Nematóide-do-alho (Ditylenchus dipsaci)
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Nematóide-do-alho

(Ditylenchus dipsaci)

Culturas Afetadas: Alho

Esta espécie de nematoides apresenta distribuição mundial, tendo sido introduzida no Brasil (SC) no final da década de 1970, a partir de alho importado de outros países sul-americanos.


É altamente polífaga, com mais de 500 plantas hospedeiras, sendo relatadas sérias perdas em gladíolo, milho, centeio, trevos, cebola, alho, etc. O nematoide parece estar adaptado à zona temperada e em solos com teores intermediários a altos de argila.

Danos - é variável, em função do tipo de cultura hospedeira. Em centeio, o ataque precoce leva as plantas a mostrar excessivo perfilhamento associado a folhas retorcidas. Reboleiras de plantas pouco crescidas são comuns e ocorre acentuada queda de produção.

Em alfafa, observa-se redução no comprimento dos internódios e excessiva brotação a partir de um único ponto no caule, ficando as plantas atacadas com aspecto anormal.

Em ornamentais bulbosas, como os gladíolos, os sintomas internos, na forma de estrias ou anéis necróticos pardo-escuros, são de fácil visualização. Na base dos bulbos é possível visualizar-se aglomerados do nematoide formando massas que lembram novelos.

No caso de tulipas, as flores podem apresentar problemas de má formação devido ao parasitismo precoce pelo nematoide e não se abrirem dentro do padrão normal, ficando imbricadas em parte, além de exibir áreas descoloridas nas pétalas. A perda qualitativa para o comércio é grande.

Em cebola, observa-se intumescimento do bulbo e brotação múltipla a partir de um único ponto, além de folhas retorcidas. No Brasil, tal quadro não tem sido praticamente observado.

Na cultura do alho, os problemas estão restritos ao estado de Santa Catarina. No campo, observam-se reboleiras de plantas amarelecidas e mal formadas, com folhas retorcidas. “Dentes” atacados podem ficar chochos e, quando colhidos, passam a exalar mau cheiro, sintoma conhecido como “amarelão do alho”.

Controle – em alho, o ideal é a formação de lavouras novas a partir de mudas certificadas, em áreas comprovadamente livres do parasita. Na reforma de lavouras infestadas, fazer rotação por 3-5 anos com cultura não hospederia.

Uso de produtos recomendados para controle nas culturas.

 

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