Trigo custa até 20% a mais na região Nordeste
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Agronegócio

Trigo custa até 20% a mais na região Nordeste

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Impostos e frete puxam o alto valor dos preços do produto, que pesa no bolso do consumidor por meio dos derivados

Não é de hoje que os derivados do trigo vem apresentando preços mais salgados para os consumidores nordestinos. Biscoitos, massas e pães não são mais tão baratos como em outros tempos, e isso muito se deve ao elevado valor do grão, que no Nordeste chega a ser até 20% mais caro do que em outras regiões, como Sul e Sudeste. A informação foi dada pelo diretor corporativo do grupo M. Dias Branco, Luís Eugênio Pontes, que apontou a carga tributária e os gastos com frete como os principais responsáveis pelos reajustes dos últimos anos.


"O Nordeste tem o trigo mais caro porque o item é bastante impactante na economia local, diferente do que acontece em outras regiões, o que faz o governo aumentar os impostos que incidem sobre o item. Para se ter uma ideia, os produtores nordestinos pagam 34% de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no produto, enquanto no Sul e Sudeste, por exemplo, o imposto não é cobrado", explicou ontem Pontes, durante o 1º Fórum Internacional Medalha de Ouro, evento do setor que ocorreu na sede da Fiec.

Ainda conforme o diretor do grupo M. Dias Branco, o valor pago em ICMS ainda é somado às despesas com frete, o que puxa o preço do trigo nordestino ainda mais para cima. "O Brasil produz 5 milhões de toneladas de trigo por ano e isso não é suficiente para o abastecimento de todas as regiões. Assim, o Nordeste importa muito e sofre com as taxas de transporte", afirma.


Potencial inexplorado

Durante o 1º Fórum Internacional Medalha de Ouro, onde foi discutido sobre as tendências, o cenário e as inovações no setor de panificação, o diretor-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip), Giovani Mendonça, lamentou o potencial inexplorado de diversas padarias de Fortaleza. Segundo ele, cerca de 40% dos estabelecimentos da Capital insistem em não evoluir.

"Um dos nossos maiores objetivos é fazer os produtores enxergarem as possibilidades. Os consumidores não procuram mais somente um local para comprar pão, mas um estabelecimento que tenha opção de almoço, que ofereça serviços. Enfim, é preciso inovar para ampliar a demanda e maximizar os rendimentos", comenta Mendonça.


A gradual mudança de perfil da sociedade também está ligada ao consumo alimentar, garante a gerente do Centro Regional de Treinamento em Moagem e Panificação (Certrem), Jussara Bisól. Para atender às demandas de consumidores cada vez mais preocupados com a saúde e interessados em produtos com tal perfil, o setor de panificação busca inovar. "Os novos grupos de consumidores demandam uma nova postura", explica.

Evolução

Em 2012, o índice de crescimento das empresas de panificação e confeitaria foi de 11,6%, o que representa um faturamento de R$ 70,29 bilhões. O levantamento dos números foi feito pelo Instituto Tecnológico ITPC, em parceria com a Abip.

No Ceará, segundo dados do Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria do Ceará (Sindpan-CE), o crescimento do setor ficou em 11,6% em 2012.

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