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Virbac cresce com a compra de linhas de produtos da Intervet

Para Clóvis de Souza Jr., da Virbac, empresa estará entre os dez maiores laboratórios veterinários do Brasil até 2015


Para Clóvis de Souza Jr., da Virbac, empresa estará entre os dez maiores laboratórios veterinários do Brasil até 2015

A multinacional veterinária francesa Virbac acertou a compra de seis linhas de produtos, sendo dois para suínos e quatro para bovinos, da americana Intervet/Schering-Plough. Em março deste ano, a Merial (controlada pela francesa Sanofi-Aventis) fundiu suas operações com a Intervet (controlada pela americana Merck), criando a maior indústria veterinária do mundo, com faturamento estimado em cerca de US$ 16,5 bilhões.

A compra das seis linhas da Intervet/Schering-Plough pela Virbac não tem relação com a união de março, já que os órgãos de defesa da concorrência ainda não deram seu parecer sobre a fusão entre Intervet e Merial e, por enquanto, não exigiram que as empresas façam "desinvestimentos".

A negociação envolvendo as duas vacinas para suínos, o anti-inflamatório, o antiparasitário, o hormônio e o antimicrobiano bovino é resultado das recomendações antitruste da fusão entre a Intervet e a Shering-Plough, em 2008.

De qualquer forma, o negócio representa mais um passo da consolidação da indústria veterinária mundial e brasileira. Além de Intervet e Merial, em janeiro a americana Pfizer assumiu o controle da concorrente farmacêutica Wyeth e levou para o seu portfólio os negócios veterinários da Fort Dodge. Além disso, no mês passado, a Phibro, com sede nos EUA, adquiriu a Abic Laboratórios, divisão veterinária da israelense Teva Pharmaceutical.

"Decidimos adquirir produtos para bovinos e suínos porque, no Brasil, esses dois segmentos representam aproximadamente 70% do mercado da indústria veterinária nacional. Além disso, o Brasil é o país que apresenta o maior potencial de crescimento no fornecimento de carnes, o que vai demandar também produtos veterinários", afirma Clóvis Bernardes de Souza Jr., diretor-geral da Virbac no Brasil.

A aquisição dos produtos reforça a atuação da Virbac no mercado nacional, onde já tem presença no segmento de animais de companhia. Hoje, o setor de animais de produção (bovinos e suínos) representa 40% do faturamento da empresa no Brasil. O segmento de animais de companhia, pelos 60% restantes. Os planos do grupo, no entanto, são de inverter essa proporção nos próximos cinco anos, quando a Virbac prevê faturar € 22 milhões.

No mundo, a Virbac teve receita de € 467 milhões em 2009. Desse total, as operações na América Latina representaram 6,5%. Na média do mercado veterinário mundial, o bloco latino-americano representa 12% das vendas.

Com as recentes compras, o Brasil tende a ganhar importância para a Virbac. Hoje perto de 2,5% do faturamento mundial da empresa vem do Brasil e a expectativa é chegar a 5% em cinco anos e subir alguns degraus entre as 25 filiais no mundo. Atualmente, a unidade do Brasil ocupa a décima colocação.

"Estamos prospectando novas oportunidades de negócios, buscando produtos que sejam complementares às linhas que já temos, mas também estamos ansiosos para que as operações entre Intervet e Merial, bem como entre Pfizer e Fort Dodge, sejam concluídas. Acreditamos que a partir daí outras oportunidades para aquisição de produtos possam ser geradas", afirma Souza Jr..

O plano de faturar € 22 milhões em 2015 no Brasil não considera novas aquisições. Com isso, o objetivo é ficar entre as dez maiores empresas de sanidade animal. Atualmente, a empresa está na 19ª posição.
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