Vida das abelhas diminuiu em 50%
As abelhas foram isoladas em um laboratório pouco antes de emergirem como adultas
Foto: Pixabay
A expectativa de vida das abelhas é 50% menor do que na década de 1970, conforme observado em espécimes de laboratório, o que seria potencialmente independente de fatores de estresse ambiental e poderia ter a ver com alguma razão genética. O estudo publicado pela Scientific Reports refere-se à situação desses insetos nos Estados Unidos e aponta que essa diminuição da longevidade poderia explicar a perda de colônias e a menor produção de mel nas últimas décadas naquele país.
Uma equipe de entomologistas da Universidade de Maryland (Estados Unidos) se concentrou em estressores ambientais, doenças, parasitas, exposição a pesticidas e nutrição para tentar entender o motivo dessa tendência. O estudo mostra um declínio geral no tempo de vida das abelhas potencialmente independente de estressores ambientais ou dieta, "sugerindo que a genética pode estar influenciando tendências mais amplas observadas na indústria apícola", observaram os pesquisadores.
As abelhas foram isoladas em um laboratório pouco antes de emergirem como adultas, “portanto, tudo o que está reduzindo sua expectativa de vida está acontecendo antes disso”, disse Anthony Nearman, principal autor do estudo. Esta circunstância introduz a ideia de um componente genético. "Se esta hipótese estiver correta, também aponta para uma possível solução. Se conseguirmos isolar alguns fatores genéticos, poderemos criar abelhas de vida mais longa", acrescentou.
Os pesquisadores coletaram pupas de abelhas das colméias quando elas tinham 24 horas para deixar as células de cera em que foram criadas e terminaram de crescer em uma incubadora, após o que foram mantidas adultas em gaiolas especiais. A meia-vida das abelhas em laboratório foi a metade de experimentos semelhantes feitos na década de 1970. Atualmente chega a 17,7 dias, ante 34,3 há 50 anos.