INSTRUÇÕES DE USO: COSAVET; ENXOFRE 800 SML é uma formulação de grânulos dispersíveis em água, devendo ser aplicado por pulverização. Caracteriza-se por proporcionar uma rápida ação inicial e curta persistência. É efetivo contra diversas espécies de ácaros e contra fungos patogênicos de desenvolvimento externo, também apresenta efeito desalojante sobre pragas de difícil atingimento, conforme a bula.
EFEITO DESALOJANTE:
O COSAVET; ENXOFRE 800 SML é um produto que possui efeito desalojante, por conta da liberação de gases sulfídricos, ocasionados pela reação do ingrediente ativo com o ar. Esses gases são irritantes para os insetos, resultando em maior locomoção dos mesmos, levando-os a abandonar seus locais de origem e a entrar em contato mais rapidamente com o inseticida aplicado. A utilização de COSAVET; ENXOFRE 800 SML promove o controle das pragas pelos inseticidas recomendados, quando inserido em um programa de manejo adequado.
Em diversos ensaios conduzidos no Brasil, foi constatado que a aplicação conjunta do COSAVET; ENXOFRE 800 SML com inseticidas, resultou em um aumento na produção de mais de 6%.
Em diversas pesquisas no Brasil e no mundo, foi notado que o produto COSAVET; ENXOFRE 800 SML aumenta a mobilidade das pragas, intensificando a ação dos inseticidas recomendados para o controle de Bicudo (Anthonomus grandis) na cultura do algodão e da Lagarta-do-cartucho (Spodoptera frugiperda) na cultura do milho, quando utilizado conforme as instruções descritas nesta bula.
NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO:
Abacate, abacaxi, anonáceas, cacau, cupuaçu, guaraná, lichia, manga, maracujá e romã:
Para controle de oídio, aplique preventivamente ou no início da infecção. Para o controle de ácaros, trate no início da infestação. Repita a aplicação conforme a necessidade.
Abóbora e abobrinha:
Iniciar as aplicações preventivamente ou no início da infecção. As Cucurbitáceas são geralmente sensíveis ao enxofre, especialmente em temperaturas elevadas. Não aplicar quando a temperatura excede 25 °C. Repita a aplicação conforme a necessidade.
Açaí, castanha-do-pará, coco, dendê, macadâmia, pinhão e pupunha:
Ácaro da necrose: Realize a inspeção dos frutos, folhas e ramos, focando principalmente na parte externa da planta. Aplique o tratamento quando 10% ou mais das áreas inspecionadas mostrarem a presença de 20 ou mais ácaros por cm2. Repita a aplicação conforme a necessidade.
Azeitona, goiaba e morango:
Ácaros: Para o controle de ácaros, tratar no início da infestação. Repita a aplicação conforme a necessidade.
Banana:
Inicie as aplicações preventivamente. Realize no máximo 5 aplicações com intervalos de 14 dias entre elas. Aumente o número de aplicações e a dose conforme as condições meteorológicas favorecerem o desenvolvimento da doença. Respeite o intervalo de segurança.
Para melhor eficiência do produto recomenda-se a utilização de óleo mineral com sulfonação mínima de 90% e surfactante foliar. Adicionar a dose de COSAVET; ENXOFRE 800 SML recomendada em bula + 5 L de óleo mineral de uso agrícola + surfactante foliar de acordo com as recomendações do fabricante.
Café:
Tratar no início do ataque antes do aparecimento dos sintomas. Se a praga já estiver presente em população alta, usar a dose maior. Monitorar após a aplicação e em caso de reinfestação reaplicar com intervalo de 15 a 21 dias.
Caju:
Para controle de oídio-do-cajueiro, pulverize as plantas preventivamente no início da brotação para evitar que a inflorescência seja infectada pela doença, repetindo com intervalos de 7 a 15 dias até completa formação dos frutos, intervalos menores em condições ambientais favoráveis na presença de muitas fontes de inóculos. Não associe óleos minerais ao produto ou à calda de pulverização. Mexa a calda constantemente e utilize-a no mesmo dia da preparação.
Citros:
Realize inspeções periódicas no pomar, sendo a cada 7 dias no verão e 15 dias no inverno. Observe frutos, folhas e ramos, utilizando uma lupa com 10 a 12 aumentos. Trate os talhões com níveis de infestação como os indicados, imediatamente após a constatação:
Ácaro-da-falsa-ferrugem: inspecionar frutos, folhas e ramos, principalmente na parte externa da planta. Efetuar o tratamento quando 10% ou mais das partes vistoriadas apresentarem 20 ou mais ácaros por cm2. Ácaro-da-Ieprose: inspecionar frutos, folhas e ramos, principalmente na parte interna da planta. Quando 5% ou mais das partes vistoriadas apresentarem 1 ácaro por cm2, efetuar o tratamento.
Ácaro-branco: inspecionar frutos, folhas e ramos e, uma vez constatada a presença do ácaro, efetuar o tratamento. Não realizar aplicações 30 dias antes ou após a utilização de óleos ou produtos à base de óleos.
Feijão:
Para controle de oídio, trate preventivamente ou no início da infecção. Para o controle de ácaros, trate somente quando observada a presença dos mesmos. Repita a aplicação conforme a necessidade.
Maçã:
Para controle de oídio, trate preventivamente ou no início da infecção.
No período de dormência aplicar, 600 g do produto comercial/100 L de água (480 g de i.a./100 L de água). Após a quebra de dormência, aplicar 300 g do produto comercial/100 L de água (240 g de i.a./100 L de água). Em variedades sensíveis ao enxofre, não aplicar durante o desenvolvimento dos frutos, pois poderá causar Russeting.
Mamão:
Para controle de oídio trate preventivamente ou no início da infecção, para o controle de ácaro- branco, tratar no início da infestação. Repita a aplicação conforme a necessidade.
Melancia e Melão:
Para o controle de ácaros e oídio: Realizar inspeções periódicas quanto a presença inicial dos mesmos, uma vez constatada a presença e em condições favoráveis, efetuar o tratamento em intervalos de 7 a 10 dias. COSAVET; ENXOFRE 800 SML deve ser utilizado no manejo de ácaros e oídios como complementação a acaricidas específicos ou fungicidas específicos para controle de oídios. Dependendo de sintomas de bronzeamento das plantas que podem ser causadas pelo enxofre, os tratamentos devem ser em torno de 1 a 4 aplicações. Não aplicar em variedades sensíveis ao produto. Não aplicar durante o período de floração. Não aplicar em temperaturas acima de 30º C.
Pepino:
Realize as aplicações preventivamente ou no início da infecção. As Cucurbitáceas são geralmente sensíveis ao enxofre, especialmente em temperaturas elevadas. Não aplicar quando a temperatura exceder 25 °C. Repita a aplicação conforme a necessidade.
Pêssego:
Para controle de podridão-parda, trate preventivamente ou no início da infecção.
Ácaros: Para o controle de ácaros, trate no início da infestação. Repita a aplicação conforme a necessidade. Oídio: Para controle de oídio, trate preventivamente ou no início da infecção.
No período de dormência, aplicar 600 g do produto comercial/100 L de água (480 g de i.a./100 L de água). Após a quebra de dormência, aplicar 300 g do produto comercial/100 L de água (240 g de i.a./100 L de água). Repita a aplicação conforme a necessidade.
Soja:
Realizar a aplicação no início dos sintomas, evitar aplicações após o estádio fenológico R6 (final de enchimento de vagens).
Trigo:
Tratar no início da infecção. Repita a aplicação conforme a necessidade.
Uva:
Oídio: Em temperaturas elevadas, reduzir a dose para 200 g/100 L de água (160 g de i.a./100 L água). Em variedades sensíveis ao oídio, efetuar um tratamento quando a brotação atingir 20 a 25 cm de comprimento. Repita a aplicação sempre que ocorrer o início da infecção.
MODO DE APLICAÇÃO:
Preparo da calda: O responsável pela preparação da calda deve utilizar Equipamento de Proteção Individual (EPI) apropriado para essa finalidade.
Coloque água limpa no tanque do pulverizador, preenchendo pelo menos 3/4 de sua capacidade ou até que atinja a altura do agitador (ou retorno). Com a agitação ligada, adicione lentamente a quantidade recomendada do produto, mantendo a agitação constante durante todo o processo. A aplicação da calda deve ser feita no mesmo dia de sua preparação.
Por se tratar de uma formulação do tipo WG (Grânulos Dispersíveis em Água) é essencial adicionar o produto lentamente no tanque do pulverizador, sempre sob agitação constante, ou pré dissolvidos em recipiente adequado.
Informações sobre os equipamentos de aplicação a serem usados:
Aplicação Terrestre: Seguir as recomendações abaixo para uma aplicação adequada.
Equipamento de aplicação:
Ao aplicar o produto, siga rigorosamente as recomendações da bula. Utilize um equipamento de pulverização equipado com barras adequadas, ajuste o equipamento de aplicação para garantir uma distribuição uniforme da calda e uma boa cobertura do alvo desejado. Evite sobreposições ou falhas entre as faixas de aplicação utilizando tecnologia adequada.
Seleção de pontas de pulverização:
A escolha correta da ponta é crucial para obter uma boa cobertura do alvo e reduzir a deriva. Pontas que geram gotas finas aumentam o risco de deriva e perdas por evaporação (vide CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS). Desta forma, selecione pontas que proporcionem uma cobertura adequada e produzam gotas de tamanho médio (M) conforme a norma ASABE. Em caso de dúvida quanto a seleção das pontas, pressão de trabalho e tamanho de gotas, consultar a recomendação do fabricante da ponta (bico).
Velocidade do equipamento:
Escolha uma velocidade adequada às condições do terreno, do equipamento e da cultura. Ajuste o volume de aplicação e a pressão de trabalho conforme necessário. Geralmente, aplicar em velocidades mais baixas resulta em uma cobertura e deposição da calda na área alvo mais eficazes.
Pressão de trabalho:
Sempre seguir as orientações do fabricante e trabalhar dentro da pressão recomendada para a ponta, considerando o volume de aplicação e o tamanho de gota desejado. Para muitos tipos de pontas, pressões de trabalho mais baixas resultam em gotas maiores. Quando for necessário aumentar o volume de aplicação, é preferível escolher pontas que permitam maior vazão (com orifícios maiores) ao invés do aumento da pressão de trabalho. Caso o equipamento possua sistema de controle de aplicação, garantir que os parâmetros estejam configurados conforme as recomendações de uso.
Altura de barras de pulverização:
A barra deve ser posicionada a uma distância adequada do alvo, conforme recomendado pelo fabricante do equipamento e das pontas, levando em consideração o ângulo de abertura do jato. Quanto maior a distância entre a barra de pulverização e o alvo, maior será a exposição das gotas às condições ambientais adversas, resultando em perdas devido à evaporação e ao transporte pelo vento.
Aplicação com equipamento costal:
Para aplicações costais, manter constante a velocidade de trabalho e altura da lança, evitando variações no padrão de deposição da calda nos alvos, bem como a sobreposição entre as faixas de aplicação.
Em citricultura, para o controle do Ácaro-da-falsa-ferrugem e do Ácaro-branco, utilizar o equipamento turboatomizador. Para o controle do Ácaro-da-leprose, utilizar o equipamento tipo pistola. Estas aplicações devem atingir muito bem a parte externa e interna das plantas. Em outras frutíferas, utilizar o equipamento turboatomizador, molhando bem as plantas, ou utilizar pulverizadores costais, manuais ou motorizados.
Aplicação Aérea: É permitida a aplicação aérea desse produto somente para a cultura da soja, seguindo as seguintes recomendações:
Equipamento de aplicação:
Utilizar aeronaves equipadas com barras apropriadas. Durante a aplicação do produto, seguir rigorosamente as recomendações da bula. Ajustar o equipamento de aplicação para garantir uma distribuição uniforme da solução e uma cobertura eficaz do alvo desejado. Evitar sobreposições ou falhas entre as faixas de aplicação utilizando tecnologia apropriada.
Volume de calda por hectare (taxa de aplicação):
Recomenda-se o volume de calda entre 30 a 50 L/ha ou 10 a 30 L/ha, quando utilizados bicos centrífugos (atomizadores rotativos).
Seleção de pontas de pulverização:
A escolha adequada da ponta é crucial para garantir uma boa cobertura do alvo e minimizar a deriva. Pontas que produzem gotas finas apresentam maior risco de deriva e de perdas por evaporação. Dessa forma, é recomendado utilizar pontas que proporcionem uma cobertura eficaz das plantas hospedeiras e produzam gotas de tamanho médio (M), conforme a norma ASABE. Bicos centrífugos produzem gotas menores, podendo favorecer as perdas por evaporação e/ou deriva das gotas (vide CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS). Em caso de dúvida quanto à escolha das pontas, pressão de trabalho e tamanho das gotas geradas, é aconselhável consultar as recomendações do fabricante da ponta (bico). Quando for necessário aumentar o volume de aplicação, é preferível optar por pontas que permitam uma maior vazão (com orifícios maiores) em vez de aumentar a pressão de trabalho.
Altura de voo e faixa de aplicação:
A altura de voo deve ser mantida entre 3 a 6 metros em relação ao alvo, considerando tanto a segurança da operação quanto a cobertura adequada do alvo. É essencial evitar sobreposições ou falha entre as faixas de aplicação utilizando tecnologia apropriada.
O uso de marcadores humanos de faixa não é recomendado, pois trata-se de situação potencialmente perigosa devido à exposição direta destes marcadores aos agroquímicos.
Atentar à legislação vigente quanto às faixas de segurança, distância de áreas urbanas e de preservação ambiental. Caso ocorra exposição do produto a qualquer pessoa, área, vegetação, animais ou propriedades não relacionados à operação, a aplicação deve ser imediatamente interrompida.
O aplicador do produto deve considerar todos estes fatores para uma adequada utilização, evitando atingir áreas não alvo. Todos os equipamentos de aplicação devem ser devidamente calibrados, e o responsável pela aplicação deve estar familiarizado com todos os fatores que interferem na ocorrência da deriva, minimizando assim o risco de contaminação de áreas adjacentes.
CONDIÇÕES METEOROLÓGICAS
Velocidade do vento:
A velocidade do vento adequada para pulverização deve estar entre 5 e 10 km/h, dependendo da configuração do sistema de aplicação. A ausência de vento pode indicar situação de inversão térmica, que deve ser evitada. A topografia do terreno pode influenciar os padrões de vento e o aplicador deve estar familiarizado com esses padrões. Ventos e rajadas acima destas velocidades favorecem a deriva e contaminação das áreas adjacentes. Deixar uma faixa de bordadura adequada para aplicação quando houver culturas sensíveis na direção do vento.
Temperatura e umidade:
Aplicar somente em condições ambientais favoráveis é essencial. Baixa umidade relativa do ar e altas temperaturas aumentam o risco de evaporação da calda de pulverização, o que pode reduzir a eficácia do produto e aumentar o potencial de deriva. Evite realizar aplicações quando a umidade relativa do ar for baixa (inferior a 60%) e em condições de altas temperaturas (considerando um limite de temperatura de 30ºC, porém ajustando conforme as necessidades específicas de cada cultura, conforme descrito no item NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO). Não aplique o produto em temperaturas muito baixas ou quando houver previsão de geadas.
Período de chuvas:
A ocorrência de chuvas dentro de um período de quatro (4) horas após a aplicação pode afetar o desempenho do produto. Não aplicar logo após a ocorrência de chuva ou em condições de orvalho.
As condições de aplicação podem ser ajustadas conforme decisão do Engenheiro Agrônomo local. O potencial de deriva é influenciado pela interação de vários fatores, incluindo características do equipamento de pulverização e condições climáticas como velocidade do vento, umidade e temperatura. É responsabilidade do aplicador adotar práticas que minimizem a deriva.
LIMPEZA DE TANQUE
Logo após o uso, recomenda-se a limpreza competa detodo equipamento de aplicação (tanque, barra, pontas e filtros) Realizar a triplice lavagem antes de utili-lo na aplicação de outros produtos/culturas.
INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS:
Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes desse período, utilize os equipamentos de proteção individual (EPIs) recomendados para o uso durante a aplicação.
LIMITAÇÕES DE USO:
Pode existir risco de fitotoxicidade nas seguintes situações:
• Algumas espécies ou variedades de plantas podem ser sensíveis ao produto;
• O produto não deve ser aplicado durante o período de floração;
• Citros: não realizar aplicações 30 dias antes ou após a utilização de óleos ou produtos à base de óleos.
• Maçã: não realizar aplicações durante o desenvolvimento dos frutos, pois poderá causar Russeting;
• Em temperaturas acima de 30ºC, usar a menor dose recomendada ou suspender o tratamento.