Vacinação contra brucelose auxilia na redução de prejuízos
Segundo o Mapa, desde o início do ano a comercialização de vacina contra brucelose alcançou 9,9 milhões de doses
“Atenção, pecuarista. A brucelose é um problema grave e merece toda a sua atenção. Cuidado especial com as fêmeas prenhes. Infectadas, podem sofrer abortos, diminuindo consideravelmente a safra de bezerros”. O alerta é do médico veterinário José Carlos Morgado, gerente técnico de Produtos Biológicos para Grandes Animais da Merial Saúde Animal.
Segundo o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), desde o início deste ano a comercialização de vacina contra brucelose – conhecida como B19 – alcançou 9,9 milhões de doses. A importância da brucelose levou à criação do Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal (PNCEBT), instituído em 2001 pelo Mapa, que estabeleceu a obrigatoriedade de vacinação de todas as fêmeas bovinas e bubalinas entre 3 e 8 meses de idade.
Assim, fica o alerta: vacinar todo o plantel de fêmeas que estejam entre 3 e 8 meses de idade, e solicitar diagnóstico sorológico para brucelose das fêmeas compradas no mercado com mais de 24 meses de idade, desde que vacinadas entre os 3 e 8 meses de idade. “As fêmeas com menos de dois anos de idade só podem ser adquiridas se tiverem sido vacinadas contra a doença e sejam negativas nos exames sorológicos”, explica Morgado.
Para evitar os abortos por brucelose nos bovinos, os produtores podem contar com Anabortina® Bovina B-19, vacina comprovadamente eficaz, fabricada pela Merial desde 1953. A empresa também disponibiliza outras vacinas e serviços aos seus clientes, incluindo um calendário ideal de vacinação contra outras doenças que evite manejos e gastos desnecessários para o pecuarista.
Zoonose, afeta os seres humanos
A brucelose bovina é causada pela bactéria Brucella abortus, que se instala nos órgãos genitais de machos e fêmeas, podendo provocar aborto com retenção de placenta em fêmeas prenhes. A principal via de contaminação da brucelose é o contato direto dos animais com fetos, placenta e secreções de fêmeas infectadas eliminados após o aborto ou o parto. “Por isso, o produtor deve enterrar ou queimar as placentas e os fetos abortados, além de desinfetar os locais contaminados”, informa José Carlos Morgado.
Como a brucelose é uma zoonose, isto é, doença que se transmite dos animais ao homem, a Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento regulamentou o Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose Animal com o objetivo de baixar a prevalência destas doenças, reduzir o aparecimento de novos casos de brucelose (e também de tuberculose) e aumentar o número de propriedades certificadas, capazes de oferecer ao consumidor produtos de baixo risco sanitário.
Para atender aos objetivos desse programa, o produtor pode optar por dois tipos de certificação: propriedade livre para brucelose e tuberculose e propriedade monitorada para brucelose e tuberculose. A adesão é voluntária e deve ser solicitada pelo proprietário na unidade local do serviço de defesa oficial. Informações sobre o processo de certificação podem ser obtidas nesse local ou com o médico veterinário que dá assistência técnica à fazenda.