Zoneamento da cana-de-açúcar em Goiás volta a ser debatido

Agronegócio

Zoneamento da cana-de-açúcar em Goiás volta a ser debatido

Especialistas, empresários e produtores do voltam a se reunir para discutir os rumos da expansão da cana
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Especialistas, empresários e produtores do ramo sucroalcooleiro voltam a se reunir para discutir os rumos da expansão da cana-de-açúcar em Goiás. Nos painéis que integram a II Oficina de Estudos da Cana-de-Açúcar,  realizada ontem (9), no Augustus Hotel, cerca de 30 representantes de segmentos econômicos envolvidos no setor sucroenergético debateram os impactos da expansão da cana-de-açúcar sobre o meio ambiente e sobre a vida econômica e social dos municípios que recebem empreendimentos na área.

Na manhã dessa quinta-feira, as bandeiras pela necessidade de zoneamento do cultivo da cana e pelo estímulo aos produtores para que se tornem fornecedores da matéria-prima foram novamente levantadas. O prefeito do município de Goianésia, Gilberto Naves, elogiou a iniciativa do município de Rio Verde em realizar o primeiro zoneamento do cultivo da cana. Para o prefeito o impacto econômico positivo da cana no município é notável. Mas ele explica que nos meses de entressafra há um agravamento dos problemas sociais que exigem da prefeitura medidas para minimização desses impactos.

O membro da comissão de cana-de-açúcar da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Gerson Carneiro Leão, usou o exemplo do Nordeste brasileiro para explicar os avanços que podem ocorrer nas relações trabalhistas dentro do setor sucroalcooleiro. No estado do Pernambuco, exemplificou, há seguro desemprego para o trabalhador durante a entressafra. Gerson defendeu o potencial de produção goiano e diz acreditar que Goiás pode chegar a ser o maior produtor de cana do Brasil.

Fornecedores

Os problemas enfrentados recentemente em Goiás por produtores arrendatários de terras para usinas sucroalcooleiras, nortearam o debate sobre a independência dos produtores que querem trabalhar com a cultura da cana. O não pagamento dos arrendamentos por parte da usina faz surgir um movimento para estimular os produtores a se tornarem fornecedores de cana à indústria.

Durante a primeira parte do encontro, alguns aspectos sobre esta questão foram ponderados. É o caso do elevado custo para se tornar um fornecedor de matéria-prima. Na contramão, o fato de os arrendamentos tirarem os produtores da terra e os afastarem das raízes agrícolas. As discussões tiveram continuidade até às 18 horas de ontem. O período verpertino foi reservado para debates de temas como direitos e obrigações do produtor, controle de qualidade da matéria-prima e a criação de um mecanismo que norteie a formação de preços como o Consecana Goiás.
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