CI

Walter Horita assume a presidência da Aiba

Antes de assumir a presidência da Aiba, Walter Horita foi presidente da Fundação Bahia e da Associação Baiana dos Produtores de Algodão


Um dos mais conceituados produtores rurais do Brasil, o empresário Walter Yukio Horita assumiu o comando da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba). Ele será o segundo presidente eleito da entidade em 18 anos de existência, substituindo o fundador e presidente até o último dia 31 de dezembro, Humberto Santa Cruz, que assumiu a prefeitura do município de Luís Eduardo Magalhães. Com 25 anos de Bahia, Horita é um dos pioneiros do cerrado baiano, cuja história de prosperidade e desenvolvimento ajudou a construir. Antes de assumir a presidência da Aiba, Walter Horita foi presidente da Fundação Bahia e da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa).

Nos últimos 18 anos, a história do Oeste da Bahia e da Aiba foi de desenvolvimento e consolidação. Para 2009, com a crise que se instalou desde setembro último, e os impactos diretos na produção do maior pólo de agronegócio do estado, a expectativa do novo executivo da entidade é de retração, sem, contudo, ser alarmista. Segundo Horita, a crise afetou o produtor do Oeste da Bahia desde o ano passado, com a redução de crédito, e continuará afetando em 2009. O cenário é de baixos preços das commodities agrícolas, altos custos de produção, e diminuição da demanda pelos principais produtos da região - soja, algodão, milho e café - como consequência da crise financeira mundial.

“Estes tempos difíceis ainda vão perdurar e serão piores para quem não estiver preparado. O profissionalismo do produtor e a grande envergadura do agronegócio do Oeste criaram um alicerce sólido, que, certamente, vai nos ajudar a resistir melhor ao terremoto. Podemos até balançar, mas tenho convicção de que estamos preparados para continuar de pé”, diz Horita.

Para o próximo biênio, o ajuste, através da comercialização, da relação alto custo X preço baixo será uma das linhas-mestras da atuação da Aiba. “Não há dúvida de que serão necessários recursos governamentais para a comercialização da safra, com mecanismos como o Pepro. Para isto, com apoio de nossas entidades parceiras, trabalharemos junto ao Governo Federal e também buscaremos respaldo de outras associações de produtores rurais do Brasil, pois a situação é a mesma em todo o país”, diz o presidente.

As questões relativas ao saneamento do passivo ambiental da região Oeste continuarão como uma das principais bandeiras da entidade. “Estamos no auge das negociações com o Governo e os órgãos ambientais. A meta da Aiba, para a qual o Governo do Estado acena muito positivamente, é que se estabeleça um convênio entre produtores, Governos Estadual e Ibama, definindo as metas e funções de cada um dos conveniados no que tange à atividade produtiva e o meio ambiente da região. Só assim, poderemos solucionar o problema atual, que ameaça a sustentabilidade do agronegócio da Bahia, e criar as novas bases no presente e para o futuro. Queremos, através deste convênio, que a Bahia seja uma referência nacional no que diz respeito ao meio ambiente, como aconteceu com o modelo baiano de controle e monitoramento da ferrugem asiática da soja”, afirma Horita.

A manutenção do bom relacionamento entre o capital e o trabalho também é prioritária no mandato. “Já avançamos muito na conscientização do produtor rural para o cumprimento da legislação trabalhista, mas continuaremos a trabalhar junto aos órgãos competentes para melhor adequá-la às condições da nossa atividade”, diz.

A criação da Aiba, primeira forma expressiva de associativismo na região Oeste, foi decisiva para o desenvolvimento de um dos maiores pólos produtivos do Brasil, que hoje ostenta o título de segundo maior produtor brasileiro de algodão, com 480 mil toneladas de algodão em pluma, e colheu na última safra 2,8 milhões de toneladas de soja, sendo um dos maiores produtores nacionais deste grão. “O Oeste já não é mais uma fronteira agrícola. É uma região consolidada e nossa missão é garantir o fortalecimento deste pilar da economia baiana, fornecendo aos Governos subsídios para a criação de políticas agrícolas consistentes que contemplem, principalmente, o crédito e a renda para o produtor rural”, conclui Walter Horita.

Walter Yukio Horita nasceu em Maringá (PR) em 07 de junho de 1963. É o quarto filho dos cinco de Satoshi e Ayaco Horita. Casado com Maria de Fátima Dourado Horita, tem três filhos: Vanessa, Vitor e Letícia. Graduou-se em Engenharia de Produção Mecânica pela Universidade de São Paulo, em 1988. Anos antes, em 1984, interrompeu momentaneamente os estudos ao mudar-se para a região Oeste da Bahia, onde foi um dos pioneiros na colonização do cerrado baiano, então a nova fronteira do agronegócio nacional. Junto com os irmãos Wilson e Ricardo Horita, é proprietário do Grupo Horita, que atua na produção de algodão, soja e milho, nas fazendas Acalanto, Querubim, Ventura e Sagarana.

De 2004 a 2008 foi presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa). Por três mandatos, foi presidente da Fundação Bahia. É membro da Diretoria Executiva da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e presidente da Cooperativa dos Produtores Agrícolas de Roda Velha (Copagro). As informações são da assessoria de imprensa da Aiba.

Assine a nossa newsletter e receba nossas notícias e informações direto no seu email

Usamos cookies para armazenar informações sobre como você usa o site para tornar sua experiência personalizada. Leia os nossos Termos de Uso e a Privacidade.

2b98f7e1-9590-46d7-af32-2c8a921a53c7