Seca extrema se mantém estável e afeta leste do Ceará
Seca extrema atinge 13,79% do Estado
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Segundo o governo do estado do Ceará, o mais recente mapa do Monitor de Secas, na categoria de Seca Relativa Máxima (SRM), indica que o cenário de maior severidade da estiagem no estado manteve-se praticamente estável entre fevereiro e março. A seca extrema segue atingindo 13,79% do território, com maior concentração na porção leste, especialmente na região Jaguaribana e em municípios do litoral, como Aracati.
Ao todo, 36 municípios cearenses registram condição de seca extrema, caracterizada por perdas de culturas e pastagens, além de escassez de água ou restrições no abastecimento, conforme dados do Monitor de Secas.
Apesar da estabilidade na seca extrema, houve alterações nas demais categorias. A seca grave recuou de 30,2% em fevereiro para 24,26% em março, enquanto a seca fraca avançou de 8,88% para 15,13% no período. A condição de seca moderada permaneceu praticamente estável, sem variações relevantes, de acordo com o Monitor de Secas.
A análise considera a metodologia da Seca Relativa Máxima (SRM), que representa, para cada município, a condição mais intensa de seca registrada no mês de referência. O Monitor de Secas informa que, diferentemente de outros indicadores, a SRM não avalia a continuidade do fenômeno ao longo do tempo, funcionando como um retrato espacial da severidade observada no período. Para identificar se a seca possui características de curto prazo, longo prazo ou ambas, é necessário consultar o mapa completo disponível na página principal do sistema.
O Monitor de Secas é um processo de acompanhamento regular da situação da estiagem, com resultados divulgados por meio de mapas mensais. Segundo a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, instituição central no processo, são analisadas informações com indicadores de curto e longo prazo para verificar a evolução ou atenuação do fenômeno no território brasileiro.
De acordo com a Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico, o mapa é produzido com base no compartilhamento de informações e na convergência de evidências sobre a seca e seus impactos. O sistema utiliza fontes variadas de dados provenientes de redes de monitoramento meteorológico, hidrológico e agrícola, além de contar com o apoio de observadores locais.
