Bula Boreal - TradeCorp

Bula Boreal

Abamectina
24918
TradeCorp

Composição

Abamectina 18 g/L

Classificação

Terrestre/Aérea
Acaricida, Inseticida, Nematicida
3 - Produto Moderadamente Tóxico
II - Produto muito perigoso
Não inflamável
Não corrosivo
Concentrado Emulsionável (EC)
Contato, Ingestão

Algodão

Calda Terrestre Dosagem
Alabama argillacea (Curuquerê)
Tetranychus urticae (Ácaro rajado)

Alho

Dosagem
Ditylenchus dipsaci (Nematóide-do-alho)

Batata

Calda Terrestre Dosagem
Liriomyza huidobrensis (Larva minadora)
Phthorimaea operculella (Traça da batatinha)

Café

Calda Terrestre Dosagem
Brevipalpus phoenicis (Ácaro da leprose)
Leucoptera coffeella (Bicho mineiro)
Oligonychus ilicis (Ácaro vermelho)

Citros

Calda Terrestre Dosagem
Phyllocnistis citrella (Minadora da folhas)
Phyllocoptruta oleivora (Ácaro da falsa ferrugem)
Polyphagotarsonemus latus (Ácaro branco)

Coco

Calda Terrestre Dosagem
Eriophyes guerreronis (Ácaro da necrose do coqueiro)

Crisântemo

Calda Terrestre Dosagem
Liriomyza huidobrensis (Larva minadora)
Tetranychus urticae (Ácaro rajado)

Feijão

Calda Terrestre Dosagem
Liriomyza huidobrensis (Larva minadora)
Polyphagotarsonemus latus (Ácaro branco)

Feijão vagem

Calda Terrestre Dosagem
Liriomyza huidobrensis (Larva minadora)

Figo

Calda Terrestre Dosagem
Azochis gripusalis (Broca da figueira)

Maçã

Calda Terrestre Dosagem
Panonychus ulmi (Ácaro da macieira )

Mamão

Calda Terrestre Dosagem
Polyphagotarsonemus latus (Ácaro branco)
Tetranychus urticae (Ácaro rajado)

Manga

Calda Terrestre Dosagem
Pinnaspis aspidistrae (Cochonilha escama farinha)

Melancia

Calda Terrestre Dosagem
Liriomyza huidobrensis (Larva minadora)
Tetranychus urticae (Ácaro rajado)

Melão

Calda Terrestre Dosagem
Liriomyza huidobrensis (Larva minadora)
Tetranychus urticae (Ácaro rajado)

Morango

Calda Terrestre Dosagem
Tetranychus urticae (Ácaro rajado)

Pepino

Calda Terrestre Dosagem
Liriomyza huidobrensis (Larva minadora)
Tetranychus urticae (Ácaro rajado)

Pêssego

Calda Terrestre Dosagem
Tetranychus urticae (Ácaro rajado)

Tomate

Dosagem Calda Terrestre
Liriomyza trifolii (Larva minadora)
Phthorimaea operculella (Traça da batatinha)
Tetranychus urticae (Ácaro rajado)
Tuta absoluta (Traça do tomateiro)

Uva

Calda Terrestre Dosagem
Tetranychus urticae (Ácaro rajado)

Tipo: Frasco.
Material: Plástico.
Capacidade: 0,25; 1,0; 4,0; 5,0 L.

INSTRUÇÃO DE USO

ATENÇÃO

Durante 10 dias antes e 10 dias após a aplicação, não devem ser usados produtos que contenham Captan, Folpet ou Enxofre.

MODO/EQUIPAMENTO DE APLICAÇÃO

Aplicação terrestre

BOREAL pode ser aplicado em pulverizações com equipamento manual ou motorizado, costal, estacionário ou tratorizado. Em qualquer dos casos, é importante que haja uma total cobertura da parte aérea da planta. Para o controle de ácaros e insetos, devem ser utilizados os bicos cônicos. Quando o modelo de bicos, a distancia entre eles e a preparação a ser utilizada, seguir a tabela dos fabricantes, a fim de obter a melhor densidade de gotas.

Algodão: Volume de calda: 100 a 150 L/ha Tipo de bico recomendado: Twinjet ou leque XR Espaçamento entre bicos: 50 cm Pressão de operação: 60 a 80 psi Cobertura na folha: 20 a 30 gotas/cm² Diâmetro de gotas: 200 a 400 µm.
Para outras culturas: aplicar o volume de calda suficiente para uma completa cobertura da parte interna e externa da planta, utilizando a tabela do fabricante, para a regulagem correta do equipamento. Evite escorrimento.

Café: aplicação dirigida à folhagem, de modo a se obter uma boa cobertura. Para bicho mineiro é importante pulverizar somente nos períodos de plena vegetação, aplicando sobre as folhas novas. A pré-mistura com óleo é fundamental para garantir a eficácia do produto. Para ácaro-daleprose utilizar o volume de calda de 1.000 L/ha, objetivando uma boa cobertura das plantas. Havendo já a presença de ácaros, recomenda-se pulverizar logo após a colheita, quando a planta oferece melhores condições de penetração das gotas de pulverização. Para ácaro-vermelho, iniciar o tratamento quando for constatada a presença de ácaros, antes dos sintomas de bronzeamento aparecerem nas folhas. Aplicação em bandeja (antes do transplante): utilizar volume de calda de 0,5 L/m³, suficiente para dar uma boa cobertura, sem escorrimento. Irrigar levemente com água, logo após a aplicação do produto.
Aplicação via esguicho no solo (pós tratamento): utilizar pulverizador costal e fazer aplicação na superfície do solo, ao redor das plantas, de modo a cobrir a zona do sistema radicular. Utilizar volume de calda de 50 a 100 mL/planta. Irrigar logo após a aplicação do produto ou aplicar no solo úmido.

Aplicação Aérea

Algodão:
- Volume de aplicação: 20 a 50 Litros/ha para aplicação baixo volume (BV) com água. 2 a 5 litros/ha para a aplicação ultra baixo volume (UBV) c/ óleo.
- Largura da faixa de aplicação: Para aplicação UBV: 20m. Para aplicação BV: 15 m.
- Diâmetro de gotas: Aplicação UBV: 150 a 200 micra. Aplicação BV: 200 a 400 micra.
- Cobertura ou densidade das gotas: 20 a 30 gotas/cm², para aplicação UBV ou BV.
- Tipos de bico: bico cônico vazio da série “D” com difusor 45° para aplicação UVB e 65° para aplicação VB.
Observação: diâmetro de orifício dos bicos deverá ser selecionado de acordo com a vazão exigida na calibração, conforme a velocidade de vôo, volume e largura da faixa utilizada.

Citros: Devido à arquitetura da planta, que dificulta uma distribuição uniforme do produto em toda a copa, é muito importante seguir rigorosamente os seguintes parâmetros:
Aplicação de baixo volume (BV) com água mais 1% de óleo* - 20 a 50 L/ha
ou
Aplicação UBV com óleo vegetal ou mineral (sem água) - 5 L/ha
Diâmetro de gotas (DMV): - BV em torno de 200 a 300 µm
UBV em torno de 150 a 200 µm
Cobertura no alvo de: 30 a 40 gotas/cm²
Largura da faixa de aplicação: - 12m
Altura de vôo acima da copa: - 2m
Velocidade do vento calmo: - abaixo de 10 km/h
Umidade relativa do ar: - acima de 55%

*Fazer uma pré-mistura de óleo e BOREAL; agitar vigorosamente e depois acrescentara água.

Equipamentos e bico de pulverização: Pode ser utilizado barra com 37 bicos cônico vazio ou com 08 atomizadores rotativos do tipo “Micronair” AU-5.000, devendo-se ajustar cada tipo de equipamento utilizado adequadamente conforme segue:
1. Para aplicação BV com volume entre 20 a 50 L/ha: - Bico cônico vazio D8/45, D10/45, posicionado a 90°, ou - “Micronair” AU-5.000 com ângulo das pás de hélice ajustados à 65° Observação: O tamanho do furo dos bicos ou VRU deverá ser escolhido de acordo com o volume de calda e da velocidade da aeronave.
2. Para aplicação UBV a 5 L/ha: - Utilizar atomizador rotativo “Micronair” AU-5.000, 8 unidades com ângulos das pás de hélice ajustados em 45° e selecionar o furo nº. 7 no VRU com pressão de 15 psi ou o furo nº. 5 Com pressão de 22 psi. - Pode-se utilizar também a barra com bicos hidráulicos usando 20 bicos cônico vazio D4/25 ou D3/45 posicionados a 90°.
Nota:
1) Para o controle de ácaros, não recomendamos UBV, devendo aplicar um volume acima de 30 L/ha.
2) quando a aplicação for a baixo volume, com o produto diluído em água, não aplicar com umidade relativa do ar inferior a 55%.
3) Velocidade do vento: entre 3 a 15 km/h (vento calmo).

INTERVALO DE SEGURANÇA

Algodão, pêssego: 21 dias
Alho: Não determinado devido à modalidade de emprego.
Batata, café, coco, feijão, maçã, mamão: 14 dias
Citros, figo, manga, melancia, melão: 07 dias
Crisântemo: Uso não alimentar
Feijão-Vagem: 04 dias
Morango, pepino, tomate: 03 dias
Uva: 28 dias

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entrar nas áreas tratadas sem o equipamento de proteção individual por um período de aproximadamente 24 horas ou até que a calda pulverizada nas plantas esteja seca. Caso seja necessária a reentrada na lavoura antes desse período, é necessário utilizar aqueles mesmos equipamentos de proteção individual usados durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

Outras restrições a serem observadas: - A calda deve ser aplicada no mesmo dia da preparação. Não deixar a calda de um dia para o outro. - Mantenha a calda em agitação, no tanque de pulverização.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Sempre que houver disponibilidade de informações sobre programas de Manejo Integrado, provenientes da pesquisa pública ou privada, recomenda-se que estes programas sejam implementados.

GRUPO: 6 - INSETICIDA

A resistência de pragas a agrotóxicos ou qualquer outro agente de controle pode tornar-se um problema econômico, ou seja, fracassos no controle da praga podem ser observados devido à resistência.
O inseticida BOREAL pertence ao grupo 6 (Moduladores alostéricos de canais de cloro mediadps pelo glutamato) e o uso repetido deste inseticida ou de outro produto do mesmo grupo pode aumentar o risco de desenvolvimento de populações resistentes em algumas culturas.
Para manter a eficácia e longevidade do BOREAL como uma ferramenta útil de manejo de pragas agrícolas, é necessário seguir as seguintes estratégias que podem prevenir, retardar ou reverter a evolução da resistência:
Adotar as práticas de manejo a inseticidas, tais como:
• Rotacionar produtos com mecanismo de ação distinto do Grupo 6. Sempre rotacionar com produtos de mecanismo de ação efetivos para a praga alvo.
• Usar BOREAL ou outro produto do mesmo grupo químico somente dentro de um “intervalo de aplicação” (janelas) de cerca de 30 dias.
• Aplicações sucessivas de BOREAL podem ser feitas desde que o período residual total do “intervalo de aplicações” não exceda o período de uma geração da praga-alvo.
• Seguir as recomendações de bula quanto ao número máximo de aplicações permitidas. No caso específico do BOREAL, o período total de exposição (número de dias) a inseticidas do grupo químico dos 6 não deve exceder 50% do ciclo da cultura ou 50% do número total de aplicações recomendadas na bula.
• Respeitar o intervalo de aplicação para a reutilização do BOREAL ou outros produtos do Grupo 6 quando for necessário;
• Sempre que possível, realizar as aplicações direcionadas às fases mais suscetíveis das pragas a serem controladas;
• Adotar outras táticas de controle, previstas no Manejo Integrado de Pragas (MIP) como rotação de culturas, controle biológico, controle por comportamento etc., sempre que disponível e apropriado;
• Utilizar as recomendações e da modalidade de aplicação de acordo com a bula do produto;
• Sempre consultar um Engenheiro Agrônomo para o direcionamento das principais estratégias regionais para o manejo de resistência e para a orientação técnica na aplicação de inseticidas;
• Informações sobre possíveis casos de resistência em insetos e ácaros devem ser encaminhados para o IRAC-BR (www.irac-br.org.br), ou para o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (www.agricultura.gov.br).