Veja como a seca está afetando a produção agrícola em SC
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Imagem: Divulgação
AGROTEMPO

Veja como a seca está afetando a produção agrícola em SC

Milho grão e silagem, fumo e pastagens sãos as culturas mais atingidas
Por: -Aline Merladete

O levantamento feito pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa), mostra que o Extremo Oeste é a região catarinense cujos cultivos estão em situação mais delicada. Em seguida aparecerem Oeste e Meio Oeste. Milho (silagem e grão), fumo e pastagens sãos as culturas mais atingidas até o momento.

O milho silagem acumula perda média de -6,75% na produção estadual, resultando numa produção esperada de 8,8 milhões de toneladas. Na região Extremo Oeste a perda média é de -13,76%, enquanto no Oeste fica em -7,24% e no Planalto Norte chega a -10,03%. Alguns municípios destas regiões já contabilizam perdas na produção superiores a 60%.

Conforme informações divulgadas pela FAESC, para o milho grão da primeira safra, até o momento, a perda média esperada para o Estado é de -4,12%. O maior impacto está no Extremo Oeste, onde a quebra de produção média é de -19,07%. No Oeste a perda está em -9,2%. Neste cenário, a produção esperada é de 2,8 milhões de toneladas. O fumo enfrenta até agora uma redução média de -1,92% no Estado, com produção estimada em 209,7 mil toneladas. Fumicultores do Extremo Oeste já acumulam perdas de -14,16%, no Oeste as perdas são de 7,94% e no Meio Oeste chegam a 6,05%.

Até o início de novembro, diversas regiões registravam impactos negativos da estiagem sobre a qualidade e quantidade de pastagens disponíveis para a produção animal, o que afeta o ganho de peso e a produção de leite, bem como na disponibilidade de água para os animais. As regiões mais atingidas também são Extremo Oeste, Oeste e Meio Oeste, que respondem por 80% da produção leiteira catarinense.

 “Os produtores estão avaliando as perdas e vendo se há possibilidades de replantio. Porém, tudo depende se teremos chuvas suficientes para isso. A situação é grave para o setor que no momento também sofre com o encarecimento dos insumos”, alerta o presidente da FAESC.


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