até US$ 10 tonelada da soja

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A hidrovia Paraguai-Paraná é navegável em seu trecho de Cáceres (250 quilômetros de Cuiabá) a Nueva Palmira, no Uruguai, desde que se façam sinalizações e manutenção delas ao longo do leito do rio Paraguai. Mas no longo prazo, se houver a interligação da hidrovia com os rios Madeira e Jauru, da Bacia Amazônica, via rodovia, é possível estabelecer um sistema multimodal de 10 mil Km, desde Buenos Aires a Iquitos, no Peru. Uma extensão uma vez e meia maior que da bacia do rio Nilo.

O transporte pela via fluvial reverte uma economia de US$ 10 por tonelada de soja transportada, por exemplo, porque contempla um ajuste de logística impossível de ser obtido com o escoamento rodoviário a partir da área produtora de Mato Grosso para o Porto de Paranaguá (PR). "A comercialização da soja é pura logística, pois os preços são fixados na Bolsa de Chicago. Quem tem a melhor logística, conseguirá melhores resultados. Uma logística deficiente resultará em menores preços para o produtor", argumenta o presidente da Companhia Interamericana de Navegação e Comércio (Cinco), Michel Chaim.

Para o secretário de Projetos Estratégicos do Governo de Mato Grosso, Cloves Vettorato, o Brasil precisa ampliar suas relações comerciais internacionais e em especial com os países da América do Sul. E a infra-estrutura de transportes é um fator determinante desse processo de integração e desenvolvimento.

"A hidrovia Paraguai-Paraná ampliará a competitividade internacional do agronegócio instalado no Centro e Sul do Estado de Mato Grosso. O Norte do Estado tem como alternativas o Terminal Graneleiro de Itacoatiara, no rio Amazonas, o Porto de Itaituba, no rio Tapajós e o de Santarém, na confluência dos rios Tapajós/Amazonas e final da BR-163", exemplifica Vettorato sobre a necessidade do sistema viário.

Outra vantagem do sistema hidroviário, registra ele, é a agilidade no desembaraço de cargas e recebimento pelos produtos exportados. "A liquidação da exportação é mais rápida e eficiente, pois como a hidrovia é internacional e o porto de Cáceres alfandegado, as exportações podem ser processadas de imediato, com lotes pequenos, sem a necessidade de formar lotes para os grandes navios", observa.

A Justiça Federal de Mato Grosso suspendeu, no ano passado, a instalação de novos portos, ou a ampliação dos já existentes, obras de acesso aos terminais e aumento dos comboios.


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