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Vietnã revisa demanda por ração, mas setor segue em expansão

Outras informações também foram divulgadas


Outras informações também foram divulgadas Outras informações também foram divulgadas - Foto: Canva

A demanda vietnamita por ração em 2026 foi revisada para baixo pelo Serviço Agrícola Estrangeiro do USDA, refletindo a redução das populações de suínos e bovinos e o aumento das exportações locais de ingredientes. Mesmo com o ajuste, o setor segue em expansão, projetado para crescer de 28,3 milhões de toneladas em 2025 para 29,2 milhões em 2026, impulsionado pela aquicultura. As importações de farelo de soja, milho, DDGS e trigo devem somar 23,9 milhões de toneladas no próximo ano, enquanto a produção doméstica deve alcançar 5,3 milhões.

A população suína caiu 0,6% devido aos danos provocados pela peste suína africana, que afetou principalmente pequenas propriedades. O plantel de aves cresceu 3,7% e os bovinos continuaram em queda. As exportações de ração avançaram 29% nos primeiros oito meses de 2025, com a China mantendo-se como principal mercado e reforçando o papel do Vietnã no comércio regional.

A previsão para o milho 2025-26 foi levemente ajustada para cima, com produção estimada em 4,1 milhões de toneladas e área de 810 mil hectares. O clima favorável e o uso crescente de sementes híbridas ajudaram a elevar a produtividade. Empresas como a De Heus ampliaram parcerias com produtores das Terras Altas Centrais, oferecendo treinamento técnico para reduzir perdas e aumentar o uso de matérias-primas nacionais. O consumo de milho foi revisado para 16,05 milhões de toneladas e as importações devem chegar a 12,5 milhões, com Argentina e Brasil entre os principais fornecedores.

Na rizicultura, a área prevista para 2025-26 subiu para 6,85 milhões de hectares e a produção deve atingir 41,6 milhões de toneladas. A queda nos preços do arroz reduziu a renda dos produtores e incentivou a migração para culturas mais rentáveis. O setor investe em variedades de maior rendimento para competir com Índia e Tailândia. As exportações foram revisadas para 8 milhões de toneladas, em meio à intensificação da concorrência global.
 

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