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Uruguai prioriza qualidade da carne em vez de escala

Priorizar a sanidade animal é a estratégia do País para se diferenciar dos concorrentes no setor


Priorizar a sanidade animal e produzir uma carne de boa qualidade em vez de ter uma produção em larga escala será a estratégia adotada pelo Uruguai para se diferenciar dos concorrentes no setor, que representa 25% de suas exportações, afirmou nesta quinta-feira (26-04) o presidente do Instituto Nacional de Carnes (Inac) do país sul-americano, Luis Alfredo Fratti.

“Somos um país pequeno e falamos espanhol, como a maioria dos países da América Latina. Então, o que temos de diferente? Temos que priorizar a sanidade animal em vez da produção em larga escala”, disse Fratti em palestra no Congresso Internacional da Carne, em São Paulo.

De acordo com ele, o Uruguai produz atualmente 600 mil toneladas de carne. Desse total, 450 mil toneladas são destinadas à exportação, e o restante, ao consumo interno, que chega a 50 kg per capita por ano.

“Nosso consumo interno deve crescer moderadamente nos próximos anos”, afirmou.

Segundo Fratti, o Uruguai, responsável por 6% das exportações mundiais, é tido mais como um fornecedor complementar do que um competidor nos países para onde sua carne é vendida. “Nós podemos limitar a quantidade produzida para aumentar a qualidade do produto.”

A partir de 1º de julho, o país passará a fazer o tratamento térmico de suas rações, como prevenção à doença da vaca louca. A medida, disse Fratti, consolida o bom status sanitário obtido pelo país, considerado área livre de febre aftosa com vacinação.

A proibição do uso de hormônios de crescimento e restrições à aplicação de antibióticos, além do uso de pastagens naturais, também contribuem, segundo ele, para a boa imagem da carne uruguaia no mundo.

“O Uruguai tem feito um grande esforço para promover a nossa carne como sendo um produto natural”, afirmou Guzman Tellechea, presidente da Associação Rural do Uruguai, também palestrante do evento.

Ele citou o pequeno território do país, além dos bons índices de alfabetização, como vantagens do país na questão sanitária e tecnológica. “Temos 600 km de norte a sul e apenas 400 km de leste a oeste. Somos homogêneos culturalmente e altamente alfabetizados”, afirmou. “Com isso, fica mais fácil aplicar a rastreabilidade e implantar inovações tecnológicas.” As informações são da assessoria de imprensa do evento.

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