INSTRUÇÕES DE USO
FLUTRIAFOL CCAB 500 SC é um fungicida sistêmico, do grupo químico triazol, recomendado para as seguintes culturas e modalidades de uso:
1) Pulverização foliar visando o controle de doenças da parte aérea nas culturas de abacate, abacaxi, abóbora, abobrinha, algodão, alho, anonáceas (graviola, pinha, cherimóia, atemóia, araticum e fruta-do-conde), banana, batata, batata-doce, batata-yacon, berinjela, beterraba, cacau, café, canola, cará, cebola, chalota, chuchu, cupuaçu, ervilha, feijão, feijão-caupi, gengibre, gergelim, girassol, grão-de-bico, guaraná, inhame, jiló, kiwi, lentilha, linhaça, maçã, mamão, mandioca, mandioquinha-salsa, manga, maracujá, maxixe, melão, melancia, nabo, pepino, pimenta, pimentão, quiabo, rabanete, romã, soja e tomate.
NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO PARAUSO FOLIAR
Abacate, abacaxi e anonáceas (graviola, pinha, cherimóia, atemóia, araticum e fruta-do-conde):
Aplicação foliar, primeira preventiva, reaplicar com intervalo de 15 dias, se necessário. Efetuar no máximo 2 aplicações por ciclo da cultura.
Abóbora e abobrinha:
Aplicação foliar. Primeira aplicação nos primeiros sintomas. Repetir, se necessário com intervalo de 7 dias.
Efetuar no máximo 4 aplicações por ciclo da cultura.
Algodão:
Iniciar as aplicações do 25º ao 35º dia após o plantio ou logo após o aparecimento dos primeiros sintomas dadoença e repetir se necessário em intervalos de 15 dias, dependendo da evolução da doença.
Efetuar no máximo 3 aplicações, com intervalo de 15 dias.
Alho, cebola e chalota:
Antracnose-foliar: Aplicação foliar, primeira preventiva, reaplicar com intervalo de 14 a 21 dias, se necessário.
Antracnose-da-cebola-branca e ferrugem: Aplicação foliar, primeira preventiva, reaplicar com intervalo de 7 dias, se necessário.
Efetuar no máximo 4 aplicações por ciclo da cultura.
Banana:
Sigatoka-negra: Para aplicação via pulverização, iniciar as aplicações preventivamente com intervalos de 30 dias nos períodos de maior incidência da doença, efetuando até 4 (quatro) aplicações. Sigatoka-amarela: Iniciar as aplicações preventivamente com intervalos de 14 dias nos períodos de maior incidência da doença.
Batata e batata-doce:
O controle deve ser iniciado no aparecimento dos primeiros sintomas da doença, a partir do final do desenvolvimento foliar, fase que coincide com o fechamento das linhas e início do desenvolvimento dos tubérculos.
Efetuar no máximo 4 aplicações com intervalo de 7 dias entre aplicações.
Batata-yacon:
Aplicação foliar. Reaplicar em intervalos de 15 a 21 dias, se necessário efetuar no máximo 4 aplicações na cultura.
Berinjela:
Antracnose: Aplicação foliar, primeira preventiva, reaplicar com intervalo de 7 dias, se necessário.
Ferrugem e mancha-foliar-de-cercospora: Aplicação foliar. Reaplicar em intervalos de 7 dias, se necessário.
Efetuar no máximo 4 aplicações por ciclo da cultura.
Beterraba:
Oídio: Aplicação foliar. Primeira aplicação nos primeiros sintomas. Repetir, se necessário com intervalo de 7 dias.
Mancha-de-cercospora, mancha-de-Phoma, mancha-de-Alternária e ferrugem: Aplicação foliar. Efetuar no máximo 4 aplicações por ciclo da cultura.
Cacau:
Antracnose: Aplicação foliar, primeira preventiva, reaplicar com intervalo de 15 dias, se necessário.
Monilíase: Aplicação foliar. Reaplicar em intervalos de 15 dias, se necessário. Efetuar no máximo 2 aplicações por ciclo da cultura.
Café:
Aplicação foliar: Aplicar quando atingir nível de infecção de 5% e repetir, se necessário, com intervalo de 30 dias.
Efetuar no máximo 2 aplicações durante o ciclo da cultura.
Canola:
Aplicação foliar: Reaplicar em intervalos de 15 dias, se necessário. Efetuar no máximo 3 aplicações por ciclo da cultura.
Cará e gengibre:
Aplicação foliar. Reaplicar em intervalos de 7 dias, se necessário. Efetuar no máximo 4 aplicações por ciclo da cultura.
Chuchu:
Oídio e Mancha-zonada-da-folha: Aplicação foliar. Primeira aplicação nos primeiros sintomas.
Repetir, se necessário, com intervalo de 7 dias.
Antracnose: Aplicação foliar, primeira preventiva, reaplicar com intervalo de 7 dias, se necessário.
Efetuar no máximo 4 aplicações por ciclo da cultura.
Cupuaçu:
Aplicação foliar. Reaplicar em intervalos de 15 dias, se necessário. Efetuar no máximo 2 aplicações por ciclo da cultura.
Ervilha:
Mancha-de-Ascochyta: Aplicação foliar. Reaplicar em intervalos de 15 dias, se necessário.
Oídio: Aplicação foliar. Primeira aplicação nos primeiros sintomas. Repetir, se necessário, com intervalo de 15 dias.
Efetuar no máximo 3 aplicações por ciclo da cultura.
Feijão:
Iniciar as aplicações preventivamente ao redor de 30 dias após a emergência e repetir a cada 15 dias de acordo com as condições climáticas e pressão da doença. Efetuar no máximo 3 aplicações com intervalo
de 15 dias entre aplicações.
Feijão-caupi, lentilha e linhaça:
Aplicação foliar, início dos primeiros sintomas. Reaplicar, se necessário, com intervalo de 15 dias.
Efetuar no máximo 3 aplicações por ciclo da cultura.
Gengibre e Inhame:
Aplicação foliar. Reaplicar em intervalos de 7 dias, se necessário. Efetuar no máximo 4 aplicações por ciclo da cultura.
Gergelim, girassol e grão-de-bico:
Aplicação foliar. Reaplicar em intervalos de 15 dias, se necessário. Efetuar no máximo 3 aplicações por ciclo da cultura.
Guaraná, kiwi, manga, maracujá e romã:
Aplicação foliar. Reaplicar em intervalos de 15 dias, se necessário. Efetuar no máximo 2 aplicações por ciclo da cultura.
Jiló:
Aplicação foliar, primeira preventiva, reaplicar com intervalo de 7 dias, se necessário.
Maçã:
Iniciar as aplicações no início da floração e de forma preventiva. Repetir, se necessário, a cada 15 dias.
Efetuar no máximo 4 aplicações foliares por ciclo da cultura.
Mamão:
Aplicar no início da frutificação, preventivamente ou logo após o início dos primeiros sintomas nas folhas mais velhas ou nos frutos, dirigindo a pulverização para a face inferior destas folhas e para os frutos. Se necessário, repetir a aplicação após 15 dias.
Efetuar no máximo 2 aplicações na cultura, com intervalo de 15 dias entre aplicações.
Mandioca, mandioquinha-salsa, maxixe, nabo, pepino, pimenta, pimentão, quiabo e rabanete:
Aplicação foliar. Reaplicar em intervalos de 7 dias, se necessário. Efetuar no máximo 4 aplicações por ciclo da cultura.
Melão e melancia:
As menores doses devem ser aplicadas antes do início dos primeiros sintomas e as maiores doses quando as condições climáticas forem favoráveis à doença (clima seco com altas temperaturas) e a partir do início dos
primeiros sintomas da doença
Normalmente, iniciam-se as aplicações 28 dias após a emergência da cultura, sendo que as aplicações devem ser repetidas semanalmente. Efetuar no máximo 3 aplicações durante a safra da cultura.
Soja:
Para doenças de final de ciclo: uma única aplicação deverá ser efetuada quando a soja atingir o estágio fenológico de grãos perceptíveis ao tato a 10% do enchimento das vagens (R.5.1).
Oídio: deve-se observar que o índice de infecção foliar esteja entre 20 a 30% para realizar a primeira aplicação. Uma
segunda aplicação poderá ser efetuada, com intervalo de 20 dias, dependendo da evolução da doença e respeitando-se o intervalo de segurança.
Ferrugem-asiática-da-soja: Iniciar a aplicação de forma preventiva no estágio vegetativo ou no estágio R1, reaplicando mais uma vez, se necessário, de acordo com o monitoramento.
Monitoramento:
- O monitoramento deve ser realizado desde o período vegetativo, intensificando-se a observação quando as condições climáticas forem favoráveis ao patógeno (temperatura, umidade e molhamento foliar).
- Maior atenção deve ser dispensada em regiões com histórico de ocorrência da doença.
- Coletar folhas do terço médio e inferior das plantas e procurar os sintomas da ferrugem-asiática-da-soja.
- Há necessidade de realizar o monitoramento das áreas logo após a emergência da cultura. Caso seja constatada a presença da ferrugem-asiática-da-soja na região e as condições climáticas forem favoráveis à
incidência da doença, as aplicações devem ser iniciadas em caráter preventivo, independente do estádio de desenvolvimento da cultura. Utilizar fungicidas de outros grupos químicos em rotação.
Efetuar no máximo 2 aplicações durante o ciclo da cultura.
Tomate:
O controle deve ser realizado a partir do início do florescimento, no aparecimento dos primeiros sintomas. Efetuar no máximo 4 aplicações durante o ciclo da cultura, com intervalo de 7 dias entre aplicações.
Modo de aplicação – aplicação terrestre:
FLUTRIAFOL CCAB 500 SC deve ser aplicado nas dosagens recomendadas nas instruções de uso, conforme as
orientações a seguir:
Abacate, anonáceas (graviola, pinha, cherimóia, atemóia, araticum e fruta-do-conde), cacau, café, cupuaçu, kiwi,
manga, maracujá e romã:
Aplicação foliar: Aplicar o produto visando boa cobertura da planta evitando-se o escorrimento. Utilizar atomizador
motorizado costal ou tratorizado adequado para aplicação em plantas perenes e árvores frutíferas.
Abacaxi, abóbora, abobrinha, alho, batata, batata-doce, batata-yacon, beterraba, berinjela, cará, cebola,
chalota, chuchu, gengibre, inhame, mandioca, mandioquinha-salsa, nabo, maxixe, jiló, pepino, pimenta,
pimentão, quiabo e rabanete:
Utilizar pulverizador com barra tratorizado, motorizado estacionário com mangueira, costal manual ou costal
tratorizado, equipados com pontas (bicos) de jato cônico vazio. Utilizar equipamento de aplicação adequados, de
modo a se obter excelente cobertura de toda a parte aérea das plantas, mas evitando-se o escorrimento.
Normalmente a pressão de trabalho deve estar entre 40 e 60 libras/pol (psi), proporcionando uma densidade de
50 a 70 gotas/cm².
Algodão:
Pulverização terrestre:
Utilizar pulverizador tratorizado de barra, equipado com bicos apropriados, produzindo um diâmetro de gotas de 50 a 200µm, uma densidade de 50 a 70 gotas por cm², e uma pressão de 40 a 60 libras/pol². Recomenda-se aplicar com temperatura inferior a 27°C, com umidade relativa acima de 60% e ventos deno máximo 10km/hora.
Se utilizar outro tipo de equipamento, procurar obter uma cobertura uniforme na parte aérea da cultura.
O sistema de agitação do produto no interior do tanque deve ser mantido em funcionamento durante toda aplicação.
Banana:
Aplicação terrestre: Na aplicação com atomizador motorizado costal ou tratorizado, utilizar como adjuvante óleo mineral emulsionável, visando as folhas mais novas, principalmente as de número 0, 1 e 2 evitando que o produto atinja o cacho, pois o óleo mineral é fitotóxico.
Batata e tomate:
Utilizar pulverizador com barra tratorizado, motorizado estacionário com mangueira, costal manual, costal motorizado, equipados com pontas (bicos) de jato cônico vazio. Utilizar equipamento de aplicação adequado, de modo a se obter excelente cobertura de toda a parte aérea das plantas, mas evitando-se o escorrimento.
Normalmente a pressão de serviço deve estar entre 40 e 60 libras/pol (psi), proporcionando uma densidade de 50 a 70 gotas/cm² .
Feijão, ervilha, feijão caupi, girassol, grão-de-bico, gergelim, lentilha e linhaça:
Utilizar pulverizador com barra tratorizado ou costal manual, equipados com pontas (bicos) de jato cônico vazio,
de modo a se obter excelente cobertura de toda a parte aérea das plantas, mas evitando se, o escorrimento.
Normalmente a pressão de serviço deve estar entre 40 e 60 libras/pol (psi), proporcionando uma densidade de 50 a 70 gotas/cm². Seguir as recomendações dos fabricantes dos bicos e equipamentos utilizados.
Mamão:
Utilizar pulverizadores costais, estacionários, montados ou tracionados por trator, turbinados. Usar bicos de jato cônico ou em leque com abertura e pressão que possibilitem densidade de 70 a 100 gotas/cm², com diâmetro entre 100 a 200 micras, proporcionando distribuição uniforme da calda.
Melão e melancia:
As aplicações devem ser terrestres, podendo-se utilizar equipamento costal ou equipamento acoplado a tratores; barra ou lança munidos de bicos cônicos. Em ambos os equipamentos devem ser utilizados as doses recomendadas, diluídas em água e aplicadas em alta vazão (1000 litros de calda/ha), visando à completa cobertura das folhas.
Soja:
Utilizar pulverizador tratorizado, com barra de bicos de jato cônico vazio ou leque. Os bicos devem ser distanciados de 50cm e a barra deve ser mantida em altura que permita cobertura total da parte aérea das plantas.
Recomenda-se que sejam seguidas as recomendações dos fabricantes dos bicos e equipamentos utilizados.
Modo de aplicação – aplicação aérea para algodão, banana, feijão e soja:
- A aeronave agrícola deverá estar equipada com barra, bicos da série D, que produzam gotas maiores que 200 micras e calibrados para distribuir volume de calda de 30 a 50L/ha.
- A faixa de deposição do produto será pré-determinada pelo tipo de aeronave.
- A altura do voo deverá ser de 2 a 4 metros e a velocidade dos ventos deverá ser entre 3 e 10km/hora.
- Visando uma aplicação uniforme, deve-se utilizar recursos adequados para demarcar a largura exata da faixa de pulverização.
Condições Climáticas: Deve-se observar as condições climáticas ideias para aplicação via terrestre e aérea do produto, tais como:
- Temperatura ambiente até 32ºC;
- Umidade relativa do ar mínima de 60%; e
- Velocidade do vento entre 3 e 10km/hora.
Para outros parâmetros referentes a tecnologia de aplicação, seguir as recomendações técnicas indicadas pela pesquisa e/ou assistência técnica da região, sempre sob orientação de um Engenheiro Agrônomo.
PREPARAÇÃO DA CALDA PARA APLICAÇÃO
Para melhor preparação da calda, deve-se abastecer o pulverizador com água limpa em até ¾ de sua capacidade.
Ligar o agitador e adicionar o FLUTRIAFOL CCAB 500 SC. Manter o agitador ligado, completar o volume de água do pulverizador e aplicar imediatamente na cultura.
Banana e soja – Aplicação terrestre - procedimentos para adição de adjuvantes no preparo da calda:
O óleo mineral emulsionável deve ser adicionado como último componente à calda de pulverização, com o tanque quase cheio, mantendo-se a agitação.
PREPARAÇÃO DA CALDA PARA APLICAÇÃO
Para melhor preparação da calda, deve-se abastecer o pulverizador com água limpa em até ¾ de sua capacidade.
Ligar o agitador e adicionar o FLUTRIAFOL CCAB 500 SC. Manter o agitador ligado, quando for o caso, completar o volume de água do pulverizador e aplicar imediatamente na cultura.
LAVAGEM DO EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO PARA TODAS AS FORMAS DE APLICAÇÃO
Após a aplicação do FLUTRIAFOL CCAB 500 SC proceda com a limpeza de todo o equipamento utilizado e imediatamente após a aplicação. A demora da limpeza do equipamento de pulverização, mesmo que por algumas horas, pode implicar na aderência do produto nas paredes do tanque de pulverização, o que dificultará a limpeza completa do produto.
Além de seguir as recomendações de limpeza do fabricante do equipamento, seguir os seguintes passos durante a limpeza do pulverizador:
1. Esvaziar completamente o equipamento de pulverização utilizado;
2. Remover fisicamente os depósitos visíveis de produto;
3. Fechar a barra, encher o tanque com água limpa, circular pelo sistema de pulverização por 15 minutos e, em seguida, esvaziar o tanque de forma que a água passe através das mangueiras, barras, filtros e bicos;
4. Repetir o passo 3 por no mínimo 3 vezes.
Limpar também tudo o que estiver associado ao equipamento de aplicação e manuseio do produto. Adote todas as medidas de segurança necessárias durante a limpeza. Não limpe o equipamento próximo às nascentes, fontes de água ou plantas úteis. Descarte os resíduos da limpeza de acordo com a legislação Estadual e/ou Municipal vigente na região da aplicação.
INTERVALODE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS
Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.
LIMITAÇÕES DE USO
- Uso exclusivamente agrícola.
- Consulte sempre um Engenheiro Agrônomo.
- O produto deve ser utilizado somente nas culturas para as quais está registrado, observando o intervalo de segurança para cada cultura.
- Não aplicar através de sistemas de irrigação.
- Fitotoxicidade para as culturas indicadas: desde que sejam seguidas as recomendações de uso, não ocorre fitotoxicidade nas culturas para as quais o produto é recomendado.
INFORMAÇÕES SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL A SEREM UTILIZADOS
Utilize equipamento de proteção individual – EPIs: macacão de algodão com tratamento hidrorrepelente com mangas compridas passando por cima do punho das luvas e as pernas das calças por cima das botas; botas de borracha; avental impermeável; máscara com filtro combinado (filtro químico contra vapores orgânicos e filtro mecânico classe P2); óculos de segurança com proteção lateral; touca árabe e luvas de nitrila.