Mosca negra do citros (Aleurocanthus woglumi)
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Mosca negra do citros

(Aleurocanthus woglumi)

Culturas Afetadas: Citros

A mosca-negra-dos-citros é originária do Sudoeste da Ásia, e encontra-se disseminada em grande parte do mundo (África, Américas do Norte, Central e do Sul). No Brasil, foi encontrada pela primeira vez, em julho de 2001, no Pará. Por ser praga quarentenária,

A. woglumi representa uma ameaça à fruticultura brasileira, em função dos impactos que as medidas de controle adotadas podem causar sobre os ecossistemas naturais.

Danos: A mosca negra alimenta-se de grande quantidade de seiva, deixando a planta debilitada, levando-a ao murchamento, e em muitos casos, à morte. A fumagina (Capnodium sp.) que se desenvolve sobre as excreções da mosca negra, pode revestir totalmente a folha, acarretando redução da fotossíntese, diminuição do nível de nitrogênio das folhas e impedindo a respiração da planta. Em altas concentrações a fumagina interfere na formação dos frutos, prejudicando a produção e diminuindo o valor comercial. A frutificação fica prejudicada e pode ser reduzida em até 80%.

Esta praga ataca mais de 300 espécies de plantas, tendo como hospedeiros principais citros, caju e abacate. Porém, em elevada densidade populacional os adultos se dispersam para outras plantas hospedeiras como rosas, maçã, café, manga, figo, goiaba, banana, uva, mamão, pêra , romã e marmelo.

Controle: O inseto constitui-se em uma ameaça à fruticultura brasileira, uma vez que são desconhecidas as formas de controle no país. Os inimigos naturais são poucos e ainda estão sendo identificados, porém, o controle biológico tem se mostrado mais eficiente que o controle químico, mesmo porque há poucos inseticidas químicos registrados e recomendados pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

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