Bula Dipel ES-NT/Biobit/Quark/Bactospeine

CI
Bacillus thuringiensis, var. kurstaki, linhagem HD-1
5917
Sumitomo

Composição

Bacillus thuringiensis var. kurstaki cepa HD-1 250 g/L

Classificação

Terrestre/Aérea
Inseticida biológico
4 - Produto Pouco Tóxico
IV - Produto pouco perigoso ao meio ambiente
Não inflamável
Não corrosivo
Suspensão Concentrada (SC)
Inseticida biológico

Embalagem: Frasco
Material: Plástico
Capacidade: 0,25; 0,5; 1; 2; 3; 4; 5 L.

Embalagem: Bombona
Material: Plástico
Capacidade: 5; 10; 20 L.

Embalagem: Galões
Material: Plástico
Capacidade: 30; 40; 50 L.

INSTRUÇÕES DE USO

O produto é um inseticida biológico recomendado para o controle dos alvos biológicos: Alabama argilacea, Ascia monuste orseis, Diatraea saccharalis, Ecdytolopha aurantiana, Helicoverpa spp, Helicoverpa armigera, Pseudoplusia includens, Thyrinteina arnobia, Trichoplusia ni e Tuta absoluta.

NÚMERO, ÉPOCA E INTERVALO DE APLICAÇÃO

Para uma maior eficiência no controle de pragas deve-se sincronizar a aplicação ao momento de máxima atividade das lagartas, que ocorre nos primeiros estágios larvais (primeiro ao terceiro instares). Com o objetivo de se detectar o melhor momento de aplicação deve-se efetuar constante monitoramento de pragas na lavoura, iniciando as aplicações no momento em que se atinjam os níveis de controle para cada alvo nas culturas recomendadas. Novas aplicações são recomendadas em caso de reinfestação de lagartas.

MODO DE APLICAÇÃO

A performance do produto no controle de lagartas está relacionada com a qualidade da aplicação do produto, a qual deve proporcionar distribuição uniforme sobre todas as partes da planta, principalmente das folhas, principal fonte de alimento das lagartas.

Preparo de Calda

Para o preparo da calda, inicialmente diluir a quantidade necessária do produto em um tanque auxiliar contendo água limpa. Em seguida, encher o reservatório do pulverizador até a metade da capacidade do tanque. Adicionar a solução preparada ao tanque do pulverizador e completar com água limpa, mantendo o agitador do pulverizador em funcionamento. Aplicar a calda imediatamente após o preparo. Adjuvantes (óleo mineral, espalhantes adesivos não-iônicos ou siliconados) poderão ser adicionados à calda para melhorar a ação do produto. Neste caso, estes deverão ser adicionados à calda somente após a adição do produto. O pH ideal da calda para a aplicação é entre 4,5 a 8,0.
Pode ser aplicado com aeronave agrícola, turbo atomizador, pulverizador tratorizado de barra ou costal manual.

Aplicação terrestre

Aplicar com turbo atomizador, pulverizador tratorizado de barra ou costal, utilizando bicos e parâmetros operacionais (como velocidade e espaçamento entre bicos) que permitam a produção de gotas entre as classes Muito Fina e Fina (em função das condições climáticas, conforme recomendações descritas abaixo), de modo que se obtenha uma boa cobertura de toda a planta na pulverização. Para tanto, a escolha do volume de aplicação deve considerar a cultura e volume de copa. Em geral, recomenda-se aplicar entre 100 a 400 L/ha em culturas anuais e entre 400 a 2500 L/ha em culturas perenes e semi-perenes. A pressão de trabalho deverá ser selecionada em função do volume de calda e da classe de gotas. O sistema de agitação do produto no interior do tanque deve ser mantido em funcionamento durante toda a aplicação. Não sobrepor as faixas de aplicação.

Aplicação aérea

Deve ser aplicado com um volume de calda de 20 a 40 L/ha, utilizando avião agrícola equipado com barra, sendo utilizadas pontas de pulverização e parâmetros operacionais (como velocidade e espaçamento entre bicos) que permitam a obtenção de gotas de classe Média (em função das condições climáticas, conforme recomendações descritas abaixo), de modo que se obtenha boa cobertura de toda a planta. Para que se obtenha distribuição uniforme, ajustar a barra de acordo com o desempenho dos elementos geradores de gotas. Recomenda-se que a altura de voo seja a menor possível, respeitando o limite de segurança adequada de voo e uniformidade de aplicação (de 2 a 4 metros acima da cultura). O sistema de agitação do produto no interior do tanque deve ser mantido em funcionamento durante toda a aplicação. Não sobrepor as faixas de aplicação.

Condições Climáticas

Devem ser respeitadas condições de velocidade do vento de inferior a 8 km/h, temperatura inferior a 30ºC e umidade relativa superior a 70%. Não realizar aplicações em condições de inversão térmica e de correntes ascendentes. Não aplicar se houver rajadas de vento ou em condições sem vento. Aplicações devem ser feitas pela manhã ou ao entardecer. Tais recomendações visam reduzir ao máximo as perdas por deriva e evaporação. Para tanto, ajustar o tamanho de gotas, dentro das classes descritas acima, de acordo condições climáticas médias durante os tiros de aplicação, sem prejudicar a cobertura e eficiência de aplicação. Seguir recomendações de boas práticas de aplicação, evitando, por exemplo, o excesso de velocidade, excesso de pressão, e excesso de altura na barra. Consulte um Engenheiro Agrônomo.

CUIDADOS NA LIMPEZA DO PULVERIZADOR

Antes de aplicar, verifique se todo o equipamento de aplicação está limpo e bem cuidado. O tanque de pulverização, bem como as mangueiras, filtros e bicos devem ser limpos para garantir que nenhum resíduo de produto de pulverização anterior permaneça no pulverizador. Antes de aplicar, o pulverizador deve ser limpo de acordo com as instruções do fabricante do último produto utilizado.

INTERVALO DE REENTRADA DE PESSOAS NAS CULTURAS E ÁREAS TRATADAS

Não entre na área em que o produto foi aplicado antes da secagem completa da calda (no mínimo 24 horas após a aplicação). Caso necessite entrar antes deste período utilize os equipamentos de proteção individual (EPls) recomendados para o uso durante a aplicação.

LIMITAÇÕES DE USO

Fitotoxicidade

Não é fitotóxico às culturas citadas, nas doses recomendadas.

Incompatibilidade

Não deve ser misturado com substâncias extremamente alcalinas ou ácidas como cal ou calda bordalesa, nutrientes foliares ou fertilizantes líquidos, em mistura com herbicidas.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pela Saúde Humana – ANVISA/MS.

De acordo com as recomendações aprovadas pelo órgão responsável pelo Meio Ambiente – IBAMA/MMA.

Sempre que houver disponibilidade de informações sobre programas de Manejo Integrado, provenientes da pesquisa pública ou privada, recomenda-se que estes sejam implementados.

Qualquer agente de controle de inseto pode se tornar menos efetivo ao longo do tempo, se o inseto desenvolver algum mecanismo de resistência. O Comitê Brasileiro de Ação a Resistência à Inseticida - IRAC-BR, recomenda as seguintes estratégias de manejo de resistência a inseticida, visando prolongar a vida útil dos inseticidas:
- Qualquer produto para controle de inseto, da mesma classe ou modo de ação, não deve ser utilizado em gerações consecutivas da praga;
- Usar somente as doses recomendadas na bula/rótulo;
- Consultar sempre um Engenheiro Agrônomo para orientação sobre o Manejo de Resistência a Inseticidas;
- Incluir outros métodos de controle de pragas (Ex. controle cultural, biológico, etc.) dentro do programa de Manejo Integrado de Pragas, quando disponível e apropriado.




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