Vendas na América do Sul voltam a animar a AGCO

Agronegócio

Vendas na América do Sul voltam a animar a AGCO

Neste ano, o continente deve elevar de 12% para 15% a participação sobre as vendas líquidas globais da companhia, previstas em mais de US$ 6 bilhões
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O mercado brasileiro de máquinas agrícolas ainda deve levar pelo menos dois anos para retomar os patamares de 2003/04, mas o desempenho do setor e da produção agrícola na América do Sul já animou a americana AGCO, dona das marcas Massey Ferguson e Valtra no país, a adquirir o controle da SFIL, fabricante de plantadeiras e plataformas para colheitadeiras de milho, sediada em Ibirubá (RS).

Neste ano, o continente deve elevar de 12% para 15% a participação sobre as vendas líquidas globais da companhia, previstas em mais de US$ 6 bilhões, ante US$ 5,4 bilhões em 2006, afirmou ontem o vice-presidente sênior e diretor geral da empresa para a região, André Carioba.

Se a previsão for confirmada, as vendas da AGCO na América do Sul passarão de US$ 650 milhões em 2006 para pelo menos US$ 900 milhões neste ano, uma alta de no mínimo 38,5% no período. "O Brasil e a Argentina têm grande capacidade de expansão da área cultivável e topografia favorável para a mecanização do campo", afirmou o executivo. Ele ressalvou que a capacidade financeira limitada dos produtores rurais brasileiros inibe o crescimento do setor na região.

A aquisição da SFIL foi negociada por 14 meses e, segundo Carioba, o grupo segue atento a oportunidades de compras em todo o mundo. O valor da operação não foi revelado, mas a previsão de faturamento da nova controlada é de US$ 35 milhões neste ano. A unidade recém adquirida pode produzir até 2 mil implementos ao ano e opera a plena capacidade, inclusive com utilização horas-extras nas linhas de montagem. Os planos de investimento na fábrica somente serão definidos nos próximos meses, segundo Carioba.

A planta de Ibirubá, a 300 quilômetros de Porto Alegre, é a segunda do grupo no mundo dedicada à produção de plantadeiras (a outra fica no Estado americano do Kansas). Ela servirá para complementar a linha de produtos oferecidos aos clientes no Brasil e em mais de cem países, para os quais as fábricas locais exportam diretamente ou por intermédio de outras subsidiárias da companhia. Só no Brasil, a rede de revendedores da AGCO chega quase a 400 pontos de venda, além de outros 200 na Argentina (onde também é comercializada a marca AGCO Allis), disse Carioba.

Além da SFIL. a AGCO mantém três fábricas no país, sendo duas de tratores, em Canoas (RS) e Mogi das Cruzes (SP), e uma de colheitadeiras, em Santa Rosa (RS). De janeiro a agosto, vendeu 11,7 mil máquinas no mercado interno, 46,5% mais que no mesmo intervalo de 2006. Nas exportações, o crescimento foi de 13,9%, para quase 8,1 mil unidades. Em todo o ano de 2004, antes da retração acentuada dos negócios decorrente dos problemas enfrentados pela agricultura brasileira, as vendas domésticas das marcas Massey Ferguson e Valtra somaram quase 18,1 mil máquinas, volume que recuou para menos de 12,4 mil em 2006.

De acordo com a Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), as vendas de tratores e colheitadeiras de todas as marcas no Brasil devem chegar a 29 mil unidades em 2007, ante 25,5 mil no ano passado. Em 2003 e 2004 os volumes haviam ficado próximos a 38 mil máquinas, abaixo apenas das 42,5 mil unidades de 2002.


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