Queima-das-folhas (Curvularia eragrostidis)
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Queima-das-folhas

requeima, pinta preta, varíola (Curvularia eragrostidis)

Culturas Afetadas: Cará, Inhame

 

A queima-das-folhas é uma doença de alta incidência e severidade em todas as áreas de produção de inhame e cará no Nordeste do Brasil. A queima-das-folhas provoca grandes perdas nos plantios irrigados e nos das águas, atingindo as mais altas severidades quando a doença incide sobre plantas jovens. O controle preventivo é obrigatório em todos os sistemas de plantio e durante todo o ciclo da planta. O agente etiológico da queima-das-folhas é o fungo Curvularia eragrostidis que pode ser observado a partir de tecidos foliares necrosados, onde formam-se grande quantidade de conidióforos com conídios. Os conídios são ovóides, apresentando três septos, com um tipicamente mediano e quatro células, sendo as centrais de coloração marrom-escura e as da extremidade mais claras. 

Sintomas: O sintoma primário da doença é uma mancha foliar necrótica, de coloração marrom-escura, frequentemente circundada por um halo amarelo. Essas manchas, que tendem para um formato circular, atingem, em média, 2 a 3 cm de diâmetro, sendo limitadas parcialmente pelas nervuras do limbo foliar. E comum a coalescência de manchas, formando grandes áreas necrosadas. Em menor frequência, ocorrem lesões nos pecíolos e nos ramos. Incidindo sobre plantas jovens, que possuem folhas em desenvolvimento, o crescimento da hospedeira é significativamente afetado e as folhas retorcidas, constituindo um quadro típico de crestamento com nanismo. As perdas, nesses casos, são sempre elevadas. O sintoma secundário ou reflexo é o pequeno tamanho das túberas comerciais e túberas-sementes. Em casos extremos de incidência e severidade, formam-se grandes áreas de plantas queimadas e mortas, com índices de perda que chegam a atingir 100%.

Controle: Em todas as áreas de produção, independentemente da época do ano, tipo de cultivo e idade da planta, medidas preventivas contra a queima dos restos culturais de áreas afetadas devem ser tomadas. Nas áreas destinadas à produção de túberas-sementes, deve-se realizar pulverizações preventivas por mais dois meses após a colheita das túberas comerciais. Recomenda-se o uso de produtos defensivos registrados para a cultura.

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