Biolucro CI

Geral
Nome Técnico:
Paenibacillus azotofixans, isolado CCT4719; Bacillus subtilis, isolado CCTB04; Bacillus licheniformis, isolado CCTB07; Bacillus circulans, isolado CCT0026
Registro MAPA:
23123
Empresa Registrante:
Total Biotecnologia (Biotrop)
Composição
Ingrediente Ativo Concentração
Bacillus subtilis Isolado CCTB04 (3,25 x 10⁷ endósporos viáveis/mL) 150 g/L
Bacillus licheniformis Isolado CCTB 07 (3,75 x 10⁷ endósporos viáveis/mL) 150 g/L
Bacillus circulans Isolado CCT0026 (6,25 x 10⁷ endósporos viáveis/mL) 150 g/L
Paenibacillus azotofixans Isolado CCT4719 (8,25 x 10⁷ endósporos viáveis/mL) 150 g/L
Classificação
Técnica de Aplicação:
Terrestre, Tratamento de Sementes
Classe Agronômica:
Fungicida, Nematicida
Toxicológica:
5 - Produto Improvável de Causar Dano Agudo
Ambiental:
IV - Produto pouco perigoso ao meio ambiente
Inflamabilidade:
Não inflamável
Corrosividade:
Não corrosivo
Formulação:
Suspensão Concentrada (SC)
Modo de Ação:
Microbiológico, Agente biológico de controle
Agricultura Orgânica:
Não

Embalagens

Lavabilidade Tipo de Embalagem Material Características Acondicionamento Capacidade
Não Lavável Bag-in-box Fibra celulósica com saco plástico interno Flexível Composto Líquido 1,5 / 3 L
Lavável Frasco Plástico Rígida Líquido 1 L
Lavável Bombona Plástico Rígida Líquido 5 / 20 L
Não Lavável Contentor Intermediário para Granel (intermediate bulk container (IBC)) Plástico com estrutura metálica externa Rígida Líquido 1000 L

INSTRUÇÕES DE USO

BIOLUCRO é um fungicida e nematicida microbiológico formulado à base de Paenibacillus azotofixans, Bacillus subtilis, Bacillus licheniformis e Bacillus circulans.


NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO

Para o controle de Podridão-cinzenta-do-caule (Macrophomina phaseolina), Nematoide-dasgalhas (Meloidogyne incognita e Meloidogyne javanica), Nematoide-das-lesões (Pratylenchus brachyurus), Nematoide-de-cisto (Heterodera glycines) e Podridão-abacaxi (Ceratocystis paradoxa): realizar aplicação única, via sulco de plantio.
Para o controle de Tombamento (Rhizoctonia solani): realizar aplicação única por meio do tratamento de sementes.
Para o controle de Mofo-branco (Sclerotinia sclerotiorum): realizar aplicação única via foliar.
Para o controle de Nematoide-cavernícola (Radopholus similis) e Nematoide-das-galhas (Meloidogyne exigua): realizar aplicação única, via drench.

MODO DE APLICAÇÃO

Aplicação em sulco de plantio: O volume de calda deverá ser de 60-200 L/ha, conforme recomendação para os alvos biológicos. A mistura deve ser agitada até completa homogeneização.
Tratamento de sementes: Diluir a dose recomendada do produto na proporção de 500 a 600mL de água/100kg de sementes. A mistura deve ser agitada até completa homogeneização.

Aplicação em Drench: O volume de calda deverá ser de 40-60 L/ha. A mistura deve ser agitada até completa homogeneização.

Aplicação foliar: Efetuar as aplicações de forma que possibilitem uma boa cobertura da parte aérea das plantas, sem causar escorrimento. Para a aplicação deve-se utilizar pulverizador costal ou de barra. Recomenda-se aplicar nas horas mais frescas do dia, preferencialmente no final da tarde. Evitar aplicação em condição de temperatura acima de 27°C ou na presença de ventos fortes (velocidade acima de 10km/h), bem como com umidade relativa do ar abaixo de 70%.
Aplicação aérea: Aplicar por meio de aeronaves agrícolas, seguindo a recomendação do fabricante. O volume de aplicação deve ser de 30-50 litros de calda por hectare. Respeitar as condições de velocidade do vento inferior a 10 km/h; temperatura do ar inferior à 27ºC e umidade relativa maior que 60%, visando reduzir ao máximo as perdas por deriva e evaporação.
A escolha dos equipamentos a serem utilizados para aplicação deste produto poderá sofrer alterações a critério do Engenheiro Agrônomo, tomando-se o cuidado de evitar sempre a deriva e perdas do produto causadas por evaporação.


PREPARO DA CALDA

Antes de iniciar o preparo, garantir que o tanque, mangueiras, filtros e pontas do pulverizador estejam devidamente limpos. Não havendo necessidade de ajustes em pH e dureza da água utilizada, deve-se encher o tanque do pulverizador até um terço de seu nível. Posteriormente, deve-se iniciar a agitação e adicionar gradativamente a quantidade necessária de BIOLUCRO.
Feito isso, deve-se completar o volume do tanque com água quando faltar 3 a 5 minutos para o início da pulverização. A prática da pré-diluição é recomendada. A agitação no tanque do pulverizador deverá ser constante da preparação da calda até o término da aplicação, sem interrupção. Ao final da atividade, deve-se proceder com a limpeza do pulverizador.


INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado, aguardar pelo menos 24 horas para reentrada na lavoura ou após a secagem completa da calda. Caso necessite entrar na área tratada antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para a aplicação do produto.


LIMITAÇÕES DE USO

Uso exclusivo para culturas agrícolas. Não foi observado nenhum sintoma de fitotoxicidade na cultura tratada com as doses recomendadas.


De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Recomenda-se, de maneira geral, o manejo integrado de pragas envolvendo todos os princípios e medidas disponíveis e viáveis de controle, como os controles: cultural, biológico, microbiano, comportamental, químico, e uso de variedades resistentes, sempre alternando produtos de diferentes grupos químicos com mecanismo de ação distinto.

A resistência de pragas a agrotóxicos ou qualquer outro agente de controle pode tornar-se um problema econômico, resultando em falhas no controle da praga. O uso sucessivo de produtos do mesmo mecanismo de ação pode aumentar o risco de desenvolvimento de populações resistentes.
Para manter a eficácia e longevidade do BIOLUCRO como uma ferramenta útil de manejo de pragas agrícolas, adotar as seguintes práticas que podem prevenir, retardar ou reverter a evolução da resistência:
• Rotacionar produtos com mecanismo de ação distinto para o controle do mesmo alvo, sempre que possível;
• Adotar outras práticas de redução da população de patógenos, seguindo as boas práticas agrícolas, tais como rotação de culturas, controles culturais, cultivares com gene de resistência quando disponíveis etc.;
• Respeitar as recomendações de dose, número máximo de aplicações permitidas e modo de aplicação de acordo com a bula do produto;
• Aplicações sucessivas de BIOLUCRO podem ser feitas desde que o intervalo das aplicações não exceda o período de uma geração da praga-alvo.
• Respeitar o intervalo de aplicação para a reutilização do BIOLUCRO ou outros produtos quando for necessário;
• Sempre que possível, realizar as aplicações direcionadas às fases mais suscetíveis das pragas a serem controladas;
• Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e para a orientação técnica na aplicação;
• Informações sobre possíveis casos de resistência em insetos e ácaros devem ser encaminhados para o IRAC-BR (www.irac-br.org), ou para o Ministério da Agricultura e Pecuária (www.agricultura.gov.br);
• Informações sobre possíveis casos de resistência em doenças devem ser encaminhados para o FRAC-BR (www.frac-br.org), ou para o Ministério da Agricultura e Pecuária (www.agricultura.gov.br).

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