Bula Acronis

acessos
Thiophanate methyl
4111
Basf

Composição

Piraclostrobina 50 g/L Estrobilurina
Thiophanate methyl 450 g/L Benzimidazóis

Classificação

Fungicida
III - Medianamente tóxico
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada para Tratamento de Sementes (FS)
Sistêmico
Algodão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Damping-off
(Rhizoctonia solani)
200 a 250 mL p.c./100 kg de sementes - - Uma única aplicação para tratamentop de sementes antes da semeadura. Não determinada. Tratamento de sementes antes da semeadura
Fungo de armazenamento
(Penicillium spp)
200 a 250 mL p.c./100 kg de sementes - - Uma única aplicação para tratamentop de sementes antes da semeadura. Não determinada. Tratamento de sementes antes da semeadura
Fusariose
(Fusarium oxysporum f.sp. vasinfectum)
200 a 250 mL p.c./100 kg de sementes - - Uma única aplicação para tratamentop de sementes antes da semeadura. Não determinada. Tratamento de sementes antes da semeadura
Podridão de raiz
(Lasiodiplodia theobromae)
200 a 250 mL p.c./100 kg de sementes - - Uma única aplicação para tratamentop de sementes antes da semeadura. Não determinada. Tratamento de sementes antes da semeadura
Ramulose
(Colletotrichum gossypii var. cephalosporioides)
200 a 250 mL p.c./100 kg de sementes - - Uma única aplicação para tratamentop de sementes antes da semeadura. Não determinada. Tratamento de sementes antes da semeadura
Tombamento
(Colletotrichum gossypii)
200 a 250 mL p.c./100 kg de sementes - - Uma única aplicação para tratamentop de sementes antes da semeadura. Não determinada. Tratamento de sementes antes da semeadura
Feijão Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Amarelecimento de fusarium
(Fusarium oxysporum f.sp. phaseoli)
100 a 150 mL p.c./100 kg de sementes - - Uma única aplicação para tratamentop de sementes antes da semeadura. Não determinada. Tratamento de sementes antes da semeadura
Antracnose
(Colletotrichum lindemuthianum)
100 a 150 mL p.c./100 kg de sementes - - Uma única aplicação para tratamentop de sementes antes da semeadura. Não determinada. Tratamento de sementes antes da semeadura
Damping-off
(Rhizoctonia solani)
100 a 150 mL p.c./100 kg de sementes - - Uma única aplicação para tratamentop de sementes antes da semeadura. Não determinada. Tratamento de sementes antes da semeadura
Estiolamento
(Pythium spp.)
100 a 150 mL p.c./100 kg de sementes - - Uma única aplicação para tratamentop de sementes antes da semeadura. Não determinada. Tratamento de sementes antes da semeadura
Fungo de armazenamento
(Penicillium spp)
100 a 150 mL p.c./100 kg de sementes - - Uma única aplicação para tratamentop de sementes antes da semeadura. Não determinada. Tratamento de sementes antes da semeadura
Fungo de pós colheita
(Aspergillus spp)
100 a 150 mL p.c./100 kg de sementes - - Uma única aplicação para tratamentop de sementes antes da semeadura. Não determinada. Tratamento de sementes antes da semeadura
Pinta preta
(Alternaria spp)
100 a 120 mL p.c./100 kg de sementes - - Uma única aplicação para tratamentop de sementes antes da semeadura. Não determinada. Tratamento de sementes antes da semeadura
Podridão radicular seca
(Fusarium solani f. sp. phaseoli)
100 a 150 mL p.c./100 kg de sementes - - Uma única aplicação para tratamentop de sementes antes da semeadura. Não determinada. Tratamento de sementes antes da semeadura
Milheto Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Damping-off
(Rhizoctonia solani)
100 a 120 mL p.c./100 kg de sementes - - Uma única aplicação para tratamentop de sementes antes da semeadura. Não determinada. Tratamento de sementes antes da semeadura
Milho Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Antracnose
(Colletotrichum graminicola)
50 a 120 mL p.c./100 kg de sementes - - Uma única aplicação para tratamentop de sementes antes da semeadura. Não determinada. Tratamento de sementes antes da semeadura
Estiolamento
(Pythium spp.)
100 a 120 mL p.c./100 kg de sementes - - Uma única aplicação para tratamentop de sementes antes da semeadura. Não determinada. Tratamento de sementes antes da semeadura
Fungo de pós colheita
(Aspergillus spp)
100 a 120 mL p.c./100 kg de sementes - - Uma única aplicação para tratamentop de sementes antes da semeadura. Não determinada. Tratamento de sementes antes da semeadura
Fungo de pós colheita
(Aspergillus spp)
100 a 120 mL p.c./100 kg de sementes - - Uma única aplicação para tratamentop de sementes antes da semeadura. Não determinada. Tratamento de sementes antes da semeadura
Fusariose
(Fusarium moniliforme)
100 a 120 mL p.c./100 kg de sementes - - Uma única aplicação para tratamentop de sementes antes da semeadura. Não determinada. Tratamento de sementes antes da semeadura
Podridão branca da espiga
(Stenocarpella maydis)
100 a 120 mL p.c./100 kg de sementes - - Uma única aplicação para tratamentop de sementes antes da semeadura. Não determinada. Tratamento de sementes antes da semeadura
Tombamento
(Penicillium oxalicum)
100 a 120 mL p.c./100 kg de sementes - - Uma única aplicação para tratamentop de sementes antes da semeadura. Não determinada. Tratamento de sementes antes da semeadura
Soja Dosagem Calda Intervalo Época
Aplic
Terrestre Aérea Aplic Seg
Antracnose
(Colletotrichum dematium)
100 mL p.c./100 kg de sementes - - Uma única aplicação para tratamentop de sementes antes da semeadura. Não determinada. Tratamento de sementes antes da semeadura
Cancro da haste
(Diaporthe phaseolorum f. sp. meridionalis)
100 mL p.c./100 kg de sementes - - Uma única aplicação para tratamentop de sementes antes da semeadura. Não determinada. Tratamento de sementes antes da semeadura
Fusariose
(Fusarium pallidoroseum)
100 mL p.c./100 kg de sementes - - Uma única aplicação para tratamentop de sementes antes da semeadura. Não determinada. Tratamento de sementes antes da semeadura
Mancha púrpura da semente
(Cercospora kikuchii)
100 mL p.c./100 kg de sementes - - Uma única aplicação para tratamentop de sementes antes da semeadura. Não determinada. Tratamento de sementes antes da semeadura
Podridão das sementes
(Aspergillus flavus)
100 mL p.c./100 kg de sementes - - Uma única aplicação para tratamentop de sementes antes da semeadura. Não determinada. Tratamento de sementes antes da semeadura
Podridão seca
(Phomopsis sojae)
100 mL p.c./100 kg de sementes - - Uma única aplicação para tratamentop de sementes antes da semeadura. Não determinada. Tratamento de sementes antes da semeadura

Frasco (Polietileno/Metálico): 0,1; 0,25; 0,5; 0,6; 1,0; 1,5; 1,6; 2,0; 2,5 litros
Bombona (Polietileno/Metálico): 3; 5; 10; 15; 20; 50; 100; 200 e 1000 litros

INSTRUÇÕES DE USO:
Acronis® é um produto que apresenta duplo modo de ação, atuando através do ingrediente ativo PIRACLOSTROBINA como inibidor do transporte de elétrons nas mitocôndrias das células dos fungos, inibindo a formação de ATP essencial nos processos metabólicos dos fungos e do ingrediente ativo TIOFANATO METILICO que apresenta uma alta afinidade pelas proteínas tubulinas, destruindo a mitose na metáfase, atacando a fusão mitótica. A falha na separação do novo núcleo resulta na morte da célula. A formação de microtubulos é distorcida não ocorrendo à divisão do núcleo e a consequente separação.
Acronis® apresenta excelente ação protetiva devido a sua atuação na inibição da germinação dos esporos, desenvolvimento e penetração dos tubos germinativos. Dependendo do patógeno também apresenta ação curativa e erradicante, pois contém em sua formulação o ingrediente ativo TIOFANATO METÍLICO fungicida com ação protetora e sistêmica.

CULTURAS, DOENÇAS E DOSES:
Vide Indicações de Uso/Doses.
Obs.: 1 litro de Acronis contém 50 g do ingrediente ativo Piraclostrobina e 450 g do ingrediente ativo Tiofanato Metílico.

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:
Época de Aplicação: Tratamento de sementes antes da semeadura.

Freqüência de Aplicação: Uma única aplicação em tratamento de sementes antes da semeadura.

MODO DE APLICAÇÃO:
Forma de Aplicação: O produto poderá ser aplicado com o auxílio de máquinas específicas para tratamento de sementes ou tambores rotativos de tal forma que haja uma distribuição homogênea do produto sobre as sementes.

Informações sobre os equipamentos de aplicação para tratamento de sementes:
Tambores Rotativos, Máquina Amazone Trans-Mix e Betoneiras: colocar uma quantidade de sementes com peso conhecido no interior do equipamento de tratamento e adicionar a dose indicada do produto agitando até se obter a perfeita cobertura das sementes. O tempo da mistura (agitação) é variável em função de cada equipamento e da quantidade de sementes, e deve ser suficiente para que todo o produto cubra uniformemente as sementes. Atentar para que no final do tratamento não haja sobra de produto no fundo do equipamento utilizado.

Máquinas específicas com fluxo contínuo de sementes: o tratamento de sementes pode ser realizado com diversos modelos de máquinas que operam desta maneira tais como Foresti, MecMac, Grasmec, Momesso, Gustafson, Mantis, Niklas entre outras. Observar cuidados especiais com a manutenção, regulagem e limpeza da unidade dosadora de produtos, principalmente com a de formulações viscosas, pois restos de produtos secos nestas unidades podem reduzir a capacidade de volume, interferindo na dose.

INTERVALO DE SEGURANÇA:
Não determinado devido à modalidade de emprego.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
(De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS).

LIMITAÇÕES DE USO:
- Fitotoxicidade para as culturas indicadas: na cultura da soja, nas doses recomendadas, o produto não apresenta qualquer efeito fitotóxico.
- As sementes tratadas serão destinadas unicamente para a semeadura, não sendo aptas para alimentação ou extração de óleo.
- Acronis® é compatível, em aplicação seqüencial, com produtos usualmente utilizados para tratamento de sementes.
- Não é recomendado mistura de Acronis® com produtos de reação fortemente alcalina. (Hormônios, Fertilizantes, Estimuladores de Crescimento, etc.).
- A regulagem da semeadora deverá ser feita com as sementes já tratadas. A adição de produtos às sementes pode alterar a fluidez das mesmas, interferindo na distribuição uniforme das sementes.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DA SAÚDE HUMANA

ANTES DE USAR O PRODUTO, LEIA COM ATENÇÃO AS INSTRUÇÕES.
PRODUTO PERIGOSO.
USE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL COMO INDICADO.

PRECAUÇÕES GERAIS:
- Produto para uso exclusivamente agrícola.
- Não coma, não beba e não fume durante o manuseio e aplicação do produto.
- Não manuseie ou aplique o produto sem os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados.
- Os equipamentos de proteção individual (EPI) recomendados devem ser vestidos na seguinte ordem: macacão, botas, avental, máscara, óculos, touca árabe e luvas.
- Não utilize equipamentos de proteção individual (EPI) danificados.
- Não utilize equipamentos com vazamentos ou defeitos.
- Não desentupa bicos, orifícios e válvulas com a boca.
- Não transporte o produto juntamente com alimentos, medicamentos, rações, animais e pessoas.

PRECAUÇÕES NA PREPARAÇÃO DA CALDA:
- Caso ocorra contato acidental da pessoa com o produto, siga as orientações descritas em primeiros socorros e procure rapidamente um serviço médico de emergência.
- Ao abrir a embalagem, faça-o de modo a evitar respingos.
- Utilize equipamento de proteção individual — EPI: macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro combinado (filtro químico contra vapores orgânicos e filtro mecânico classe P2); óculos de segurança com proteção lateral e luvas de nitrila.
- Manuseie o produto em local aberto e ventilado.

PRECAUÇÕES DURANTE A APLICAÇÃO
- Evite o máximo possível o contato com a semente tratada.
- Aplique o produto somente nas doses recomendadas
- Utilize equipamento de proteção individual — EPI: macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; máscara com filtro combinado (filtro químico contra vapores orgânicos e filtro mecânico classe P2); óculos de segurança com proteção lateral e luvas de nitrila.

PRECAUÇÕES APÓS A APLICAÇÃO
- Mantenha o restante do produto adequadamente fechado em sua embalagem original em local trancado, longe do alcance de crianças e animais.
- Antes de retirar os equipamentos de proteção individual (EPI), lave as luvas ainda vestidas para evitar contaminação.
- Os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados devem ser retirados na seguinte ordem: óculos, avental, botas, macacão, luvas e máscara.
- Tome banho imediatamente após a aplicação do produto.
- Troque e lave as suas roupas de proteção separado das demais roupas da família. Ao lavar as roupas utilizar luvas e avental impermeáveis.
- Faça a manutenção e lavagem dos equipamentos de proteção após cada aplicação do produto.
- Fique atento ao tempo de uso dos filtros, seguindo corretamente as especificações do fabricante.
- Não reutilizar a embalagem vazia.
- No descarte de embalagens utilize equipamento de proteção individual – EPI: macacão de algodão hidrorrepelente com mangas compridas, luvas de nitrila e botas de borracha.

PRIMEIROS SOCORROS: procure logo um serviço médico de emergência levando a embalagem, rótulo, bula e/ou receituário agronômico do produto.
Ingestão: Se engolir o produto, não provoque vômito. Caso o vômito ocorra naturalmente, deite a pessoa de lado. Não dê nada para beber ou comer.
Olhos: Em caso de contato, lave com muita água corrente durante pelo menos 15 minutos. Evite que a água de lavagem entre no outro olho.
Pele: Em caso de contato tire a roupa contaminada e lave a pele com muita água corrente e sabão neutro.
Inalação: Se o produto for inalado (respirado), leve a pessoa para um local aberto e ventilado.
A pessoa que ajudar deveria proteger-se da contaminação usando luvas e avental impermeáveis, por exemplo.

INTOXICAÇÕES POR PIRACLOTROBINA E TIOFANATO-METÍLICO
INFORMAÇÕES MÉDICAS

Grupo Químico:
Piraclostrobina: Estrobilurina
Tiofanato-metílico: benzimidazol (precursor de)

Classe Toxicológica: III - MEDIANAMENTE TÓXICO

Vias de exposição: Oral, ocular, dérmica e inalatória.

Toxicocinética:
Piraclostrobina:
A absorção é rápida: Tmáx ~ 1 hora: 50% (beseado em excreção urinária e biliar dentro de 48 h). Amplamente distribuída, com elevadas concentrações no trato gastrintestinal, fígado e rins. Não foi observado potencial bioacumulativo. A excreção ocorre dentro de 5 dias, principalmente via fecal (80-90%), excreção biliar (~35%) a via urinária (11-15%). O metabolismo em animais é extensivo, com um padrão de 50 metabólitos. As principais vias metabólicas incluem n-desmetoxilação, hidroxilação, clivagem de ligação éster e oxidação das partes resultantes da molécula, conjugação com ácido glicurônico ou sulfato.
Tiofanato-Metílico:
O Carbendazim é um metabólito ativo do Tiofanato Metílico. Após absorção, o Carbendazim é distribuído por todos os tecidos, atingindo altas concentrações no fígado, onde são metabolizados. Têm excreção renal e biliar em até 72 horas. Seu tempo de ½ vida é de 22 a 41 dias. Em estudos com animais, o Tiofanato metílico foi rapidamente absorvido pelo trato gastrintestinal, alcançando uma concentração sorológica máxima 4h após a administração. A extensão da absorção pode ser dose-dependente. Os maiores níveis teciduais foram encontrados no fígado, tireóide e rins 96h após a dosagem. O Tiofanato metílico é predominantemente metabolizado (71-88%) e foi excretado rapidamente, com mais de 90% de eliminação pela urina e fezes em 24h da administração. Na dose mais baixa, a principal via de administração foi urinária, enquanto na dose mais elevada foi predominantemente fecal. Não houve sinal de bioacumulação. Quase todo o Tiofanato metílico é eliminado do corpo em 24h; aquilo que resta nos tecidos após 24h é extensamente eliminado em 96h.

Mecanismos de Toxicidade: Os mecanismos de toxicidade em humanos não são conhecidos.

Sinais e Sintomas Clínicos: Não são conhecidos sintomas e sinais clínicos em humanos.
Piraclostrobina:
Exposição Aguda
Ainda não foi preparada uma publicação específica acerca dos efeitos clínicos de indivíduos expostos a esses agentes. As recomendações seguintes pertencem à avaliação geral de indivíduos expostos a compostos químicos potencialmente tóxicos.
Avaliação Geral:
A) Indivíduos expostos devem ser submetidos a uma avaliação minuciosa do histórico clínico e exames físicos que identifiquem qualquer anormalidade.
B) A exposição a substâncias químicas com odor forte frequentemente resulta em sintomas não específicos: dor de cabeça, vertigem, fraqueza e náusea.
C) Irritação - muitas substâncias químicas causam irritação dos olhos, pele e trato respiratório. Também é possível a ocorrência de irritação ou queimaduras do esôfago ou trato gastrintestinal após ingestão de compostos irritantes ou cáusticos.
D) Hipersensibilidade
Vários agentes químicos produzem reações de hipersensibilidade alérgica: dermatite ou asma com broncoespasmo e respiração ruidosa após exposição crônica.

Tiofanato-Metílico:
Tanto o tiofanato metílico quanto o seu metabólito terminal carbendazim, possuem baixa toxicidade aguda e não possuem atividade anticolinesterásica. Em todas as espécies de animais, o efeito toxicológico mais suscetível da exposição sub-crônica / crônica é a toxicidade hepática. A tireóide também é um órgão-alvo para o tiofanato metílico.
Após exposição podem ocorrer alterações respiratórias, náusea, vômito, diarréia, irritações moderadas nos olhos e pele (dermatite, coceira, vermelhidão, inchaço e ressecamento).
Intoxicação dérmica: Em Kumamoto, trabalhadores rurais tiveram uma incidência de dermatite de 30,3, 48,2 e 52,8%, após aplicação de Tiofanato Metílico. Os valores correspondentes para as mulheres foram de 32,3, 56,3 a 64,8%. As áreas afetadas foram o abdômen, costas e cintura. Os sintomas incluíram comicão, vermelhidão, inchaço, ressecamento e dermatite. Os sintomas apareceram com frequência 1 semana após a exposição. A mucosa ocular estava congestionada. O exame médico revelou algumas anomalias da hemoglobina.
Irritante leve da pele e olhos.

Diagnóstico: O diagnóstico é estabelecido pela confirmação da exposição e pela ocorrência de quadro clínico compatível.

Tratamento:
Antídoto: Não existe antídoto específico.
As medidas abaixo relacionadas, especialmente aquelas voltadas para a adequada oxigenação do intoxicado, devem ser implementadas concomitantemente ao tratamento medicamentoso e a descontaminação.
Utilizar luvas e avental durante a descontaminação.

Exposição Oral:
1. Em caso de ingestão recente, fazer lavagem gástrica. Atentar para nível de consciência e proteger as vias aéreas do risco de aspiração. Administrar carvão ativado na proporção de 50-100g em adultos a 25-50g em crianças de 1-12 anos, e 1g/kg em menores de 1 ano, diluídos em água, na proporção de 30g de carvão ativado para. 240 mL de água.
2. Êmese: A indução do vômito empregando-se ipeca não é recomendada.
3. Lavagem gástrica; Considere após ingestão de uma quantidade de veneno potencialmente perigosa à vida, se puder ser realizada logo após a ingestão (geralmente dentro de 1 hora). Contra-indicações: perda de reflexos protetores das vias respiratórias ou nível diminuído de consciência em pacientes não-intubados; após ingestão de compostos corrosivos; hidrocarbonetos (elevado potencial de aspiração); pacientes com risco de hemorragia ou perfuração gastrintestinal e ingestão de quantidade não significativa.
4. Fluidos intravenosos podem ser úteis no restabelecimento do volume de fluido extracelular após vômito severo e diarréia.

Exposição Inalatória:
Remova o paciente para um local arejado. Cheque quanto a alterações respiratórias. Se ocorrer tosse ou dificuldade respiratória, avalie quanto a irritações no trato respiratório, bronquite ou pneumonia. Administre oxigênio e auxilie na ventilação, se necessário. Trate broncoespasmos com agonistas beta2 via inalatória e corticosteróides via oral ou parenteral.

Exposição Dérmica:
Descontaminação: Remova as roupas contaminadas e lave a área exposta com água e sabão. O paciente deve ser encaminhado pare tratamento específico se a irritação ou dor persistirem.

Exposição Ocular:
Se houver exposição ocular, irrigar abundantemente com soro fisiológico ou água, por no mínimo a 15 minutos, evitando contato com a pele e mucosas.

Efeitos Sinérgicos: Não são conhecidos.

Contra-Indicações: A indução do vômito é contra-indicada em razão do risco de aspiração e de pneumonite química.

ATENÇÃO:
Ligue para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001 pare notificar o caso e obter informações especializadas sobre o diagnóstico e tratamento.
Rede Nacional de Centros de Informação e Assistência Toxicológica - RENACIAT – ANVISA/MS
Notifique ao Sistema de informação de agravos de notificação (SINAN/MS)
Telefone de Emergência da Empresa: 08000-112273 ou (0XX12) 3128-1357

MECANISMO DE AÇÃO , ABSORÇÃO E EXCREÇÃO PARA ANIMAIS DE LABORATÓRIO:
Vide acima TOXICOCINÉTICA.

EFEITOS AGUDOS:
Nos estudos de toxicidade aguda em ratos, o produto formulado apresentou dose letal oral (DL50) de 500 mg/kg para fêmeas e a dose letal dérmica (CL50) foi superior a 5000 mg/kg. A concentração inalatória letal em ratos (CL50) foi maior que 5,2 mg/L (4h). O produto não foi irritante para a pele e para os olhos dos animais tratados (coelhos). O produto causou sensibilização cutânea em cobaias.

EFEITOS CRÔNICOS:
PIRACLOSTROBI NA:
Não foram observadas alterações nos parâmetros reprodutivos dos animais testados. Os principais órgãos-alvo para Piraclostrobina são o trato gastrintestinal superior (principalmente o duodeno e o estômago), o baço/hematopoiese e o fígado. No estudo de toxicidade oral de 90 dias em camundongos, atrofia do timo foi observada em doses de 30 mg/kg ou acima, mas efeito similar não foi observado no estudo de carcinogenicidade em camundongos em doses como 33 mg/kg, Não houve evidência de carcinogenicidade em ratos e camundongos. Não houve evidência de mutagenicidade. Não houve indicação de neurotoxicidade. Piraclostrobina não foi teratogênica em ratos, mas foram observados efeitos fetais tais como atraso no desenvolvimento e aumento na incidência de pélvis renal dilatada na dose de 50 mg/kg/dia. Em coelhos, efeitos fetais consistiram de aumento de perda pós-implantação em doses = 10 mg/kg/dia e aumento na incidência de malformações esqueléticas (ausência de vértebras lombares) na dose de 20 mg/kg/dia, com evidência de materno-toxicidade.

TIOFANATO-METÍLICO:
Em um estudo realizado para avaliar a relação entre Benomyl, Carbendazim, topsin-M, dimetoato e TPTA administrado por sonde oral, para alterações externas e esqueléticas de fetos de ratos. Os resultados mostraram que Benomyl e Carbendazim podem causar malformações externas e malformações esqueléticas, anomalias e variações, mas as mudanças semelhantes não foram encontradas em topsin-M, dimetoato e TPTA. O Carbendazim induziu alterações esqueléticas em ratos em uma relação dose-resposta.

DADOS RELATIVOS À PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE:

PRECAUÇÕES DE USO E ADVERTÊNCIAS QUANTO AOS CUIDADOS DE PROTEÇÃO AO MEIO AMBIENTE:
- Este produto é: MUITO PERIGOSO AO MEIO AMBIENTE (CLASSE II).
- Este produto é ALTAMENTE PERSISTENTE no meio ambiente.
- Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para microcrustáceos.
- Este produto é ALTAMENTE TÓXICO para peixes.
- Evite a contaminação ambiental – Preserve a Natureza.
- Não utilize equipamento com vazamento.
- Não aplique o produto na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes.
- Aplique somente as doses recomendadas.
- Não lave as embalagens ou equipamento aplicador em lagos, fontes, rios e demais corpos d’água. Evite a contaminação da água.
- A destinação inadequada de embalagens ou restos de produtos ocasiona contaminação do solo, da água e do ar, prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

INSTRUÇÕES DE ARMAZENAMENTO DO PRODUTO, VISANDO SUA CONSERVAÇÃO E PREVENÇÃO CONTRA ACIDENTES:
- Mantenha o produto em sua embalagem original, sempre fechada.
- O local deve ser exclusivo para produtos tóxicos devendo ser isolado de alimentos, bebidas, rações e outros materiais.
- A construção deve ser de alvenaria ou de material não combustível.
- O local deve ser ventilado, coberto e ter piso impermeável.
- Coloque placa de advertência com os dizeres: CUIDADO VENENO.
- Tranque o local, evitando o acesso de pessoas não autorizadas principalmente crianças.
- Deve haver sempre embalagens adequadas disponíveis para envolver embalagens rompidas ou para recolhimento de produtos vazados.
- Em caso de armazéns, deverão ser seguidas as instruções da NBR 9843 da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT.
- Observe as disposições constantes da legislação estadual e municipal.

INSTRUÇÕES EM CASO DE ACIDENTES:
- Isole e sinalize a área contaminada.
- Contate as autoridades locais competentes e a empresa BASF S.S. - Telefones de Emergência: (0800) 11-2273 ou (0XX12) 3128-1357.
- Utilize o equipamento de proteção individual – EPI (macacão impermeável, luvas e botas de borracha, óculos protetores e máscara contra eventuais vapores).
- Em caso de derrame, estanque o escoamento, não permitindo que o produto entre em bueiros, drenos ou corpos d’água. Siga as instruções abaixo:
Piso pavimentado: absorva o produto com serragem ou areia, recolha o material com auxílio de uma pá e coloque em recipiente lacrado e identificado devidamente. O produto derramado não deverá mais ser utilizado. Neste caso, contate a empresa registrante, para que a mesma faça o recolhimento. Lave o local com grande quantidade de água.
Solo: retire as camadas de terra contaminada até atingir o solo não contaminado, recolha esse material e coloque em um recipiente lacrado e devidamente identificado. Contate a empresa registrante como indicado acima.
Corpos d'água: interrompa imediatamente a captação para o consumo humano ou animal, contate o órgão ambiental mais próximo e o centro de emergência da empresa, visto que as medidas a serem adotadas dependem das proporções do acidente, das características do corpo hídrico em questão e da quantidade do produto envolvido.
- Em caso de incêndio, use extintores de água em forma de neblina, CO2 ou pó químico, ficando a favor do vento para evitar intoxicação.

PROCEDIMENTOS DE LAVAGEM, ARMAZENAMENTO, DEVOLUÇÃO, TRANSPORTE E DESTINAÇÃO DE EMBALAGENS VAZIAS E RESTOS DE PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO:

EMBALAGEM RÍGIDA NÃO LAVÁVEL
ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA

ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.
Use luvas no manuseio dessa embalagem.
Essa embalagem deve ser armazenada com sua tampa, em caixa coletiva quando existente, separadamente das embalagens lavadas.

DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
No prazo de até um ano da data da compra, é obrigatória a devolução da embalagem vazia, com tampa, pelo usuário, ao estabelecimento onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida no ato da compra.
Caso o produto não tenha sido totalmente utilizado nesse prazo e ainda esteja dentro de seu prazo de validade, será facultada a devolução da embalagem em até 6 (seis) meses após o término do prazo de validade.
O usuário deverá guardar o comprovante de devolução para efeito de fiscalização, pelo prazo mínimo de um ano após a devolução da embalagem vazia.

TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

EMBALAGEM SECUNDÁRIA (NÃO CONTAMINADA)
ESTA EMBALAGEM NÃO PODE SER LAVADA

- ARMAZENAMENTO DA EMBALAGEM VAZIA
O armazenamento da embalagem vazia, até sua devolução pelo usuário deve ser efetuado em local coberto, ventilado, ao abrigo de chuva e com piso impermeável, no próprio local onde são guardadas as embalagens cheias.

- DEVOLUÇÃO DA EMBALAGEM VAZIA
É obrigatória a devolução da embalagem vazia, pelo usuário, onde foi adquirido o produto ou no local indicado na nota fiscal, emitida pelo estabelecimento comercial.

- TRANSPORTE
As embalagens vazias não podem ser transportadas junto com alimentos, bebidas, medicamentos, rações, animais e pessoas.

- DESTINAÇÃO FINAL DAS EMBALAGENS VAZIAS
A destinação final das embalagens vazias, após a devolução pelos usuários, somente poderá ser realizada pela Empresa Registrante ou por empresas legalmente autorizadas pelos órgãos competentes.

- É PROIBIDO AO USUÁRIO A REUTILIZAÇÃO E RECICLAGEM DAS EMBALAGENS VAZIAS OU O FRACIONAMENTO E REEMBALAGEM DESTE PRODUTO.

- EFEITOS SOBRE O MEIO AMBIENTE DECORRENTES DA DESTINAÇÃO INADEQUADA DA EMBALAGEM VAZIA E RESTOS DE PRODUTOS
A destinação inadequada das embalagens vazias e restos de produtos no meio ambiente causa contaminação do solo, da água e do ar prejudicando a fauna, a flora e a saúde das pessoas.

- PRODUTOS IMPRÓPRIOS PARA UTILIZAÇÃO OU EM DESUSO
Caso este produto venha a se tornar impróprio para utilização ou em desuso, consulte o registrante através do telefone indicado no rótulo para sua devolução e destinação final.
A desativação do produto é feita através de incineração em fornos destinados para este tipo de operação, equipados com câmaras de lavagem de gases efluentes e aprovados por órgão ambiental competente.

- TRANSPORTE DE AGROTÓXICOS, COMPONENTES E AFINS:
O transporte está sujeito às regras e aos procedimentos estabelecidos na legislação específica, que inclui acompanhamento da ficha de emergência do produto, bem como determina que os agrotóxicos não podem ser transportados junto de pessoas, animais, rações, medicamentos ou outros materiais.

RESTRIÇÕES ESTABELECIDAS POR ÓRGÃO COMPETENTE DO ESTADO, DISTRITO FEDERAL OU DO MUNICÍPIO:
De acordo com as recomendações aprovadas pelos órgãos responsáveis.

INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO INTEGRADO DE DOENÇAS:
A integração de medidas de controle é premissa básica para um bom manejo de doenças nas plantas cultivadas. As diferentes medidas de controle visam desacelerar, integradamente o ciclo das relações patógeno-hospedeiro. O uso de fungicidas adequados, variedades resistentes e controle do ambiente devem ser vistos como métodos de controle mutuamente úteis.
Dentro deste princípio, todas as vezes que seja possível devemos associar as boas práticas agrícolas como: uso racional de fungicidas e aplicação no momento e doses indicadas, fungicidas específicos para um determinado fungo, utilização de cultivares resistentes ou tolerantes, semeadura nas épocas menos propícias para o desenvolvimento dos fungos, eliminação de plantas hospedeiras, rotação de culturas, adubação equilibrada, etc.
Manejo de Doenças de plantas cultivadas deve ser entendido como a utilização de métodos químicos culturais e biológicos necessários para manter as doenças abaixo do nível de dano econômico.

INFORMAÇÕES SOBRE MANEJO DE RESISTÊNCIA A FUNGOS:
Seguir as recomendações atualizadas de manejo de resistência do FRAC-BR (Comitê de Ação a Resistência à Fungicidas - Brasil) - Qualquer agente de controle de doenças pode ficar menos efetivo ao longo do tempo devido ao desenvolvimento de resistência. O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência à Fungicidas (FRAC-BR) recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência visando prolongar a vida útil dos fungicidas:
• Qualquer produto para controle de doenças da mesma classe ou de mesmo modo de ação não deve ser utilizado em aplicações consecutivas do mesmo patógeno, no ciclo da cultura.
• Utilizar somente as doses recomendadas no rótulo/bula.
Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para orientação sobre as recomendações locais para o manejo de resistência.