Mosca das frutas (Anastrepha spp.)
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Mosca das frutas

(Anastrepha spp.)

Culturas Afetadas: Acerola, Ameixa, Goiaba, Manga, Pêssego, Uva

Grupo de moscas que produzem grandes danos nas culturas de mamão, citros, maçã, maracujá, nectarina, nêspera, pêra, acerola e ameixa.

Danos - Os frutos atacados pelas moscas apresentam sintomas bem característicos, com aparecimento de halo de coloração escura com aproximadamente 2 cm de diâmetro em volta do local onde foi feita a postura. Quando as larvas nascem, este halo vai ficando com cor acastanhada devido ao apodrecimento da casca. É exatamente aí, sobre esses tecidos destruídos, que se desenvolvem certos fungos. A praga ataca preferencialmente as frutas expostas ao sol. Por apresentar um ovipositor mais longo, as espécies Anastrepha fraterculus e A. obliqua atacam indistintamente frutos verdes e maduros. Devido à “sucessão de hospedeiros”, moscas do gênero Anastrepha irão se transferir de diversas frutíferas, cujas colheitas são feitas durante o verão, para variedades precoces de outras culturas. As espécies deste gênero ocorrem em todas as regiões brasileiras.

Controle - Antes de controlar a infestação, é necessário fazer o monitoramento com o uso de armadilhas, para se obter dados sobre a presença e população das moscas.

Para monitoramento de espécies deste gênero utiliza-se armadilhas do tipo McPhail ou armadilhas confeccionadas de embalagens plásticas, contendo atrativos alimentares. Esta armadilha também captura moscas da espécie Ceratitis capitata. Como atrativo alimentar pode ser utilizada proteína hidrolisada a 5%, melaço de cana a 10%, sucos de frutas, açúcar mascavo, vinagre de vinho e torula, sendo que o melaço de cana é considerado mais eficiente. Pode-se, também, misturar a proteína com melaço, na proporção de 2,5 e 5% respectivamente, visando melhorar a eficiência atrativa. A avaliação e troca do atrativo devem ser realizadas a cada 10 ou 15 dias. Para se evitar a rápida decomposição pode-se estabilizar o atrativo com Bórax (pH entre 8,5 e 9,0).

O nível de controle para este gênero, capturadas com armadilha tipo McPhail, é de um adulto/armadilha/dia ou de sete adultos/armadilha/ semana. O controle é realizado com a aplicação de iscas tóxicas, que consiste em uma mistura composta por substância atrativa, proteína hidrolisada ou melaço, na diluição de 5 e 10% respectivamente, e inseticida. 

Fotos



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